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	<title>Terapia Individual &amp; Meditação com Luiz Fernando Pereira (Hridaya Terapia)</title>
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	<link>https://hridayaterapia.com</link>
	<description>ONLINE &#38; Presencial, em SP.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 14 Apr 2026 16:19:05 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O prático e o presente: o que a meditação traz para a terapia</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/o-pratico-e-o-presente-o-que-a-meditacao-traz-para-a-terapia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 16:19:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gestalt Terapia]]></category>
		<category><![CDATA[Ioga]]></category>
		<category><![CDATA[Meditação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[As expressões que estão no título, e também abaixo, são um ensaio livre para compreendermos melhor o processo terapêutico quando ele contém a meditação dentro dele. Não qualquer presença, mas uma presença genuína, incorporada por um profissional que vivencie a prática em sua própria vida e que tenha experiência real com o caminho de autoconhecimento, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As expressões que estão no título, e também abaixo, são um ensaio livre para compreendermos melhor o processo terapêutico quando ele contém a <a href="https://paraabracarapratica.com" target="_blank" rel="noopener"><strong>meditação</strong></a> dentro dele. Não qualquer presença, mas uma presença genuína, incorporada por um profissional que vivencie a prática em sua própria vida e que tenha experiência real com o caminho de autoconhecimento, não apenas como &#8220;recurso adotado&#8221;. O nível e a veracidade da presença, do espaço, da profundidade de cura e do insight que a meditação traz é incomparável a sistemas ou métodos psicológicos convencionais. E, como veremos, quando uma terapia tem em sua coração a meditação, está mais perto do que <strong>Freud, Jung, Perls</strong> e outros grandes da Psicologia buscaram durante todo o seu trabalho do que a maioria imagina.</p>
<p>A meditação não é apenas uma &#8220;técnica&#8221; de autoconhecimento de origem oriental, é um fenômeno íntimo revolucionário e um veículo restaurador e orientador de um ser humano em sua <strong>máxima saúde</strong> e <strong>capacidade de viver</strong>. Quando integrado com consciência e habilidade no ambiente terapêutico, pode se tornar a chave que abre as portas para o que o paciente busca.</p>
<p>Vejamos esses termos:</p>
<p>&#8220;<strong>O prático</strong>&#8220;: aquilo que um paciente quer resolver e imagina que precisa de solução, aquilo que o paciente traz para transformar e encerrar. O mais imediato e &#8220;prático&#8221;, associado ao que preciso ser resolvido &#8220;logo&#8221; para o bom funcionamento do indivíduo. Pode ser um sintoma ou um conjunto de sintomas (angústia, tristeza, procrastinação, ansiedade, depressão, desânimo, medo, pânico, raiva, paralisia, desespero, falta de sentido, etc), uma crise, uma perda, uma impressão, uma percepção, uma meta.</p>
<p>&#8220;<strong>O presente</strong>&#8220;: aquilo que é e que está na realidade, mas que o paciente não vê, não percebe e não sente, em significativa parte, e assim cria sintomas e não consegue encontrar recursos para lidar. Daí surgem as neuroses, confusões, angústias e outros sintomas.</p>
<p>&#8220;<strong>O condicionado útil</strong>&#8220;: é o pano de fundo que cria o objetivo &#8220;prático&#8221; do paciente. Muito do que inicia uma busca por terapia nasce de inconsciência individual, de &#8220;pontos cegos&#8221;, do que não está sendo percebido ou considerado suficientemente pelo indivíduo &#8211; dêaí o objetivo terapêutico mais geral de &#8220;trazer da inconsciência para a consciência&#8221;. Dentro de um paradigma com visão perturbada ou reduzida, o paciente minimamente saudável tenta soluções e saídas antes de chegar à terapia, mas elas ficam &#8220;presas&#8221; circularmente a esses problemas de visão e inconsciencia. Portanto, o que o paciente geralmente traz ao início do seu processo de cura é um pedido &#8220;condicionado útil&#8221; (= &#8220;prático&#8221;) &#8211; ou seja, a resolução daquilo que está pendente para que ele prossiga sendo &#8220;útil&#8221; dentro de uma realidade condicionada. Um exemplo clássico: o esgotamente mental ou o <em>burnout</em> é a condição que sofre de inconsciência, visão reduzida, psicossomatização crescente e que &#8220;prejudica&#8221; o viver dentro de um paradigma condicionado útil. O paciente sofre nele mas, por estar condicionado nele, considera que precisa continuar vivendo nele. Se o processo terapêutico lhe dá essa solução, está apenas servindo como analgésico comum. Assim, o &#8220;condicionado útil&#8221; é apenas uma parte do processo, e que gera o objetivo &#8220;prático&#8221; do paciente.</p>
<p>&#8220;<strong>O real vivo e orientativo</strong>&#8220;: O que não é condicionado é vivo, real. É o que não está preso às histórias, narrativas, conceitos e, em último grau, aos scripts sociais e culturais. Está vivo, presente e livre. Todo o Ser contém isso mais do que qualquer outra coisa, e é a isso que se refere Carl Jung quando diz &#8220;Só o que somos tem o poder de nos curar&#8221;. É de fundamental importância que toda pessoa, em vida, consiga tocar essa dimensão. Pois é ela que cura, que equilibra, que vive e que orienta. A <em>(auto) orientação</em> é o que o paciente realmente busca em terapia, e não a reles cura externa do sintoma pela &#8220;autoridade&#8221; do terapeuta. O paciente pensa que quer apenas retornar a um condicionado útil (de preferência aprimorado, já que está em terapia), mas ele quer sua vida, sua capacidade de decidir, de realizar e de viver para além das prisões neuróticas e condicionamentos sofríveis. Essa capacidade auto-orientativa está no fundo do seu Ser, inacessível quando tudo que experimenta é sua rotina condicionada.</p>
<p>Essa é uma das dimensões importantes que a meditação traz para o processo de cura. Ela está contida, de certa forma, nos objetivos de &#8220;awareness&#8221; como Fritz Perls trouxe à Gestalt Terapia, e na liberdade terapêutica dos conceitos e diagnósticos que Carl Jung propunha para psicoterapeutas &#8211; mas é muito mais ampla e profunda que isso, e de certa forma potencializa esses mesmos objetivos.</p>
<p>///</p>
<p>A meditação não é uma moda ou um &#8220;recurso&#8221; terapêutico para iniciantes ou influencers faladores nessa época de degeneração moral e de profissionais sem vivência e experiência pessoal. Certifique-se que o terapeuta com quem você vai trabalhar seja alguém preparado para tal e que vivencie a prática meditativa em sua própria vida.</p>
<p>///</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://hridayaterapia.com/terapia-holistica-transpessoal-gestalt-meditacao/"><strong>Como é a terapia</strong></a></span><strong> aqui</strong>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Como saber se devo usar remédios para curar meus problemas?</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/como-saber-se-devo-usar-remedios-para-curar-meus-problemas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2026 02:05:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Consultório]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
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					<description><![CDATA[Esse é um tema delicado, cada dia mais urgente — e essa pergunta é corajosa. Numa época em que familiares e amigos minimizam as consequências do uso de medicamentos como algo &#8220;normal&#8221; — inclusive os de tarja vermelha e preta —, fazer essa pergunta já é um ato de consciência. Os efeitos negativos são geralmente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esse é um tema delicado, cada dia mais urgente — e essa pergunta é corajosa. Numa época em que familiares e amigos minimizam as consequências do uso de medicamentos como algo &#8220;normal&#8221; — inclusive os de tarja vermelha e preta —, fazer essa pergunta já é um ato de consciência.</p>
<p>Os efeitos negativos são geralmente subestimados ou negligenciados. Os efeitos positivos, superestimados. Os custos, desconsiderados. A Psiquiatria é uma dádiva da medicina e da ciência, mas ela não é a panacéia para nossos problemas. Precisa ser considerada dentro do seu espectro real não milagroso — assim não se degenera em negócio farmacêutico ou aliado questionável da produtividade e do consumismo.</p>
<p>A resposta a essa pergunta não é simples. A<em> questão central hoje, no fundo, já não é mais o remédio em si, e sim <strong>a forma como chegamos a tomá-lo</strong>: as motivações, a decisão, o processo.</em></p>
<div class="divider-ornament">· · ·</div>
<p>Para responder bem a essa pergunta, é preciso olhar primeiro para outro desequilíbrio sério — não a que está te levando a considerar a solução medicamentosa (depressão, ansiedade, TDAH, burnout, transtorno bipolar&#8230;), mas uma doença anterior, invisível e possivelmente mais grave do que a nomeada. Ela se manifesta em três formas:</p>
<div class="concept-block">
<div class="concept-title"><strong>Imediatismo</strong></div>
<div class="concept-body">A patologia que cria na mente humana a obsessão por tratamentos com <span style="text-decoration: underline;">o prazo mais curto possível</span>. Vivemos num mundo que oferece aceleradores aos montes — entrega em dez minutos, respostas em segundos, controles para acelerar áudios e comprimir o tempo em tudo. A solução medicamentosa é, nesse contexto, a mais imediatista entre todos os campos de tratamento: ao tratar apenas os sintomas e abafá-los em horas ou dias, ela esconde o problema e leva ao esquecimento das causas. Em muitos casos, esse imediatismo é alimentado pela <span style="text-decoration: underline;">necessidade de produtividade</span> — ir ao trabalho no dia seguinte, manter-se num emprego insalubre, não perder o ritmo. A conquista de agilidade é uma conquista humana legítima. Mas quando ela invade a saúde, produz repressão dos sintomas, acúmulo silencioso dos problemas e narcotização da sociedade.</div>
<div></div>
</div>
<div class="concept-block">
<div class="concept-title"><strong>Hedonismo</strong></div>
<div class="concept-body">A busca do <span style="text-decoration: underline;">prazer a todo custo</span> — sem interrupções, sem tolerância para o que não seja agradável ou confortável — é um problema que vai muito além do simples &#8220;ninguém quer sofrer&#8221;. O hedonismo como filosofia de vida abusa de analgésicos, sedativos, estimulantes e toda espécie de substâncias. Leva à ignorância do sintoma, do sistema em que ele esta envolvido, dos aspectos que adoecem, da cura. Deixa o ser humano numa <span style="text-decoration: underline;">felicidade artificial produzida por substâncias</span> — num consumo que beira ao desespero. E, o que é mais grave: o afasta da cura real. O prazer é uma parte bonita da experiência humana, mas quando se torna obsessão, nem mais prazer é. Passa a ser doença, e leva aos remédios. <span style="text-decoration: underline;">Aceitar que parte da vida não é prazer</span>, não é conforto, não é feito só de um lado da moeda, paradoxalmente, ajuda a evitar doenças e crises.</div>
<div></div>
</div>
<div class="concept-block">
<div class="concept-title"><strong>Materialismo</strong></div>
<div class="concept-body">A doença do século. Compreensível como consequência do cientificismo e do pensamento superficial, mas devastadora em suas consequências: leva à ignorância do holismo, do papel da mente e da consciência na vida humana, e leva à redução de tudo ao que é visível e mensurável. O materialismo leva ao reducionismo — tratar as doenças nos órgãos como problemas exclusivos dos órgãos. Para a ansiedade, dá-se um ansiolítico. Para o TDAH, um estimulante. Assim deve se resolver. É a incapacidade de ver além do imediato. Mesmo quando há causas fora do órgão, a obsessão com o ponto de manifestação impede qualquer esclarecimento das origens e do seu processo. Sem considerar emoções, pensamentos e as dimensões da consciência — e se agarrando apenas à neurologia cerebral como explicação última —, não há como criar um caminho real de cuidado, cura e felicidade. Se o problema é todo dopaminérgico e os remédios atuam, o problema deveria estar resolvido, mas não está. Não precisamos adotar nenhum espiritualismo ou medicina da nova era para curar a cegueira do materialismo, precisamos apenas ampliar o olhar e a consciência, ver o perímetro que engloba o sistema, seguir o caminho da gênese dos sintomas, encontra a física sutil, a mente e a consciência.</div>
</div>
<div class="divider-ornament">· · ·</div>
<p>É nesse terreno que se formam os <strong>dois extremos</strong> que conhecemos tão bem. De um lado, a <strong>medicalização irrefletida</strong>: o sofrimento visto apenas como desequilíbrio químico a ser corrigido, o remédio como solução mais rápida, o desconforto como inimigo a eliminar. Do outro, a <strong>resistência ideológica</strong>: a medicação como fraqueza, como fuga, como química que embota a experiência.</p>
<p>Nenhuma dessas posições faz bem a quem está sofrendo.</p>
<div class="highlight-quote">&#8220;A pergunta não é &#8216;devo ou não devo tomar remédio&#8217;. É uma pergunta mais delicada: <strong>o que meu sofrimento está me pedindo?</strong>&#8220;</div>
<p>Medicamentos podem ser fundamentais quando o sofrimento tem uma base biológica significativa e praticamente intransponível: quando a depressão é tão intensa que paralisa, quando a ansiedade impede qualquer funcionamento, quando o sono não existe há semanas, quando o burnout chegou a um ponto de colapso real. Nesses casos, o medicamento não é fuga — é ponte. Seja um antidepressivo como o <em>escitalopram</em>, um estimulante como o <em>Venvanse</em> ou a <em>Ritalina</em> para o TDAH, um ansiolítico como o <em>clonazepam</em> — em contextos adequados, eles criam condições mínimas para que o trabalho mais profundo possa acontecer.</p>
<p>Mas o remédio, por si só, <strong>não transforma padrões</strong>. <strong>Não elabora traumas. Não responde às perguntas de sentido. Não ensina novas formas de se relacionar consigo mesmo e com o mundo</strong>. Isso é muito sério. Pode silenciar a dor — o que às vezes é necessário — mas dificilmente a resolve.</p>
<p>Às vezes, o sofrimento pede alívio urgente — e a medicação pode oferecer isso. Às vezes, ele pede espaço para ser escutado, compreendido, atravessado — e aí é o trabalho terapêutico que sustenta a jornada. <em>Se a resposta sobre o que fazer precisa ser muito rápida, ela já revela algo sobre o desequilíbrio em que se está vivendo.</em></p>
<div class="divider-ornament">· · ·</div>
<p>Vale lembrar: a decisão sobre medicação é médica — do psiquiatra, não do psicólogo nem do psicoterapeuta. O que o processo terapêutico oferece é outra coisa: o <strong>espaço para entender o que está vivendo</strong>, <strong>como esse sofrimento surgiu, o que você precisa</strong> — e <strong>o que quer para sua vida</strong>.</p>
<p>Remédio e terapia não se excluem. Mas nem sempre os dois são necessários. E a única forma de saber é <strong>aprofundar a escuta</strong>, não apressar a resposta.</p>
<p class="cta-line">Se você está nessa dúvida, uma conversa pode ajudar a clarear. Às vezes, o primeiro passo é simplesmente ser escutado.</p>
<p>/////</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Terapia no exterior: o mapa da variada presença dos brasileiros no mundo</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/terapia-no-exterior-o-mapa-da-variada-presenca-dos-brasileiros-no-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 02:02:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Referências]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Brasileiros no exterior]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia no exterior]]></category>
		<category><![CDATA[terapia online]]></category>
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					<description><![CDATA[Desde que comecei a receber brasileiros no exterior para terapia online com mais frequência, há cerca de 10 anos, tenho me interessado por todo o contexto de vida, cultura e desafios psicológicos específicos (entre outros, como os profissionais) que eles enfrentam. São migrações e motivações muito diferentes, que aterrissam em cidades e países com situações [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-path-to-node="0">Desde que comecei a receber brasileiros no exterior para terapia online com mais frequência, há cerca de 10 anos, tenho me interessado por todo o contexto de vida, cultura e desafios psicológicos específicos (entre outros, como os profissionais) que eles enfrentam. São migrações e motivações muito diferentes, que aterrissam em cidades e países com situações muito variadas, com círculos sociais diferentes, movimentos de carreira feitos com parâmetros diversos e vários outros fatores. Há, inclusive, tendências e movimentos mais coletivos da comunidade brasileira, como os novos movimentos que na última década criou uma grande presença de brasileiros em <strong>Newark</strong>, New Jersey, a quinta cidade com mais brasileiros nos Estados Unidos, com aproximadamente 50.000, e as novas oportundiades em Tecnologia e Finanças em Manhattan, que voltou a atrair brasileiros e faz de Nova York a cidade com mais brasileiros nos Estados Unidos.</p>
<p data-path-to-node="0">Na Europa, <strong>Lisboa</strong> e <strong>Londres</strong> são as cidades que mais abrigam brasileiros, com cerca de 300 mil e 120 mil, respectivamente. É uma cidade inteira como Blumenau (SC) ou Franca (SP) dentro de outra cidade em Portugal e Inglaterra.</p>
<p data-path-to-node="0">Como curiosidade, veja abaixo 3 listas que mostram o ranking dos brasileiros no mundo, nos Estados Unidos e na Europa, com dados de <b data-path-to-node="0" data-index-in-node="40">2025</b>, baseados em relatórios anuais mais recentes do <b data-path-to-node="0" data-index-in-node="112">Itamaraty</b> (Ministério das Relações Exteriores) e em dados atualizados de consulados e censos locais (como o SEF em Portugal e o Census Bureau nos EUA).</p>
<p data-path-to-node="1">PS: Como são números oficiais, vale lembrar que eles costumam subestimar a realidade, já que muitos brasileiros não se registram nos consulados ou possuem dupla cidadania.</p>
<hr data-path-to-node="2" />
<h3 data-path-to-node="3"><b data-path-to-node="3" data-index-in-node="0">30 Cidades no MUNDO (fora do Brasil) com mais brasileiros</b></h3>
<p data-path-to-node="4"><i data-path-to-node="4" data-index-in-node="0">Estimativas baseadas em áreas metropolitanas e jurisdições consulares.</i></p>
<ol start="1" data-path-to-node="5">
<li>
<p data-path-to-node="5,0,0"><b data-path-to-node="5,0,0" data-index-in-node="0">Nova York (EUA):</b> ~500.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,1,0"><b data-path-to-node="5,1,0" data-index-in-node="0">Boston (EUA):</b> ~390.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,2,0"><b data-path-to-node="5,2,0" data-index-in-node="0">Miami (EUA):</b> ~320.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,3,0"><b data-path-to-node="5,3,0" data-index-in-node="0">Lisboa (Portugal):</b> ~300.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,4,0"><b data-path-to-node="5,4,0" data-index-in-node="0">Londres (Reino Unido):</b> ~220.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,5,0"><b data-path-to-node="5,5,0" data-index-in-node="0">Nagoya (Japão):</b> ~120.000 (Grande Nagoya)</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,6,0"><b data-path-to-node="5,6,0" data-index-in-node="0">Orlando (EUA):</b> ~110.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,7,0"><b data-path-to-node="5,7,0" data-index-in-node="0">Porto (Portugal):</b> ~100.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,8,0"><b data-path-to-node="5,8,0" data-index-in-node="0">Paris (França):</b> ~95.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,9,0"><b data-path-to-node="5,9,0" data-index-in-node="0">Ciudad del Este (Paraguai):</b> ~85.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,10,0"><b data-path-to-node="5,10,0" data-index-in-node="0">Hamamatsu (Japão):</b> ~75.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,11,0"><b data-path-to-node="5,11,0" data-index-in-node="0">Madri (Espanha):</b> ~70.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,12,0"><b data-path-to-node="5,12,0" data-index-in-node="0">Assunção (Paraguai):</b> ~65.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,13,0"><b data-path-to-node="5,13,0" data-index-in-node="0">Milão (Itália):</b> ~60.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,14,0"><b data-path-to-node="5,14,0" data-index-in-node="0">Toronto (Canadá):</b> ~55.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,15,0"><b data-path-to-node="5,15,0" data-index-in-node="0">Zurique (Suíça):</b> ~52.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,16,0"><b data-path-to-node="5,16,0" data-index-in-node="0">Los Angeles (EUA):</b> ~50.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,17,0"><b data-path-to-node="5,17,0" data-index-in-node="0">Dublin (Irlanda):</b> ~50.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,18,0"><b data-path-to-node="5,18,0" data-index-in-node="0">Tóquio (Japão):</b> ~48.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,19,0"><b data-path-to-node="5,19,0" data-index-in-node="0">San Francisco (EUA):</b> ~45.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,20,0"><b data-path-to-node="5,20,0" data-index-in-node="0">Barcelona (Espanha):</b> ~42.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,21,0"><b data-path-to-node="5,21,0" data-index-in-node="0">Sydney (Austrália):</b> ~40.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,22,0"><b data-path-to-node="5,22,0" data-index-in-node="0">Atlanta (EUA):</b> ~38.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,23,0"><b data-path-to-node="5,23,0" data-index-in-node="0">Faro (Portugal):</b> ~35.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,24,0"><b data-path-to-node="5,24,0" data-index-in-node="0">Caiena (Guiana Francesa):</b> ~35.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,25,0"><b data-path-to-node="5,25,0" data-index-in-node="0">Berlim (Alemanha):</b> ~32.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,26,0"><b data-path-to-node="5,26,0" data-index-in-node="0">Bruxelas (Bélgica):</b> ~30.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,27,0"><b data-path-to-node="5,27,0" data-index-in-node="0">Santa Cruz de la Sierra (Bolívia):</b> ~28.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,28,0"><b data-path-to-node="5,28,0" data-index-in-node="0">Vancouver (Canadá):</b> ~25.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,29,0"><b data-path-to-node="5,29,0" data-index-in-node="0">Roma (Itália):</b> ~22.000</p>
</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<hr data-path-to-node="6" />
<h3 data-path-to-node="7"><b data-path-to-node="3" data-index-in-node="0">20 Maiores cidades dos ESTADOS UNIDOS</b></h3>
<p data-path-to-node="4">Os EUA abrigam a maior comunidade brasileira fora do Brasil (aprox. 1,9 milhão).</p>
<ol start="1" data-path-to-node="5">
<li>
<p data-path-to-node="5,0,0"><b data-path-to-node="5,0,0" data-index-in-node="0">Nova York (NY):</b> 500.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,1,0"><b data-path-to-node="5,1,0" data-index-in-node="0">Boston (MA):</b> 390.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,2,0"><b data-path-to-node="5,2,0" data-index-in-node="0">Miami (FL):</b> 320.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,3,0"><b data-path-to-node="5,3,0" data-index-in-node="0">Orlando (FL):</b> 110.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,4,0"><b data-path-to-node="5,4,0" data-index-in-node="0">Newark (NJ):</b> 45.000 (Cidade com maior densidade proporcional)</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,5,0"><b data-path-to-node="5,5,0" data-index-in-node="0">Los Angeles (CA):</b> 40.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,6,0"><b data-path-to-node="5,6,0" data-index-in-node="0">Atlanta (GA):</b> 38.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,7,0"><b data-path-to-node="5,7,0" data-index-in-node="0">Houston (TX):</b> 35.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,8,0"><b data-path-to-node="5,8,0" data-index-in-node="0">San Francisco (CA):</b> 32.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,9,0"><b data-path-to-node="5,9,0" data-index-in-node="0">Washington (D.C.):</b> 30.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,10,0"><b data-path-to-node="5,10,0" data-index-in-node="0">Chicago (IL):</b> 25.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,11,0"><b data-path-to-node="5,11,0" data-index-in-node="0">Philadelphia (PA):</b> 22.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,12,0"><b data-path-to-node="5,12,0" data-index-in-node="0">Fort Lauderdale (FL):</b> 20.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,13,0"><b data-path-to-node="5,13,0" data-index-in-node="0">Framingham (MA):</b> 18.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,14,0"><b data-path-to-node="5,14,0" data-index-in-node="0">Somerville (MA):</b> 15.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,15,0"><b data-path-to-node="5,15,0" data-index-in-node="0">Tampa (FL):</b> 14.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,16,0"><b data-path-to-node="5,16,0" data-index-in-node="0">San Diego (CA):</b> 12.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,17,0"><b data-path-to-node="5,17,0" data-index-in-node="0">Dallas (TX):</b> 11.500</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,18,0"><b data-path-to-node="5,18,0" data-index-in-node="0">Phoenix (AZ):</b> 10.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,19,0"><b data-path-to-node="5,19,0" data-index-in-node="0">Bridgeport (CT):</b> 9.500</p>
</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<hr data-path-to-node="6" />
<h3 data-path-to-node="7"><b data-path-to-node="7" data-index-in-node="0">20 Maiores Cidades da EUROPA</b></h3>
<ol start="1" data-path-to-node="9">
<li>
<p data-path-to-node="9,0,0"><b data-path-to-node="9,0,0" data-index-in-node="0">Lisboa (Portugal):</b> 300.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="9,1,0"><b data-path-to-node="9,1,0" data-index-in-node="0">Londres (Reino Unido):</b> 220.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="9,2,0"><b data-path-to-node="9,2,0" data-index-in-node="0">Porto (Portugal):</b> 100.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="9,3,0"><b data-path-to-node="9,3,0" data-index-in-node="0">Paris (França):</b> 95.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="9,4,0"><b data-path-to-node="9,4,0" data-index-in-node="0">Madri (Espanha):</b> 70.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="9,5,0"><b data-path-to-node="9,5,0" data-index-in-node="0">Milão (Itália):</b> 60.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="9,6,0"><b data-path-to-node="9,6,0" data-index-in-node="0">Zurique (Suíça):</b> 52.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="9,7,0"><b data-path-to-node="9,7,0" data-index-in-node="0">Dublin (Irlanda):</b> 50.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="9,8,0"><b data-path-to-node="9,8,0" data-index-in-node="0">Barcelona (Espanha):</b> 42.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="9,9,0"><b data-path-to-node="9,9,0" data-index-in-node="0">Faro (Portugal):</b> 35.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="9,10,0"><b data-path-to-node="9,10,0" data-index-in-node="0">Berlim (Alemanha):</b> 32.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="9,11,0"><b data-path-to-node="9,11,0" data-index-in-node="0">Bruxelas (Bélgica):</b> 30.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="9,12,0"><b data-path-to-node="9,12,0" data-index-in-node="0">Roma (Itália):</b> 22.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="9,13,0"><b data-path-to-node="9,13,0" data-index-in-node="0">Genebra (Suíça):</b> 18.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="9,14,0"><b data-path-to-node="9,14,0" data-index-in-node="0">Amsterdã (Países Baixos):</b> 17.500</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="9,15,0"><b data-path-to-node="9,15,0" data-index-in-node="0">Braga (Portugal):</b> 15.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="9,16,0"><b data-path-to-node="9,16,0" data-index-in-node="0">Setúbal (Portugal):</b> 12.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="9,17,0"><b data-path-to-node="9,17,0" data-index-in-node="0">Munique (Alemanha):</b> 11.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="9,18,0"><b data-path-to-node="9,18,0" data-index-in-node="0">Viena (Áustria):</b> 9.000</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="9,19,0"><b data-path-to-node="9,19,0" data-index-in-node="0">Estocolmo (Suécia):</b> 8.500</p>
</li>
</ol>
<p>/////</p>
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		<title>Percepção da falta de sentido na vida, é, em parte, sinal de saúde</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/percepcao-da-falta-de-sentido-na-vida-e-em-parte-sinal-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2026 13:20:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meditação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Carl Jung]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[falta de sentido]]></category>
		<category><![CDATA[Marie Louise von Franz]]></category>
		<category><![CDATA[propósito]]></category>
		<category><![CDATA[proposito de vida]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;Não vejo sentido na minha vida&#8221; é um sintoma crescente nos tempos atuais (a Geração Z em 2021 registrou 42% de incidência de sintomas como tristeza e desesperança, o dobro da geração Millenium, de acordo com a CDC Youth Risk Behav­ior Sur­vey) e é um sinal, na verdade, de saúde do sistema psíquico e da consciência. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<strong>Não vejo sentido na minha vida</strong>&#8221; é um sintoma crescente nos tempos atuais (a Geração Z em 2021 registrou 42% de incidência de sintomas como tristeza e desesperança, o dobro da geração Millenium, de acordo com a <a href="https://www.aecf.org/blog/generation-z-and-mental-health" target="_blank" rel="noopener"><span class="caps">CDC</span> Youth Risk Behav­ior Sur­vey</a>) e é um sinal, na verdade, de <strong>saúde</strong> do sistema psíquico e da consciência. Há muitas pessoas que não vivem com sentido mas não percebem isso, justamente pelo comprometimento da consciência e do contato consigo mesmas — e do excesso de adaptação ao que é externo a si (falamos disso num artigo anterior). Ao não terem sequer uma consciência rudimentar de sua insatisfação, elas não registram nem externalizam que suas vidas não tem sentido — mesmo, claramente, não tendo. E, assim, não podem de fato mudar a situação nem encontrar verdadeiro sentido.</p>
<p>Não quero discorrer aqui sobre a situação dessas pessoas, as que não registram e não tem consciência de sua situação sem-sentido, pois elas geralmente não entram em terapia e não resolvem esse adoecimento da consciência, gerando problemas piores para si e para a sociedade.</p>
<p>E o que, então, essa percebida falta de sentido nos informaria? Ela declara que a situação de vida de um individuo <strong>é profundamente insatisfatória para si</strong>, que não corresponde às aspirações e necessidades genuínas daquele ser. Ao sentir a falta de propósito e sentido, ele reconhece isso, pelo menos em um certo nível — ele está vivo consigo mesmo e pode começar a agir nesta situação. A falta de sentido é como se trouxesse à tona que &#8220;<strong>eu não tenho vontade real disso</strong>&#8221; ou &#8220;<strong>eu não tenho vontade real de nada na minha situação</strong>&#8220;, só que a pessoa não necessariamente está em depressão (ou mesmo que esteja, continua informando isso). Como já afirmou o psiquiatra suíço <strong>Carl G. Jung</strong> (1975-1961), essa depressão seria &#8220;uma mensagem do inconsciente nos informando que nossa atitude diante da vida está <strong>muito enviesada ou inautêntica</strong>&#8220;.</p>
<p><strong>Marie-Lousie von Franz</strong> (1915-1998), uma conhecida pesquisadora, autora e discípula importante de Jung, dizia que &#8220;<strong>a depressão é uma benção</strong>, pode ser a única forma que leva uma pessoa a olhar pra dentro de si mesma&#8221;. Isso é, de fato, um movimento de saúde imensa: imagine um amigo lhe dizendo que sua atitude diante da vida está muito enviesada e inautêntica, e que ele percebe que você não está feliz assim. Que presente isso seria! É assim que a sensação de falta de sentido age em nós: é um alerta, um sinal importante da consciência.</p>
<p>Jung usava a famosa imagem da &#8220;<strong>senhora de preto</strong>&#8221; para falar da depressão, e acho que podemos usar essa mesma imagem para a sensação de falta de sentido. É algo desagradável, que causa mal-estar, que paralisa, que queremos que vá embora. Mas, como diz Jung, &#8220;<strong>não a expulse, peça pra ela entrar, diga-a para sentar-se e trate-a como uma convidada importante</strong>&#8220;.</p>
<p>Isso é respeito ao sintoma que aparece em si mesmo, e a possibilidade de tomar consciência dele, e, então, de curá-lo da forma mais consistente e completa que existe. Ao dialogar com ela, sabemos qual é sua natureza, como se sente, o que ela quer e precisa. Esse é o diagnóstico que todos nós nos devemos, por dignidade à nossa própria vida.</p>
<p>+++++</p>
<p>OBS: Esta é uma reflexão profunda e necessária mas não é uma recomendação de tratamento universal para a depressão, principalmente para quem já está medicado e em acompanhamento psiquiátrico. Nestes casos, sempre siga seu tratamento. Se quiser, claro, leve suas reflexões ao psiquiatra, mas não as tome como decisão última irrefletida. Se tiver necessidade de elaborar ou tirar dúvidas sobre o que foi escrito aqui, faça contato.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">4378</post-id>	</item>
		<item>
		<title>O lado brilhante e o espírito do mal (Carl Jung)</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/o-lado-brilhante-e-o-espirito-do-mal-carl-jung/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 11:37:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Referências]]></category>
		<category><![CDATA[Carl Jung]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia]]></category>
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					<description><![CDATA[Essa dinâmica capturada por Jung é presente na vida de praticamente todas as pessoas, devido à predominância de uma cultura julgamental e inconsciente. Essa postura condena os traços negativos de todos com culpa, vergonha, punição, retirada de presença, apreciação, amor, e muitas outras coisas. Inconsciente de si e dessa dinâmica, todos nós recebemos e reproduzimos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2026/03/hridayaterapia_jung_yinyang.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" alt="" alt="" decoding="async" class="alignnone wp-image-4375 size-large" src="https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2026/03/hridayaterapia_jung_yinyang.jpg?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" width="819" height="1024" /></a></p>
<p>Essa dinâmica capturada por Jung é presente na vida de praticamente todas as pessoas, devido à predominância de uma cultura julgamental e inconsciente. Essa postura condena os traços negativos de todos com culpa, vergonha, punição, retirada de presença, apreciação, amor, e muitas outras coisas. Inconsciente de si e dessa dinâmica, todos nós recebemos e reproduzimos essa dinâmica. E ela está agressivamente presente em hábitos populares da cultura brasileira como novelas, realities e na polarização. Mas, de forma mais sutil, em praticamente tudo. Os movimentos de conscientização e amadurecimento efetivos são os esforços de autoconhecimento mais sérios e de longo prazo, como terapia e práticas contemplativas com orientação. Sem isso, a perpetuação desse padrão é praticamente inevitável.</p>
<p>#terapia #carljung #psicologiaanalitica #visoes #seminarios #frases #reflexoes #enantiodromia #psicoterapia #terapiaonline</p>
<p>+ + + + +</p>
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		<item>
		<title>5 alertas para as conversas terapêuticas e pessoais com IA (ChatGPT, Gemini, Claude&#8230;)</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/5-alertas-para-as-conversas-terapeuticas-e-pessoais-com-ia-chatgpt-gemini-claude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 13:40:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[chatgpt]]></category>
		<category><![CDATA[Claude]]></category>
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		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Perplexity]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Se você está usando a Inteligência Artificial, seja qual for das LLMs como ChatGPt, Gemini ou Claude, para criar e manter conversas pessoais (como as que se tem em um processo terapêutico), aqui estão 5 importantes alertas para você considerar antes de se envolver demais nos conteúdos e nas conclusões geradas por essas interações. Essas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se você está usando a Inteligência Artificial, seja qual for das LLMs como ChatGPt, Gemini ou Claude, para criar e manter conversas pessoais (como as que se tem em um processo terapêutico), aqui estão <strong>5 importantes alertas para você considerar</strong> antes de se envolver demais nos conteúdos e nas conclusões geradas por essas interações. Essas são questões que tenho observado não somente através de leituras de artigos e de pesquisas recentes, mas pelo uso e experiência pessoal com todas estas ferramentas.</p>
<p>Em algumas áreas da vida e do trabalho humano talvez a IA não necessite de tantos cuidados nem contenha tantas &#8220;red flags&#8221;, mas no ramo da <strong>terapia</strong> e das <strong>conversas pessoais</strong>, há muito cuidado a se tomar. Há bem mais do que 5 questões sérias envolvendo IA e conversas pessoais neste momento, mas estas são 5 das mais importantes entre as que estamos enfrentando neste momento.</p>
<p><strong>1] Não há ninguém supervisionando o que está sendo conversado ou afirmado, mesmo que pareça.</strong></p>
<p>A IA pode simular uma consciência e uma cronologia de conversa, mas não há ninguém ali. Em teoria, nós sabemos disso, é claro, mas depois de alguns minutos de conversa, vamos perdendo essa noção e tendo a impressão de que há uma &#8220;entidade&#8221; consolidade ali. Mas não há. Não há um nexo, não há uma coerência, não há uma centro nem uma consciência verdadeira funcionando. Ninguém está checando nem criando uma linha inteligente no contato que está sendo realizado entre você e a IA. Isso é muito bem simulado pela linguagem para dar essa impressão, mas não existe nada disso ali. E, como falei, mesmo sabendo disso, conforme os diálogos vão progredindo, nós vamos assumindo, sem perceber, que há.</p>
<p>Qualquer falsidade, alucinação, direção, orientação, resolução, afirmação ou negação que a IA faz é, no fundo, de sua inteira responsabilidade, mesmo que esteja sendo dito pela IA como se fosse uma pessoa. E ela de fato fala assim: &#8220;Me desculpe, <em><strong>eu</strong></em> realmente não chquei as informações direito. Agora você quer que <em><strong>eu</strong></em> alinhe tudo pra você?&#8221; Mas não há um outro &#8220;eu&#8221; nem nenhuma outra &#8220;consciência&#8221; na conversa, nem nenhum centro qualquer que seja responsável e interessado no seu bem-estar e na sua saúde. Há apenas você e uma máquina cheia de programação, informação e capacidade de simular uma conversa.</p>
<p>Muitos de nós já estamos falando coisas do tipo &#8220;eu conversei com o ChatGPT hoje e <em><strong>ele</strong></em> disse&#8230;&#8221;, ou &#8220;Eu botei no Gemini e <em><strong>ele</strong></em> acha que o melhor é&#8230;&#8221;. Nós estamos nos referindo a ele como se houvesse uma unidade e uma lógica, uma integridade. Tudo é simulado, até mesmo a integridade. Tudo é memorização e processos sendo cuspidos sob uma armadura que parece gente. E o problema aqui quando falamos de conversas pessoais, de temas de autoconhecimento íntimo, de questões sérias privadas que buscam resolução, é que esse algúem não está lá. Não tem ninguém lá.</p>
<p><strong>2] Não existe memória adequada e completa em nenhuma IA atual.</strong></p>
<p>Pode parecer que a IA tem toda a memória da sua conversa desde que vocês começaram a conversar, mas ela não tem. Às vezes nem no próprio chat ela mantém toda a memória daquele chat, daquela conversa. Quanto mais longa a conversa, mais chances há da memória ser desconsiderada. Nem você nem a própria IA tem total noção disso enquanto está acontecendo. Você percebe a gravidade disso?</p>
<p>Imagine que você conta uma situação importantíssima no começo de um chat, conversa por meia hora, e a IA não mais &#8220;sabe&#8221; da situação, porque seu capacidade de memória não consegue voltar até o inicio pra saber. Ela vai mantendo um mesmo número de &#8220;caracteres&#8221; em consideração, e conforme você vai estendendo a conversa, a extensão dela vai &#8220;apagando&#8221; a memória. Agora imagine que tipo de interação você está construindo com essa máquina que vai esquecendo tudo, enquanto você acha que ela tem todo o cenário &#8220;em mente&#8221;o tempo todo. Você pede uma análise de um quadro inteiro, mas ela nem sabe que nao tem o quadro inteiro.</p>
<p>As IAs tem limitações sérias de memórias de contexto, e, se você tem dúvidas, <a href="https://www.google.com/search?q=o+problema+da+mem%C3%B3ria+de+contexto+das+IAs" target="_blank" rel="noopener"><strong>pesquise por &#8220;memória de contexto&#8221; associadas às IAs</strong></a> e você verá o tamanho do problema. Como falei, se você tiver contado em detalhes sobre seus traumas de infâncias, por exemplo, depois de um tempo X de conversa, a IA perde acesso a essa informação &#8211; mesmo ela estando lá, registrada no chat. Justamente por essa capacidade limitada de acessar tudo que foi conversado.</p>
<p>Nós nem sabemos qual parte da conversa está sendo desconsiderada, nós sempre achamos que tudo está sendo considerado, e isso pode ser desastroso. Pode não, provavelmente será. Nunca conversa pessoal, geralmente trazemos dados e situações vitais, mesmo que pareçam detalhes. Um simples conselho da IA que ignora uma informação essencial dessas pode levar tudo pro lado errado.</p>
<p><strong>3] Praticamente todas as IAs sofrem de desvios sérios de concordância e bajulação (puxa-saquismo).</strong></p>
<p>Em inglês os termos são &#8220;agreeableness&#8221; e &#8220;sycophancy&#8221;. <em>Concordância</em> e <em>bajulação</em>. Você já deve ter ouvido falar. Devido à estrutura e objetivos das IAs, elas não foram programadas para discordar ou analisar de forma neutra e rigorosa de nós, de nada que é dito. Essa programação já é conhecida como um dos mais problemáticos desvios da IA, pois criar concordância exagerada com as pessoas deixa delírios, opiniões sem base factual e outras conclusões perigosas passarem em branco, ou, pior, passam com validação e reconhecimento. Isso já foi melhorado nas versões mais recentes, mas ainda está bem presente, e talvez agora com um grau de perigo novo: se tornou sofisticado e não tão perceptível, mas na mesma direção.</p>
<p>As IAs fazem isso por vários motivos, talvez o principal sendo a maneira como elas são programadas e como medem os feedbacks: há, primeiramente, o viés de RLHF (Aprendizado por Reforço com Feedback Humano), que registra no sistema que as respostas positivas e concordantes são &#8220;melhores&#8221;; há também uma tendência clara de privilegiar &#8220;utilidade&#8221; e &#8220;inofensividade&#8221; sobre &#8220;honestidade&#8221;, embora os três devessem ter o mesmo peso, a dúvida sempre colocar as duas primeiras em prioridade; e por fim também porque exige muito mais cálculo para discordar de uma pessoa do que para concordar com ela &#8211; exige uma reunião de informações ampla, análises, consideração das intenções da pessoa, seu campo de significados, suas emoções de momento e mais uma infinidade de coisas. Enquanto apenas dizer um &#8220;aham, é isso mesmo&#8221; economiza muita energia e gasto de processamento. É como os próprios seres humanos fazem em circulos sociais, em que apenas concordam pra economizar energia. Mas se você está tentando travar uma conversa real e receber uma análise profunda e ampla sobre uma questão, ficar concordando não vai funcionar.</p>
<p>Mas é pior que isso: ao concordar excessivamente, rasgando elogios e reconhecendo tudo e todos, essas IAs turbinam narrativas enviesadas, paranóicas e totalmente desassociadas da realidade. Já temos diversos casos em que as dificuldades mentais de uma pessoa, dificuldades sociais, íntimas, pessoais, foram agravadas pela IA.</p>
<p>Dentro do cenário atual, com redes sociais fomentando conteúdo superficial, com polarização grave, com bolhas de fake news e radicalismo disfarçado de sensatez, esse tipo de viés de confirmação pode ser tornar facilmente um agravamento da situação.</p>
<p>Se tudo que uma pessoa diz está certo, mesmo que essa pessoa sejamos nós, há algo de muito errado na conversa. Dentro de um contexto íntimo pessoal, ou terapêutico, esse é um erro fatal.</p>
<p><strong>4] As IAs alucinam, e isso não é exagero.</strong></p>
<p>Elas mesmas admitem que inventam informações, histórias, dados, conclusões. E usam exatamente essa palavra: alucinação. E, se confrontadas corretamente, chegam a pedir desculpas (veja a imagem deste artigo, é real, de uma das minhas interações com a IA). Isso é tão mais frequente do que imaginamos, que existe uma IA, chamada Perplexity, que se gaba de ser <em>a que menos alucina</em> entre todas, pra você ver o estado (grave) desse problema.</p>
<p>Alucinar aqui, no sentido das IAs, é inventar informações, fazer emendas que não existem, dizer que sabe o que não sabe, criar teorias, números e nomes que jamais fizeram parte da realidade.</p>
<p>Aparentemente ninguém sabe como isso é criado dentro de uma IA, mas o fato é que é uma questão presente e, dentro do contexto de conversas íntimas pessoas, psicológicas ou terapêuticas, é um desastre.</p>
<p><strong>5) As IAS nunca lhe interrompem.</strong></p>
<p>Talvez, no futuro, alguma IA conseguirá participar de uma conversa em que interromperá o usuário (que é seu cliente). Ao menos no contexto mais pessoal elas devem tentar emular uma capacidade de de interrupção do diálogo. Mas hoje ainda estamos bem longe disso, pois as IAs são submissas (e devem ser) ao ser humano, e, tecnicamente, precisam esperar que enviemos o prompt para elas responderem. A interrupção, como se faz com técnicas supressivas em Gestalt Terapia e em outras abordagens psicoterapêuticas, ou mesmo num diálogo comum entre amigos, onde uma interrupção é normal e adequada, é um movimento natural e desejável &#8211; mesmo em conversa entre amigos. Sua ausência num contexto de diálogo profundo pessoal, psicológico e/ou terapêutico, pode estender monólogos, pressupostos e conclusões de forma grave, e gerar estados emocionais e mentais críticos. Junte isso à concordância e bajulação, e você tem um caminho para um quadro de desequilíbrio mental, em vez de equilíbrio.</p>
<p>Vislumbro possibildades muito positivas com a IA, mesmo no âmbito das conversas e terapias, e embora hoje já exista muita coisa bem surpreendente nesse campo, estamos ainda muito longe de um campo seguro e realmente inteligente, tamanha a quantidade de problemas graves que podem incider em qualquer chat aparentemente inofensivo. Há que se proceder com muita consciência e habilidade, construindo essa tecnologia sem o alvoroço e a pressa que está acontecendo em diversas outras áreas em que a IA está atuando.</p>
<p>|.|.|.|.|</p>
<p>Os 5 pontos acima são apenas alguns dos problemas mais sérios e graves que estamos experimentando na atual fase das IAS para terapia ou conversas pessoais ou chats íntimos individuais.</p>
<p><em>Use com bastante moderação, consciência, inteligência e descernimento. E jamais faça isso sozinho por muito tempo.</em></p>
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		<title>A importância dos sonhos na terapia (4): Marion Woodman</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/a-importancia-dos-sonhos-na-terapia-4-marion-woodman/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 16:39:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Referências]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Marion Woodman]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Sigmund Freud]]></category>
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					<description><![CDATA[Pergunta: A maioria dos sonhos parece efêmera e sem sentido, e as pessoas raramente se lembram deles. Como podemos extrair informações importantes sobre como viver a partir de fontes tão frágeis? Marion Woodman: &#8220;Um sonho é como um cervo no alto da floresta: se for bem-vindo, ele sairá. Se você o alimentar, ele desenvolverá um [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pergunta: A maioria dos sonhos parece efêmera e sem sentido, e as pessoas raramente se lembram deles. Como podemos extrair informações importantes sobre como viver a partir de fontes tão frágeis?</em></p>
<p><strong>Marion Woodman</strong>: &#8220;Um sonho é como um cervo no alto da floresta: se for bem-vindo, ele sairá. Se você o alimentar, ele desenvolverá um relacionamento com você. Mas se você não se importar com ele, ele desaparecerá.</p>
<p>Se você realmente acredita na importância dos sonhos, começará a perceber padrões neles e perceberá que seu inconsciente carrega imagens que são significativas para você. Se o seu inconsciente está em guerra com o seu consciente, a única maneira de acabar com essa luta é examinar seus sonhos. Eles lhe dirão o que você precisa saber. Se você sonha com um sino tocando, ou alguém batendo em uma porta, ou um raio o atingindo enquanto atravessa a rua, precisa prestar atenção. Qualquer pequeno sinal pode indicar um problema real que precisa ser resolvido.&#8221;</p>
<p>//</p>
<p>Que belíssima metáfora do cervo no alto da floresta: o sonho é algo muito sensível, uma manifestação de um campo sutil, cuja substância é quase irreal e distante, mas que pode se aproximar se o gesto acolhedor for feito, se a paciência estiver ali, se a percepção, se a recepção e se a conexão for estabelecida.</p>
<p>Aquilo que aparece como &#8220;efêmero e sem sentido&#8221; para a pessoa comum, não acostumada a presentar atenção à sua vida psíquica, é uma espécie de mensagem de ouro para quem se trabalho e busca se aprofundar na sua vida interior. Cada imagem ou movimento dos sonhos, que podem parecer surreais ou insignificantes à primeira vista, contém, cada um, uma função e uma manifestação importante da realidade do sonhador &#8211; às vezes essencial e crítica para seu momento. O que é preciso é fazer o trabalho sobre ele, com cuidado, observando o campo subjetivo do sonhador, e então ir tocando a realidade manifestada no sonho. O inconsciente não erra.</p>
<p>Como dizia Freud, <strong data-start="916" data-end="992">“Não conhecemos em sonhos nada que seja indiferente ou sem importância.”</strong><br data-start="992" data-end="995" />(Sigmund Freud, em <em data-start="1006" data-end="1034">A Interpretação dos Sonhos</em>, Cap. VI)</p>
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		<title>A importância dos sonhos na terapia (3): Fritz Perls</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/a-importancia-dos-sonhos-na-terapia-3-fritz-perls/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Jan 2026 16:30:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestalt Terapia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Referências]]></category>
		<category><![CDATA[Fritz Perls]]></category>
		<category><![CDATA[Gestalt]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[terapia online]]></category>
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					<description><![CDATA[Seguindo nossa conversa sobre a importancia dos sonhos em psicoterapia, vamos até Fritz Perls, fundador da Gestalt Terapia, uma das abordagens clínica principais que usamos aqui. Para Perls, os sonhos ocupam um lugar absolutamente central no trabalho psicoterapêutico. Ele chegou a afirmar que o sonho é a via real para a integração da personalidade — [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo nossa conversa sobre a importancia dos sonhos em psicoterapia, vamos até <strong>Fritz Perls</strong>, fundador da Gestalt Terapia, uma das abordagens clínica principais que usamos aqui. Para Perls, os sonhos ocupam um lugar absolutamente central no trabalho psicoterapêutico. Ele chegou a afirmar que <strong>o sonho é a via real para a integração da personalidade</strong> — não como metáfora, mas como experiência viva. Diferente de abordagens que tratam o sonho como algo a ser decifrado intelectualmente, Perls propôs algo radical: <strong>o sonho deve ser vivido</strong>.</p>
<p>Na Gestalt-terapia, o sonho não é visto como uma mensagem cifrada enviada por uma instância distante chamada “inconsciente”, mas como uma <strong>expressão direta do próprio organismo</strong>. Tudo o que aparece no sonho — pessoas, objetos, animais, cenários, sensações, cores, climas — é o próprio sonhador em ação. Não há símbolos a serem traduzidos; há partes da pessoa pedindo reconhecimento.</p>
<p>Perls dizia que <strong>cada elemento do sonho é uma parte alienada do self</strong>. Ou seja, aspectos da personalidade que, por algum motivo, foram rejeitados, ignorados ou não integrados pela consciência. O sonho surge, então, como uma tentativa criativa do organismo de restaurar sua totalidade. Sonhar é um ato de autorregulação (note aqui certa semelhança com a função principal atribuída por Jung, a do equilíbrio).</p>
<p>Por isso, na visão gestáltica, o trabalho com sonhos é profundamente experiencial. Em vez de perguntar “o que isso significa?”, Perls convidava o paciente a perguntar: <strong>“como isso é?”</strong> e <strong>“o que isso faz?”</strong>. Ao dramatizar o sonho, falar como os personagens, tornar-se os objetos, dar voz ao clima e às emoções, o paciente reintegra partes de si que estavam fragmentadas. O sonho deixa de ser um relato distante e se torna um encontro. Uma experiência, como de fato foi, ao sonhador, enquanto estava sonhando.</p>
<p>Outro ponto fundamental é que, para Perls, assim como para todos os grandes psicólogos da nossa época, <strong>nada no sonho é supérfluo</strong>. Não existe detalhe irrelevante. Se algo aparece de forma estranha, exagerada, incompleta ou absurda, isso não é um erro — é exatamente a forma que aquela parte do self encontrou para se manifestar. A ausência também fala. O silêncio também é figura. O sonho é preciso porque é orgânico.</p>
<p>E o que acontece quando os sonhos são ignorados na psicoterapia? Na perspectiva de Perls, perde-se uma das <strong>formas mais diretas de contato com conflitos não resolvidos</strong>. O indivíduo pode até compreender racionalmente sua história, mas continuará repetindo padrões, porque partes importantes de si permanecem desintegradas.</p>
<p>Perls via os sonhos como <strong>existências inacabadas</strong>, <em>gestalts abertas</em> que buscam fechamento. Trabalhar com sonhos é permitir que essas gestalts se completem. Quando isso acontece, há aumento de vitalidade, presença e responsabilidade pessoal.</p>
<p>Na Gestalt-terapia, portanto, o sonho não é algo a ser interpretado pelo terapeuta, mas <strong>experimentado pelo paciente</strong>, que se aproxima de suas partes, e, assim, de si mesmo. É um trabalho que devolve autoria, potência e integração.</p>
<p>//</p>
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		<title>A importância dos sonhos na terapia (2): Carl Jung</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/a-importancia-dos-sonhos-na-terapia-2-carl-jung/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Dec 2025 14:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Referências]]></category>
		<category><![CDATA[Carl Jung]]></category>
		<category><![CDATA[sonhos]]></category>
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					<description><![CDATA[Para Carl Gustav Jung, os sonhos não são ruídos da mente, nem restos do dia organizados ao acaso. Eles são uma das formas mais sérias e precisas de comunicação da psique consigo mesma. Ignorar os sonhos, para Jung, era como tentar compreender uma pessoa ouvindo apenas metade do que ela diz — e, muitas vezes, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para <strong>Carl Gustav Jung</strong>, os sonhos não são ruídos da mente, nem restos do dia organizados ao acaso. Eles são uma das <strong>formas mais sérias e precisas de comunicação da psique consigo mesma</strong>. Ignorar os sonhos, para Jung, era como tentar compreender uma pessoa ouvindo apenas metade do que ela diz — e, muitas vezes, a metade menos sincera (&#8220;“O sonho é uma produção psíquica espontânea, não distorcida por qualquer intenção consciente”, em A Natureza dos Sonhos &#8211; 1934).</p>
<p>Jung entendia o sonho como uma <strong>produção espontânea do inconsciente</strong>, não controlada pelo ego e não moldada por expectativas sociais, morais ou racionais. Por isso, atribuía aos sonhos um valor clínico enorme: eles mostram a situação psíquica real do indivíduo, não como ele gostaria que fosse, mas como ela de fato é. Quando alguém sonha, algo essencial da sua vida interior está se expressando de forma simbólica, imagética e viva.</p>
<p>Na visão junguiana, o sonho contém múltiplos níveis de informação. Ele pode revelar conflitos ignorados, potenciais ainda não desenvolvidos, desequilíbrios entre consciente e inconsciente, além de indicar direções de crescimento psicológico. Jung chamava isso de <strong>função compensatória do sonho</strong>: aquilo que está em excesso, falta ou distorção na consciência tende a ser compensado simbolicamente nos sonhos. Assim, o sonho não acusa nem consola — ele equilibra.</p>
<p>Por essa razão, Jung considerava o <strong>trabalho com sonhos fundamental na psicoterapia</strong>. Para ele, a análise dos sonhos não era um recurso opcional ou complementar, mas uma via privilegiada de acesso ao inconsciente. Os sonhos trazem imagens que o paciente muitas vezes jamais diria em palavras, seja por não conseguir, seja por não perceber conscientemente. O sonho diz o que precisa ser dito, do jeito que a psique consegue dizer. E, não raras vezes, os sonhos carregam manifestações das mais fortes e críticas para o caminho de cura e Individuação de uma pessoa, como enredos criados pelo seu arquétipo de Sombra, ou de Anima/Animus, ou de vários outros símbolos e dramas decisivos para a vida de quem sonha.</p>
<p>Outro ponto central em Jung é que <strong>nada no sonho é arbitrário</strong>. Cada detalhe — uma cor, uma atmosfera, um personagem estranho, uma ausência marcante — possui significado psicológico. Mesmo aquilo que parece confuso ou sem sentido faz parte de uma lógica simbólica própria, diferente da lógica racional, mas não menos precisa. Jung afirmava explicitamente que <em>o sonho não comete erros</em>.</p>
<p>O que aconteceria se os sonhos não fossem considerados no processo terapêutico? Segundo Jung, há um custo claro: a psicoterapia corre o risco de se tornar <strong>unilateral</strong>, excessivamente guiada pela visão consciente do paciente (e do terapeuta), deixando de fora forças psíquicas profundas que continuam atuando à revelia. O inconsciente não ouvido não desaparece — ele retorna, muitas vezes, na forma de sintomas, repetições, angústias sem nome ou crises inesperadas.</p>
<p>Considerar os sonhos é, portanto, uma atitude de respeito à totalidade da psique. É reconhecer que nem tudo o que nos move é racional, linear ou imediatamente compreensível — e que justamente aí reside uma fonte preciosa de transformação. Para Jung, trabalhar com sonhos não era “interpretar símbolos prontos”, mas <strong>dialogar com a alma</strong>, permitindo que ela participe ativamente do processo terapêutico.</p>
<p>Em última instância, Jung via os sonhos como <strong>aliados do processo de individuação</strong> — o caminho pelo qual <strong>uma pessoa se torna quem ela é</strong>, de forma mais inteira e autêntica. Dar espaço aos sonhos em psicoterapia é abrir espaço para essa jornada profunda, onde a psique não é corrigida, mas escutada.</p>
<p>//</p>
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		<title>A importância dos sonhos na terapia (1): Sigmund Freud</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/a-importancia-dos-sonhos-na-terapia-1-sigmund-freud/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Dec 2025 16:06:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Referências]]></category>
		<category><![CDATA[Freud]]></category>
		<category><![CDATA[sonhos]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2017/08/Sigmund_Freud.jpg"><img data-recalc-dims="1" alt="" alt="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-3822 size-full" src="https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2017/08/Sigmund_Freud.jpg?resize=1014%2C500" alt="" width="1014" height="500" srcset="https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2017/08/Sigmund_Freud.jpg?w=1014&amp;ssl=1 1014w, https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2017/08/Sigmund_Freud.jpg?resize=300%2C148&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2017/08/Sigmund_Freud.jpg?resize=768%2C379&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 1014px) 100vw, 1014px" /></a></p>
<p>O médico austríaco <strong>Sigmund Freud</strong> foi um dos pioneiros do trabalho psicológico sobre os sonhos, e, mais fundamental que isso, da pesquisa e da &#8220;importantização&#8221; dos sonhos do ponto de vista psicológico para a vida de uma pessoa. Seu livro &#8220;<strong>A Interpretação dos Sonhos</strong>&#8220;, de <strong>1899</strong>, é um marco e um clássico do gênero. Apesar da sua proposta de trabalho com os sonhos ser diferente da abordagem <em>gestaltista</em> que uso em terapia, a importância que os sonhos tem é praticamente a mesma. Freud chegou a dizer no livro mencionado a famosa frase que &#8220;<strong>os sonhos são a vida régia para um conhecimento sobre as atividades inconscientes da mente</strong>&#8220;. Ele chegou a essa conclusão após ter constatado que nem a hipnose conseguia acessar com profundidade as situações de alguns pacientes, e que, ao contar seus sonhos, esse acesso era finalmente aberto e compreendido, e as questões dos pacientes conseguiam tomar suas resoluções.</p>
<p>Se um dos objetivos da terapia é <strong>tornar consciente o que está inconsciente</strong> numa pessoa — suas crenças, hábitos, comportamentos, sentimentos, pensamentos, desejos — então a conclusão direta é que os sonhos prestam um grande serviço a esse processo.</p>
<p>&#8220;<strong>Os sonhos são a realização de um desejo</strong>&#8220;, diz Freud, no que poderia ser considerada a epítome da sua visão sobre os sonhos. Uma das capacidades únicas dos sonhos, e que os tornam tão valiosas, é que os mecanismos de defesa do ego estão reduzidos durante o sono, e então os sonhos podem manifestar o conteúdo do inconsciente que faz parte de suas situações de vida e de trabalho psicoterapêutico.</p>
<p>Da mesma maneira, os sonhos também teriam, segundo Freud, uma importância especial sobre a memória. Num sonho, podem aparecer &#8220;<strong>lembranças que são inacessíveis na vida de vigília</strong>&#8220;, afirma ele (em &#8220;A Interpretação dos Sonhos&#8221;). Principalmente as memórias da infância.</p>
<blockquote><p>“O que é comum a todos esses sonhos é óbvio. Eles satisfazem completamente a desejos excitados durante o dia e que permanecem não realizados. Eles são simplesmente indisfarçadas realizações  de desejos.”<br />
― Sigmund Freud, <i>A Interpretação de Sonhos </i></p></blockquote>
<blockquote><p>“O sonho é a liberação do espírito da pressão da natureza externa, uma liberação da alma da prisão da matéria.”<br />
― Sigmund Freud, <i>A Interpretação de Sonhos</i></p></blockquote>
<p>Claro que a importância de Freud para a inauguração de um olhar sério e profundo da Psicoterapia sobre os sonhos contém uma infinidade de dimensões e detalhes, mas o que é importante notarmos aqui &#8211; para quem está conhecendo a psicoterapia ou buscando conhecer um pouco mais do nosso trabalho através destes posts &#8211; é a importância vital do trabalho psicoterapêutico sobre os sonhos, e o quanto Freud entendia que era fundamental já há mais de 120 anos.</p>
<p>Observar e receber o que está se manifestando nos sonhos durante a vida de uma pessoa é vital, e com o tempo a própria pessoa começa a ganhar recursos e habilidade para &#8220;receber&#8221; seus sonhos, com cuidado e discernimento, sem desprezá-los como manifestação irrelevante.</p>
<p><i>////////// </i></p>
<p>Imagem: <a href="http://sigmund-daubmir.blogspot.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><em>Sigmund Daubmir</em></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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