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	<title>Meditação | Terapia Individual &amp; Meditação com Luiz Fernando Pereira (Hridaya Terapia)</title>
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		<title>Psicologia Budista e Gestalt Terapia: o que as meditações de Fritz Perls num mosteiro zen trouxeram pra terapia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 21:24:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em meados dos anos sessenta, Fritz Perls, criador da Gestalt Terapia, já instalado em Esalen (EUA) e então um dos nomes mais influentes da psicoterapia americana, viajou ao Japão e permaneceu por algum tempo num mosteiro Zen. Não era um gesto dissociado de sua trajetória: Perls havia lido Shunryu Suzuki, convivido em Esalen com Alan [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Em meados dos anos sessenta, <strong>Fritz Perls</strong>, criador da Gestalt Terapia, já instalado em Esalen (EUA) e então um dos nomes mais influentes da psicoterapia americana, viajou ao Japão e permaneceu por algum tempo num <strong>mosteiro Zen</strong>. Não era um gesto dissociado de sua trajetória: Perls havia lido <strong>Shunryu Suzuki</strong>, convivido em Esalen com <strong>Alan Watts</strong>, e vinha há anos tentando formular clinicamente algo que percebia faltar tanto na psicanálise quanto nas psicologias comportamentais de sua época.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">No mosteiro, ele sentou em meditação. Um ato tão simples mas poderoso, realizado no berço do Zen, transformou a experiência e a visão de Perls sobre a terapia.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Persl sentou em zazen e, ao retornar, passou a incorporar em sua obra dois termos tomados diretamente do vocabulário zen: <strong><em>satori</em></strong> — o despertar súbito — e <strong><em>mini-satori</em></strong>, sua formulação para esses clareamentos pontuais da consciência que podem ocorrer no curso de uma sessão de terapia, quando o paciente, atravessando um impasse, subitamente <em>vê</em>. A noção de <em>awareness</em>, hoje pedra angular da Gestalt e termo corrente em todo o vocabulário terapêutico contemporâneo, não pode ser compreendida fora dessa filiação. Ela chega à clínica ocidental pela porta do zendô.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">O destino posterior da palavra é outra história. <em>Awareness</em> tornou-se moeda comum — em manuais clínicos, em literatura de divulgação, em aplicativos de mindfulness de oito semanas, em formações rápidas de coaching. Em larga medida, foi traduzida como uma operação mental discreta: notar o que se sente, reconhecer o que se pensa, nomear o que se passa. Uma versão funcional e administrável, compatível com o tempo curto do consultório e com a cultura da performance. O que se perde nessa tradução é precisamente o que Perls havia ido buscar em Kyoto. <em>Awareness</em>, na raiz da Psicologia Budista da qual foi extraída, não é uma operação mental nem um ato de atenção deliberada. É um modo de presença no qual o observador e o observado deixam de figurar como instâncias separadas — um estado, e não uma técnica.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Essa ordem de fenômeno psíquico, com todas as suas gradações e consequências clínicas, encontra descrição sistemática, método e linhagem apenas na psicologia oriental: no Abhidharma budista, nos tratados do Yoga, nos mapas contemplativos do Vedanta e do Vajrayana. A psicologia ocidental, quando a toca, o faz de fora — com o vocabulário emprestado e, frequentemente, sem a experiência imersiva longa e sistemática que sustenta a realização e o vocabulário.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Convém ser um pouco mais preciso sobre o que Perls efetivamente importou. Dois conceitos centrais de sua obra tardia — o <em>impasse</em> e o <em>vazio fértil</em> — são impensáveis fora da referência Zen.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">O impasse, em sua definição, é aquele ponto em que o suporte ambiental já não chega e o suporte interno ainda não se constituiu; a pessoa se vê desamparada, confusa, à beira de uma dissolução que ela teme como morte. O que Perls propõe, e que é absolutamente contraintuitivo para a psicologia que lhe era contemporânea, é que não se saia do impasse — <strong>atravessa-se</strong>. E atravessá-lo exige que o terapeuta saiba, <strong>por experiência própria</strong>, o que é permanecer em um estado de confusão sem buscar resolução prematura.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">O <em>vazio fértil</em> é o nome que ele dá ao território que se abre quando esse atravessamento ocorre. É um correlato clínico quase literal do que as tradições contemplativas chamam, com vocabulários distintos, de <em>śūnyatā</em>, de vazio luminoso, de fundo vazio da consciência. Dentro de um contexto mais limitado do tratamento terapêutico, mas com a mesma natureza. Perls não tinha formação em filosofia budista suficiente para desenvolver essas correspondências, mas reconhecia a proximidade e a nomeava. O que estava em jogo, para ele, era um tipo de cura que passa por uma dissolução controlada de uma identidade funcional neurótica — algo que a prática zen também busca liberar há séculos, usando seus próprios termos.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">A dificuldade, do ponto de vista da clínica contemporânea, não está no que Perls formulou, mas no que foi feito com sua formulação. A Gestalt, como ocorreu com a Psicanálise antes dela e com o Mindfulness depois, foi gradualmente decantada em protocolos e técnicas transmissíveis em cursos de formação. O terapeuta que conclui essa formação sai com um vocabulário e com um repertório de intervenções. Pode conduzir uma sessão com competência formal. O que ele quase nunca tem, no entanto, é a base experiencial da qual o vocabulário foi extraído — a familiaridade prolongada com os estados internos que <em>awareness</em>, impasse e vazio fértil nomeiam. Sem essa base, a intervenção torna-se procedimento: pede-se ao paciente que &#8220;esteja presente&#8221;, que &#8220;sinta no corpo&#8221;, que &#8220;permaneça com o que emerge&#8221;, mas o próprio terapeuta, nos bastidores de sua prática interior, nunca habitou esses territórios por tempo suficiente para reconhecê-los quando aparecem. É isso que <strong>Perls</strong> sublinhava, é isso que <strong>Claudio Naranjo</strong> treinava nos seus terapeutas, antes e mais fortemente do que qualquer outra coisa. Há uma diferença tangível entre ser conduzido por alguém que decorou o mapa e ser acompanhado por alguém que caminhou o terreno.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Isso não é uma objeção moralista à formação clínica ocidental, que é séria, valiosa e indispensável. É apenas o reconhecimento de que certos fenômenos da mente não se transmitem por descrição. A tradição budista, que desenvolveu ao longo de dois milênios os mapas mais refinados dos estados meditativos, é também a tradição que afirma, sem rodeios, que nada disso se conhece pela leitura. Conhece-se ao sentar, por tempo suficiente, com instrução e profundidade. Uma clínica que incorpore de fato a dimensão contemplativa, e não apenas seu vocabulário, precisa ser conduzida por alguém que tenha sentado.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">É dessa experiência e travessia que nasce a Hridaya Terapia. Meu trabalho clínico aqui se faz dentro da tradição da Gestalt Viva de Claudio Naranjo, da psicologia analítica de Jung, das contribuições da neuropsicologia contemporânea — e, como espinha dorsal silenciosa, da prática meditativa continuada nas tradições do Budismo Zen, do Yoga, do Ayurveda e do Budismo Vajrayana que fazem parte da minha história, prática e caminho pessoal. Não há separação entre o método e a sua origem, nem entre a formação acadêmica e a prática interior que a sustenta. Para quem busca uma psicoterapia que reconheça a dimensão contemplativa como parte legítima e estrutural do trabalho, este é o espaço oferecido.</p>
<p>/////</p>
<p>Por Nando Pereira.</p>
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		<title>O prático e o presente: o que a meditação traz para a terapia</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/o-pratico-e-o-presente-o-que-a-meditacao-traz-para-a-terapia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 16:19:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gestalt Terapia]]></category>
		<category><![CDATA[Ioga]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[As expressões que estão no título, e também abaixo, são um ensaio livre para compreendermos melhor o processo terapêutico quando ele contém a meditação dentro dele. Não qualquer presença, mas uma presença genuína, incorporada por um profissional que vivencie a prática em sua própria vida e que tenha experiência real com o caminho de autoconhecimento, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As expressões que estão no título, e também abaixo, são um ensaio livre para compreendermos melhor o processo terapêutico quando ele contém a <a href="https://paraabracarapratica.com" target="_blank" rel="noopener"><strong>meditação</strong></a> dentro dele. Não qualquer presença, mas uma presença genuína, incorporada por um profissional que vivencie a prática em sua própria vida e que tenha experiência real com o caminho de autoconhecimento, não apenas como &#8220;recurso adotado&#8221;. O nível e a veracidade da presença, do espaço, da profundidade de cura e do insight que a meditação traz é incomparável a sistemas ou métodos psicológicos convencionais. E, como veremos, quando uma terapia tem em sua coração a meditação, está mais perto do que <strong>Freud, Jung, Perls</strong> e outros grandes da Psicologia buscaram durante todo o seu trabalho do que a maioria imagina.</p>
<p>A meditação não é apenas uma &#8220;técnica&#8221; de autoconhecimento de origem oriental, é um fenômeno íntimo revolucionário e um veículo restaurador e orientador de um ser humano em sua <strong>máxima saúde</strong> e <strong>capacidade de viver</strong>. Quando integrado com consciência e habilidade no ambiente terapêutico, pode se tornar a chave que abre as portas para o que o paciente busca.</p>
<p>Vejamos esses termos:</p>
<p>&#8220;<strong>O prático</strong>&#8220;: aquilo que um paciente quer resolver e imagina que precisa de solução, aquilo que o paciente traz para transformar e encerrar. O mais imediato e &#8220;prático&#8221;, associado ao que preciso ser resolvido &#8220;logo&#8221; para o bom funcionamento do indivíduo. Pode ser um sintoma ou um conjunto de sintomas (angústia, tristeza, procrastinação, ansiedade, depressão, desânimo, medo, pânico, raiva, paralisia, desespero, falta de sentido, etc), uma crise, uma perda, uma impressão, uma percepção, uma meta.</p>
<p>&#8220;<strong>O presente</strong>&#8220;: aquilo que é e que está na realidade, mas que o paciente não vê, não percebe e não sente, em significativa parte, e assim cria sintomas e não consegue encontrar recursos para lidar. Daí surgem as neuroses, confusões, angústias e outros sintomas.</p>
<p>&#8220;<strong>O condicionado útil</strong>&#8220;: é o pano de fundo que cria o objetivo &#8220;prático&#8221; do paciente. Muito do que inicia uma busca por terapia nasce de inconsciência individual, de &#8220;pontos cegos&#8221;, do que não está sendo percebido ou considerado suficientemente pelo indivíduo &#8211; dêaí o objetivo terapêutico mais geral de &#8220;trazer da inconsciência para a consciência&#8221;. Dentro de um paradigma com visão perturbada ou reduzida, o paciente minimamente saudável tenta soluções e saídas antes de chegar à terapia, mas elas ficam &#8220;presas&#8221; circularmente a esses problemas de visão e inconsciencia. Portanto, o que o paciente geralmente traz ao início do seu processo de cura é um pedido &#8220;condicionado útil&#8221; (= &#8220;prático&#8221;) &#8211; ou seja, a resolução daquilo que está pendente para que ele prossiga sendo &#8220;útil&#8221; dentro de uma realidade condicionada. Um exemplo clássico: o esgotamente mental ou o <em>burnout</em> é a condição que sofre de inconsciência, visão reduzida, psicossomatização crescente e que &#8220;prejudica&#8221; o viver dentro de um paradigma condicionado útil. O paciente sofre nele mas, por estar condicionado nele, considera que precisa continuar vivendo nele. Se o processo terapêutico lhe dá essa solução, está apenas servindo como analgésico comum. Assim, o &#8220;condicionado útil&#8221; é apenas uma parte do processo, e que gera o objetivo &#8220;prático&#8221; do paciente.</p>
<p>&#8220;<strong>O real vivo e orientativo</strong>&#8220;: O que não é condicionado é vivo, real. É o que não está preso às histórias, narrativas, conceitos e, em último grau, aos scripts sociais e culturais. Está vivo, presente e livre. Todo o Ser contém isso mais do que qualquer outra coisa, e é a isso que se refere Carl Jung quando diz &#8220;Só o que somos tem o poder de nos curar&#8221;. É de fundamental importância que toda pessoa, em vida, consiga tocar essa dimensão. Pois é ela que cura, que equilibra, que vive e que orienta. A <em>(auto) orientação</em> é o que o paciente realmente busca em terapia, e não a reles cura externa do sintoma pela &#8220;autoridade&#8221; do terapeuta. O paciente pensa que quer apenas retornar a um condicionado útil (de preferência aprimorado, já que está em terapia), mas ele quer sua vida, sua capacidade de decidir, de realizar e de viver para além das prisões neuróticas e condicionamentos sofríveis. Essa capacidade auto-orientativa está no fundo do seu Ser, inacessível quando tudo que experimenta é sua rotina condicionada.</p>
<p>Essa é uma das dimensões importantes que a meditação traz para o processo de cura. Ela está contida, de certa forma, nos objetivos de &#8220;awareness&#8221; como Fritz Perls trouxe à Gestalt Terapia, e na liberdade terapêutica dos conceitos e diagnósticos que Carl Jung propunha para psicoterapeutas &#8211; mas é muito mais ampla e profunda que isso, e de certa forma potencializa esses mesmos objetivos.</p>
<p>///</p>
<p>A meditação não é uma moda ou um &#8220;recurso&#8221; terapêutico para iniciantes ou influencers faladores nessa época de degeneração moral e de profissionais sem vivência e experiência pessoal. Certifique-se que o terapeuta com quem você vai trabalhar seja alguém preparado para tal e que vivencie a prática meditativa em sua própria vida.</p>
<p>///</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://hridayaterapia.com/terapia-holistica-transpessoal-gestalt-meditacao/"><strong>Como é a terapia</strong></a></span><strong> aqui</strong>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Percepção da falta de sentido na vida, é, em parte, sinal de saúde</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/percepcao-da-falta-de-sentido-na-vida-e-em-parte-sinal-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2026 13:20:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meditação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Carl Jung]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
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		<category><![CDATA[Marie Louise von Franz]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;Não vejo sentido na minha vida&#8221; é um sintoma crescente nos tempos atuais (a Geração Z em 2021 registrou 42% de incidência de sintomas como tristeza e desesperança, o dobro da geração Millenium, de acordo com a CDC Youth Risk Behav­ior Sur­vey) e é um sinal, na verdade, de saúde do sistema psíquico e da consciência. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<strong>Não vejo sentido na minha vida</strong>&#8221; é um sintoma crescente nos tempos atuais (a Geração Z em 2021 registrou 42% de incidência de sintomas como tristeza e desesperança, o dobro da geração Millenium, de acordo com a <a href="https://www.aecf.org/blog/generation-z-and-mental-health" target="_blank" rel="noopener"><span class="caps">CDC</span> Youth Risk Behav­ior Sur­vey</a>) e é um sinal, na verdade, de <strong>saúde</strong> do sistema psíquico e da consciência. Há muitas pessoas que não vivem com sentido mas não percebem isso, justamente pelo comprometimento da consciência e do contato consigo mesmas — e do excesso de adaptação ao que é externo a si (falamos disso num artigo anterior). Ao não terem sequer uma consciência rudimentar de sua insatisfação, elas não registram nem externalizam que suas vidas não tem sentido — mesmo, claramente, não tendo. E, assim, não podem de fato mudar a situação nem encontrar verdadeiro sentido.</p>
<p>Não quero discorrer aqui sobre a situação dessas pessoas, as que não registram e não tem consciência de sua situação sem-sentido, pois elas geralmente não entram em terapia e não resolvem esse adoecimento da consciência, gerando problemas piores para si e para a sociedade.</p>
<p>E o que, então, essa percebida falta de sentido nos informaria? Ela declara que a situação de vida de um individuo <strong>é profundamente insatisfatória para si</strong>, que não corresponde às aspirações e necessidades genuínas daquele ser. Ao sentir a falta de propósito e sentido, ele reconhece isso, pelo menos em um certo nível — ele está vivo consigo mesmo e pode começar a agir nesta situação. A falta de sentido é como se trouxesse à tona que &#8220;<strong>eu não tenho vontade real disso</strong>&#8221; ou &#8220;<strong>eu não tenho vontade real de nada na minha situação</strong>&#8220;, só que a pessoa não necessariamente está em depressão (ou mesmo que esteja, continua informando isso). Como já afirmou o psiquiatra suíço <strong>Carl G. Jung</strong> (1975-1961), essa depressão seria &#8220;uma mensagem do inconsciente nos informando que nossa atitude diante da vida está <strong>muito enviesada ou inautêntica</strong>&#8220;.</p>
<p><strong>Marie-Lousie von Franz</strong> (1915-1998), uma conhecida pesquisadora, autora e discípula importante de Jung, dizia que &#8220;<strong>a depressão é uma benção</strong>, pode ser a única forma que leva uma pessoa a olhar pra dentro de si mesma&#8221;. Isso é, de fato, um movimento de saúde imensa: imagine um amigo lhe dizendo que sua atitude diante da vida está muito enviesada e inautêntica, e que ele percebe que você não está feliz assim. Que presente isso seria! É assim que a sensação de falta de sentido age em nós: é um alerta, um sinal importante da consciência.</p>
<p>Jung usava a famosa imagem da &#8220;<strong>senhora de preto</strong>&#8221; para falar da depressão, e acho que podemos usar essa mesma imagem para a sensação de falta de sentido. É algo desagradável, que causa mal-estar, que paralisa, que queremos que vá embora. Mas, como diz Jung, &#8220;<strong>não a expulse, peça pra ela entrar, diga-a para sentar-se e trate-a como uma convidada importante</strong>&#8220;.</p>
<p>Isso é respeito ao sintoma que aparece em si mesmo, e a possibilidade de tomar consciência dele, e, então, de curá-lo da forma mais consistente e completa que existe. Ao dialogar com ela, sabemos qual é sua natureza, como se sente, o que ela quer e precisa. Esse é o diagnóstico que todos nós nos devemos, por dignidade à nossa própria vida.</p>
<p>+++++</p>
<p>OBS: Esta é uma reflexão profunda e necessária mas não é uma recomendação de tratamento universal para a depressão, principalmente para quem já está medicado e em acompanhamento psiquiátrico. Nestes casos, sempre siga seu tratamento. Se quiser, claro, leve suas reflexões ao psiquiatra, mas não as tome como decisão última irrefletida. Se tiver necessidade de elaborar ou tirar dúvidas sobre o que foi escrito aqui, faça contato.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A mente meditante na clínica: presença e campo fenomenológico</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/a-mente-meditante-na-clinica-presenca-e-campo-fenomenologico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 01:12:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
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					<description><![CDATA[O estado meditativo não é uma técnica adicional ao trabalho clínico — é uma qualidade de mente que transforma a própria natureza da escuta terapêutica. Na prática gestáltica, a atenção plena é análoga ao que Perls chamava de awareness desobstruída: a capacidade de estar consciente do que se apresenta, momento a momento, sem manipular o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="287" data-end="775">O estado meditativo não é uma técnica adicional ao trabalho clínico — é uma qualidade de mente que transforma a própria natureza da escuta terapêutica.</p>
<p data-start="287" data-end="775">Na prática gestáltica, a atenção plena é análoga ao que Perls chamava de <em data-start="514" data-end="538">awareness desobstruída</em>: a capacidade de estar consciente do que se apresenta, momento a momento, sem manipular o fluxo da experiência. Quando o terapeuta sustenta essa qualidade de presença, o campo se autorregula e o contato ganha densidade fenomenológica.</p>
<p data-start="287" data-end="775">Embora seja uma capacidade inata do ser humano, ela foi completamente depauperada no transcorrer dos anos de vida e da cultura fragmentadora, individualista, de escuta rasa e fazer obsessivo, portanto, o terapeuta precisa de treino para que essa awareness &#8220;natural&#8221; desobstruída e verdadeira possa aparecer. Ela não é uma &#8220;produção&#8221; do terapeuta, tampouco uma faculdade de foco e concentração &#8211; é uma qualidade emergente da mente treinada original, e a amplitude que o indivíduo compassivo habita pela entrega, compaixão, interesse e confiança.</p>
<p data-start="777" data-end="1300">Então o valor dessa mente meditante não é apenas atencional. Como diz Mark Epstein, psiquiatra e praticante budista, autor de &#8220;Terapia Zen&#8221;, “a mente que observa é a própria mente que cura” — não por compreender, mas por permitir que a experiência se revele sem resistência. Essa atitude aproxima o terapeuta do que David Brazier, no contexto do Zen e da psicoterapia budista, descreve como “presença compassiva”: um estado em que o profissional abandona o papel de intérprete e assume o de testemunha viva do sofrimento e da verdade do outro.</p>
<p data-start="1302" data-end="1609">Nesse sentido, a meditação oferece ao terapeuta uma epistemologia da não-reação. Ela permite ver o cliente não como “alguém a ser tratado”, mas como expressão do mesmo campo de consciência em que ambos estão inseridos. A escuta deixa de ser uma coleta de informações para se tornar um espaço de revelação. Se algo pode ser &#8220;feito&#8221; a partir daí, e só a partir daí que deve ser feito.</p>
<p data-start="1611" data-end="1955">A mente meditante também protege contra a ansiedade de desempenho terapêutico — essa tentativa sutil de “fazer algo acontecer”.  Que flige tanto terapeutas quanto pacientes, aspirantes por resolução rápida, guiança constante e elucidação pra toda fala e movimento. Quando o terapeuta pratica o não-fazer, não cai na passividade, mas no estado que D. S. Rubin chama de <em data-start="1842" data-end="1861">engaged stillness</em>: uma quietude atenta, dinâmica, capaz de conter e permitir o movimento natural do processo.</p>
<p data-start="1611" data-end="1955">Uma mente assim, imersa em espaço, verdade e firmeza, pode ancorar uma infinidade de processos de cura simplesmente por ser assim. E, como já foi dito, deixar que isso habite o campo em que ambos estão experimentando.</p>
<p data-start="1957" data-end="2277">Integrar meditação e clínica, portanto, não é misturar espiritualidade e psicologia, mas recuperar a inteireza da experiência humana dentro da relação terapêutica. A cura não ocorre porque o terapeuta entende mais, mas porque ambos aprendem a permanecer no mesmo silêncio lúcido de onde toda transformação real emerge.</p>
<p data-start="1957" data-end="2277">//</p>
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		<title>Espiritualidade e regressão: quando os caminhos se confundem</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/espiritualidade-e-regressao-quando-os-caminhos-se-confundem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Sep 2024 13:56:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Meditação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Nem toda experiência “espiritual” é sinal de expansão. Algumas são movimentos de regressão mascarados de transcendência. O terapeuta que trabalha no campo transpessoal precisa discernir entre estados ampliados e estados defensivos. Embora essa habilidade ainda possa estar na sua alvorada, já há suficiente critério e sinais para um discernimento correto &#8211; e necessário, uma vez [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nem toda experiência “espiritual” é sinal de expansão. Algumas são movimentos de regressão mascarados de transcendência. O terapeuta que trabalha no campo transpessoal precisa discernir entre estados ampliados e estados defensivos. Embora essa habilidade ainda possa estar na sua alvorada, já há suficiente critério e sinais para um discernimento correto &#8211; e necessário, uma vez que os casos se multiplicam.</p>
<p>Quando a pessoa “sobe” demais — com discursos de iluminação, amor universal ou negação do ego — pode estar fugindo de dores pessoais não integradas. O self espiritual é, às vezes, o disfarce sofisticado de uma defesa arcaica.</p>
<p>A regressão espiritual costuma vir acompanhada de idealização do mestre, desvalorização do corpo, ou recusa em lidar com aspectos sombrios. Em vez de expansão, há retração: a consciência se retira do mundo concreto para preservar uma identidade “pura” ou &#8220;sublime&#8221;.</p>
<p>A abordagem clínica requer firmeza e cuidado. Não se trata de desqualificar a experiência espiritual, que pode ter um grau genuíno de valor, mas de restaurar sua enraização e compreender porque ela também está servindo de escape ou bloqueio. O verdadeiro despertar amplia a realidade, não a substitui.</p>
<p>A maturidade espiritual passa por integração, não por evasão. A tarefa terapêutica é ajudar o buscador a distinguir o que é abertura real do que é fuga disfarçada de santidade.</p>
<p>///</p>
<p>&#8220;As pessoas farão qualquer coisa, por mais absurda que seja, para evitar enfrentar suas próprias almas. Praticarão ioga indiana e todos os seus exercícios, obedecerão a um regime estrito ou dieta … tudo porque não conseguem lidar consigo mesmas e não têm o menor fé de que algo útil possa sair de suas próprias almas.”<br />
_ CARL G. JUNG (em &#8220;Psychology and Alchemy&#8221;, CW12)</p>
<p>“Quando estamos fazendo bypass espiritual, frequentemente usamos o objetivo de despertar ou libertação para racionalizar aquilo que eu chamo de transcendência prematura: tentar elevar-se acima do lado bruto e bagunçado de nossa humanidade antes de termos completamente enfrentado e feito as pazes com ele.”<br />
_ JOHN WELWOOD (em &#8220;Spiritual Bypassing &amp; Human Relationship&#8221;)</p>
<p>///</p>
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		<title>Prática básica de meditação segundo Dr José Ruguê, mestre de Ayurveda e Ioga</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/pratica-basica-de-meditacao-dr-jose-rugue-mestre-ayurveda-ioga/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jun 2016 15:14:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ayurveda]]></category>
		<category><![CDATA[Ioga]]></category>
		<category><![CDATA[Meditação]]></category>
		<category><![CDATA[como meditar]]></category>
		<category><![CDATA[Dr José Ruguê]]></category>
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					<description><![CDATA[Dr José Ruguê Ribeiro Júnior, grande referência de Ayurveda no Brasil, ensina no vídeo abaixo uma técnica básica de Meditação de acordo com o Ioga e o Ayurveda. Nela, explica os 3 tipos de meditação — (1) estabilizadora, (2) reflexiva e (3) contemplativa — e dá as instruções para o primeiro tipo, em que afirma que é uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dr José Ruguê Ribeiro Júnior</strong>, grande referência de <strong>Ayurveda</strong> no Brasil, ensina no vídeo abaixo uma <strong>técnica básica de Meditação</strong> de acordo com o <strong>Ioga</strong> e o <strong>Ayurveda</strong>. Nela, explica os 3 tipos de meditação — (1) <strong>estabilizadora</strong>, (2) <strong>reflexiva</strong> e (3) <strong>contemplativa</strong> — e dá as instruções para o primeiro tipo, em que afirma que é uma das mais úteis e necessárias nos processos terapêuticos e também não necessita de vínculo religioso nem de nada além da própria prática. Uma das dicas mais enfatizados é a ausência de tensão no corpo durante a prática, que é explicada na descrição dos sete pontos da postura de meditação: se houver tensão num músculo, os neurônios cerebrais correspondentes estarão tensos, e se houver tensão na coluna, que acontece quando ela não está ereta, então os canais sutis que atravessam essa parte do corpo estarão também tensos, bloqueados, e dificultarão a meditação.</p>
<p>Os <strong>sete pontos da postura de meditação</strong> na visão de Dr José Ruguê são os seguintes:</p>
<ol>
<li><strong>Posição dos pés</strong>, tanto se estiver sentado numa cadeira ou no chão, sobre uma almofada.</li>
<li><strong>Posição das mãos</strong>, que podem estar apoiadas sobre as pernas, sem tensão, e com uma mão sobre a outra.</li>
<li><strong>Coluna vertebral ereta</strong>, sentando-se sobre o ísquio, girando a bacia pra frente, se necessário usando uma almofada, também sem tensão.</li>
<li><strong>Posição da cabeça</strong>, que não pode estar encostada nem deitada, que leva ao sono e ao devaneio.</li>
<li><strong>Posição dos olhos</strong>, que devem estar fechados suavemente, apenas as pálpebras se tocando, sem ver nenhuma luz nem pressão.</li>
<li><strong>Posição da boca</strong>, que deve se manter relaxada, com apenas os lábios se tocando.</li>
<li><strong>Posição da língua</strong>, que deve estar apoiada na parte superior da boca, logo após os dentes de cima, antes de começar o palato.</li>
</ol>
<p>Segue Dr. Ruguê, esses pontos e a postura inteira devem ser feitas com maestria. E toda prática deve começar com três respirações profundas, comandando a soltura de cada parte do corpo individualmente, até que a consciência esteja <strong>completa na respiração</strong>, soltando também os pensamentos e deixando que a respiração se aprofunde suavemente. Nesse ponto, deve-se <strong>mentalmente entoar o mantra &#8220;Om&#8221;</strong>, uma vez na inspiração e outra na exalação, permanecendo assim até o final — <strong>15 minutos duas vezes ao dia</strong>. Sem analisar, sem refletir, sem julgar, sem manipular: apenas respirando suavemente, longamente, entoando o mantra &#8220;<strong>Om</strong>&#8220;.</p>
<p>Eis a explicação do <strong>Dr. José Ruguê</strong> (38min):</p>
<p><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="1080" height="608" src="https://www.youtube.com/embed/FNi0R11OziU?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=en-US&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></p>
<p><strong>Dr. José Ruguê Ribeiro Júnior</strong> é fundador da <a href="http://www.escolayogabrahma.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Escola Yoga Brahma Vidyalaya</strong></a>, que ensinou e licenciou a Hridaya Terapia no conhecimento e prática terapêutica do Ayurveda, em 2003-2005. É também um dos responsáveis pela entidade<strong> Suddha Dharma Mandalam</strong> no Brasil e pela <strong>Fundação Sri Vájera</strong>, e é fundador do <strong>Suddha Sabha Yoga Ashram</strong>, em Araguari, em Minas Gerais, onde ministra cursos e tratamentos de Ioga e Ayurveda.</p>
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		<title>Experimentando este momento novo aqui: o cervo na praia [VÍDEO]</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2015 12:21:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meditação]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[contemplação]]></category>
		<category><![CDATA[momento presente]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
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					<description><![CDATA[Como seria experimentar esse momento aqui como se tocássemos a água pela primeira vez? Contemple o vídeo acima do cervo com esse espírito do novo, do nunca antes experimentado. Coloque-se no lugar do cervo, sem linguagem, sem elaboração, sem raciocínio, sem interpretação, coloque-se apenas como um simples cervo, um animal que encontra uma superfície nova pela [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="1080" height="608" src="https://www.youtube.com/embed/BDgCRaKq-zQ?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=en-US&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></p>
<p><strong>Como seria experimentar esse momento aqui como se tocássemos a água pela primeira vez?</strong></p>
<p>Contemple o vídeo acima do cervo com esse espírito do novo, do nunca antes experimentado.</p>
<p>Coloque-se no lugar do cervo, sem linguagem, sem elaboração, sem raciocínio, sem interpretação, coloque-se apenas como um simples cervo, um animal que encontra uma superfície nova pela primeira vez na vida. E a toca, e a experimenta. Não sabe que tem temperatura, que tem forma, que tem movimento&#8230; E sente, e sente, e se comporta espontaneamente com o que sente.</p>
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		<title>Gestalt Terapia e Meditação: para tomar consciência</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/gestalt-terapia-meditacao-tomada-de-consciencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2015 22:07:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gestalt Terapia]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Meditação]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Luiz F. Pereira Terapeuta, Hridaya Terapia Poucas abordagens psicológicas ou terapêuticas ocidentais tem uma simbiose tão evidente e poderosa como a Gestalt Terapia e a Meditação. A terapia preconizada por Fritz Perls, principal abordagem que usamos na Hridaya, a Gestalt teve como uma de suas bases a &#8220;awareness&#8220;, conceito que se popularizou no Ocidente atribuído em boa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Luiz F. Pereira<br />
</strong>Terapeuta, Hridaya Terapia</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-732" style="padding-right: 10px; padding-bottom: 5px;" src="https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2015/07/la-viaja-y-novissima-gestalt-terapia-meditacao-190x300.jpg?resize=190%2C300" alt="la-viaja-y-novissima-gestalt-terapia-meditacao" width="190" height="300" srcset="https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2015/07/la-viaja-y-novissima-gestalt-terapia-meditacao.jpg?resize=190%2C300&amp;ssl=1 190w, https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2015/07/la-viaja-y-novissima-gestalt-terapia-meditacao.jpg?w=236&amp;ssl=1 236w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" />Poucas abordagens psicológicas ou terapêuticas ocidentais tem uma simbiose tão evidente e poderosa como a <strong>Gestalt Terapia</strong> e a <strong>Meditação</strong>. A terapia preconizada por Fritz Perls, principal abordagem que usamos na Hridaya, a Gestalt teve como <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Gestalt_therapy#Phenomenological_method" target="_blank" rel="noopener">uma de suas bases a &#8220;<strong>awareness</strong>&#8220;</a>, conceito que se popularizou no Ocidente atribuído em boa parte ao <strong>Budismo</strong> (que Fritz Perls conheceu de perto) e seus métodos de meditação, principalmente Shamata e Vipássana. A &#8220;awareness&#8221; é também traduzida como &#8220;percatarse&#8221; no espanhol, e por &#8220;<strong>dar-se conta</strong>&#8221; em português coloquial, e de fato a Gestalt Terapia já foi traduzida informalmente como &#8220;terapia do dar-se conta&#8221;. Praticamente todos os principais métodos de meditação visam o aprofundamento em si mesmo, que é uma prática da família do &#8220;dar-se conta&#8221;, ou da auto-percepção, ou ainda da percepção mais ampla da existência que acontece em si mesmo, a cada momento.</p>
<p>O mestre chileno, terapeuta, psiquiatra e autor <strong>Claudio Naranjo</strong> escreveu várias vezes sobre esse encontro de <strong>Gestalt Terapia</strong> e <strong>Meditação</strong>, inclusive um livro inteiro sobre isso (&#8220;Entre Meditação e Psicoterapia&#8221;), e de sua autoria o parágrafo abaixo, do livro &#8220;La Vieja Y Novissima Gestalt&#8221;, de 1989:</p>
<blockquote><p>&#8220;Há muitos pontos de contato entre a terapia gestáltica e a meditação. Em certo sentido, poderia ser dito que a terapia gestáltica é meditação em um contexto interpessoal. O primeiro elemento em comum entre os dois domínios é que a Gestalt é um treinamento em tomada de consciência, e um componente fundamental da meditação é o cultivo da capacidade de se dar conta. A prática de prestar atenção à experiência em andamento, aprofundando a tomada de consciência do aqui e agora, é comum a ambas, apesar de que, de maneira geral, a meditação se pratica de forma solitária, enquanto a terapia gestáltica acontece em relação com os outros. E as tradições de meditação conhecem uma etapa da tomada de consciência mais além do dar-se conta do aqui e agora: um dar-se conta refletido em si mesmo, que se devora a si mesmo e se dissolve em uma condição de consciência sem um objeto&#8221;.<br />
— <strong>CLAUDIO NARANJO</strong>, em &#8220;La Vieja y Novisima Gestalt&#8221; (pg.209)</p></blockquote>
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		<title>O que se ganha conhecendo a si mesmo? O que é saúde? Respostas de Claudio Naranjo</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/conhecendo-si-mesmo-saude-claudio-naranjo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2015 22:10:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Gestalt Terapia]]></category>
		<category><![CDATA[Meditação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Três perguntas importantes respondidas pelo mestre, professor e médico psiquiatra chileno Claudio Naranjo, um dos precursores da Gestalt Terapia e da Psicologia dos Eneatipos, fundador da Escola SAT, e um dos patronos centrais da abordagem terapêutica usada na Hridaya Terapia — que inclui também a meditação. As perguntas foram selecionadas de uma entrevista recente de Claudio à revista feminina [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Três perguntas importantes respondidas pelo mestre, professor e médico psiquiatra chileno <strong>Claudio Naranjo</strong>, um dos precursores da <strong>Gestalt Terapia</strong> e da <strong>Psicologia dos Eneatipos</strong>, fundador da Escola SAT, e um dos patronos centrais da abordagem terapêutica usada na Hridaya Terapia — que inclui também a <strong>meditação</strong>. As perguntas foram selecionadas de uma entrevista recente de Claudio à revista feminina chilena <em>Paula</em>, intitulada &#8220;<strong>Como Chegamos ao Amor</strong>&#8221; (<a href="http://www.paula.cl/entrevista/como-llegamos-al-amor/" target="_blank" rel="noopener"><em>Como Llegamos al Amor</em></a>, 25/04/14)</p>
<blockquote><p><strong>Pergunta: O que se ganha conhecendo a si mesmo?<br />
</strong>CLAUDIO NARANJO: Conhecer a si mesmo é conhecer o falso ser, esse idiota que levamos dentro de nós que constantemente nos faz sofrer. Quando alguém o vê, está começando a fazer-se sábio. O auto-conhecimento é duro mas é importante saber o que se experimenta, ter consciência do que se sente. É curador tomar consciência da agressividade inconsciente, da dor inconsciente, do medo inconsciente. Para curar o ódio, que é uma praga generalizada, inseparável do hiper desejo, da ganância, da necessidade neurótica de mais, é necessário a aceitação sincera desses sentimentos em si mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Além da psicoterapia, recomendas a meditação? </strong><br />
CLAUDIO: Os ensinamentos espirituais de todas as culturas nos dizem que somente quando a mente se aquieta pode refletir algo que está além dela. Se silenciamos nossas vozes pequenas, pode-se ouvir uma voz que está em outro nível, que nos levará ao caminho correto. Essa é a voz da consciência, do ser, a parte da mente que dá sentido à vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que seria estar são para você?<br />
</strong>CLAUDIO: Sentir o bem-estar de ser.</p></blockquote>
<p>= = = = =</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Meditar não é se colocar sem pensamentos na mente</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/meditar-mente-sem-pensamentos-consciencia-de-si-mesmo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2015 00:04:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[Meditação]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
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					<description><![CDATA[O que é meditar, o que é a meditação, e o que não é, nas palavras de Lama Norbu. Estados de silêncio e ausência de pensamentos podem acontecer, e certamente fazem parte, mas a meditação é fundamentalmente o estado de ser profundamente e cada vez mais consciente de si mesmo. &#8220;Meditar não é criar um estado de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O que é meditar, o que é a meditação, e o que não é, nas palavras de Lama Norbu. Estados de silêncio e ausência de pensamentos podem acontecer, e certamente fazem parte, mas a meditação é fundamentalmente o estado de ser profundamente e cada vez mais consciente de si mesmo.</p>
<blockquote><p>&#8220;Meditar não é criar um estado de silêncio e colocar-se sem pensamentos na mente, nem qualquer outro estado provocado. Tampouco é a busca de sensações, uma visão, nem ver formas.</p>
<p>Meditar significa ser consciente de observar a cada instante todas tuas ações e dar treinamento à mente desordenada para sair da prisão do apego e da aversão e da má interpretação dos conceitos errados que geram constantemente sofrimentos e confusão sobre a vida&#8221;.</p>
<p>— <strong>Lama Norbu</strong></p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
		
		
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