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	<title>Gestalt Terapia | Terapia Individual &amp; Meditação com Luiz Fernando Pereira (Hridaya Terapia)</title>
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	<description>ONLINE &#38; Presencial, em SP.</description>
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		<title>O prático e o presente: o que a meditação traz para a terapia</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/o-pratico-e-o-presente-o-que-a-meditacao-traz-para-a-terapia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 16:19:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
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					<description><![CDATA[As expressões que estão no título, e também abaixo, são um ensaio livre para compreendermos melhor o processo terapêutico quando ele contém a meditação dentro dele. Não qualquer presença, mas uma presença genuína, incorporada por um profissional que vivencie a prática em sua própria vida e que tenha experiência real com o caminho de autoconhecimento, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As expressões que estão no título, e também abaixo, são um ensaio livre para compreendermos melhor o processo terapêutico quando ele contém a <a href="https://paraabracarapratica.com" target="_blank" rel="noopener"><strong>meditação</strong></a> dentro dele. Não qualquer presença, mas uma presença genuína, incorporada por um profissional que vivencie a prática em sua própria vida e que tenha experiência real com o caminho de autoconhecimento, não apenas como &#8220;recurso adotado&#8221;. O nível e a veracidade da presença, do espaço, da profundidade de cura e do insight que a meditação traz é incomparável a sistemas ou métodos psicológicos convencionais. E, como veremos, quando uma terapia tem em sua coração a meditação, está mais perto do que <strong>Freud, Jung, Perls</strong> e outros grandes da Psicologia buscaram durante todo o seu trabalho do que a maioria imagina.</p>
<p>A meditação não é apenas uma &#8220;técnica&#8221; de autoconhecimento de origem oriental, é um fenômeno íntimo revolucionário e um veículo restaurador e orientador de um ser humano em sua <strong>máxima saúde</strong> e <strong>capacidade de viver</strong>. Quando integrado com consciência e habilidade no ambiente terapêutico, pode se tornar a chave que abre as portas para o que o paciente busca.</p>
<p>Vejamos esses termos:</p>
<p>&#8220;<strong>O prático</strong>&#8220;: aquilo que um paciente quer resolver e imagina que precisa de solução, aquilo que o paciente traz para transformar e encerrar. O mais imediato e &#8220;prático&#8221;, associado ao que preciso ser resolvido &#8220;logo&#8221; para o bom funcionamento do indivíduo. Pode ser um sintoma ou um conjunto de sintomas (angústia, tristeza, procrastinação, ansiedade, depressão, desânimo, medo, pânico, raiva, paralisia, desespero, falta de sentido, etc), uma crise, uma perda, uma impressão, uma percepção, uma meta.</p>
<p>&#8220;<strong>O presente</strong>&#8220;: aquilo que é e que está na realidade, mas que o paciente não vê, não percebe e não sente, em significativa parte, e assim cria sintomas e não consegue encontrar recursos para lidar. Daí surgem as neuroses, confusões, angústias e outros sintomas.</p>
<p>&#8220;<strong>O condicionado útil</strong>&#8220;: é o pano de fundo que cria o objetivo &#8220;prático&#8221; do paciente. Muito do que inicia uma busca por terapia nasce de inconsciência individual, de &#8220;pontos cegos&#8221;, do que não está sendo percebido ou considerado suficientemente pelo indivíduo &#8211; dêaí o objetivo terapêutico mais geral de &#8220;trazer da inconsciência para a consciência&#8221;. Dentro de um paradigma com visão perturbada ou reduzida, o paciente minimamente saudável tenta soluções e saídas antes de chegar à terapia, mas elas ficam &#8220;presas&#8221; circularmente a esses problemas de visão e inconsciencia. Portanto, o que o paciente geralmente traz ao início do seu processo de cura é um pedido &#8220;condicionado útil&#8221; (= &#8220;prático&#8221;) &#8211; ou seja, a resolução daquilo que está pendente para que ele prossiga sendo &#8220;útil&#8221; dentro de uma realidade condicionada. Um exemplo clássico: o esgotamente mental ou o <em>burnout</em> é a condição que sofre de inconsciência, visão reduzida, psicossomatização crescente e que &#8220;prejudica&#8221; o viver dentro de um paradigma condicionado útil. O paciente sofre nele mas, por estar condicionado nele, considera que precisa continuar vivendo nele. Se o processo terapêutico lhe dá essa solução, está apenas servindo como analgésico comum. Assim, o &#8220;condicionado útil&#8221; é apenas uma parte do processo, e que gera o objetivo &#8220;prático&#8221; do paciente.</p>
<p>&#8220;<strong>O real vivo e orientativo</strong>&#8220;: O que não é condicionado é vivo, real. É o que não está preso às histórias, narrativas, conceitos e, em último grau, aos scripts sociais e culturais. Está vivo, presente e livre. Todo o Ser contém isso mais do que qualquer outra coisa, e é a isso que se refere Carl Jung quando diz &#8220;Só o que somos tem o poder de nos curar&#8221;. É de fundamental importância que toda pessoa, em vida, consiga tocar essa dimensão. Pois é ela que cura, que equilibra, que vive e que orienta. A <em>(auto) orientação</em> é o que o paciente realmente busca em terapia, e não a reles cura externa do sintoma pela &#8220;autoridade&#8221; do terapeuta. O paciente pensa que quer apenas retornar a um condicionado útil (de preferência aprimorado, já que está em terapia), mas ele quer sua vida, sua capacidade de decidir, de realizar e de viver para além das prisões neuróticas e condicionamentos sofríveis. Essa capacidade auto-orientativa está no fundo do seu Ser, inacessível quando tudo que experimenta é sua rotina condicionada.</p>
<p>Essa é uma das dimensões importantes que a meditação traz para o processo de cura. Ela está contida, de certa forma, nos objetivos de &#8220;awareness&#8221; como Fritz Perls trouxe à Gestalt Terapia, e na liberdade terapêutica dos conceitos e diagnósticos que Carl Jung propunha para psicoterapeutas &#8211; mas é muito mais ampla e profunda que isso, e de certa forma potencializa esses mesmos objetivos.</p>
<p>///</p>
<p>A meditação não é uma moda ou um &#8220;recurso&#8221; terapêutico para iniciantes ou influencers faladores nessa época de degeneração moral e de profissionais sem vivência e experiência pessoal. Certifique-se que o terapeuta com quem você vai trabalhar seja alguém preparado para tal e que vivencie a prática meditativa em sua própria vida.</p>
<p>///</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://hridayaterapia.com/terapia-holistica-transpessoal-gestalt-meditacao/"><strong>Como é a terapia</strong></a></span><strong> aqui</strong>.</p>
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		<item>
		<title>A importância dos sonhos na terapia (3): Fritz Perls</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/a-importancia-dos-sonhos-na-terapia-3-fritz-perls/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Jan 2026 16:30:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestalt Terapia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Referências]]></category>
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					<description><![CDATA[Seguindo nossa conversa sobre a importancia dos sonhos em psicoterapia, vamos até Fritz Perls, fundador da Gestalt Terapia, uma das abordagens clínica principais que usamos aqui. Para Perls, os sonhos ocupam um lugar absolutamente central no trabalho psicoterapêutico. Ele chegou a afirmar que o sonho é a via real para a integração da personalidade — [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo nossa conversa sobre a importancia dos sonhos em psicoterapia, vamos até <strong>Fritz Perls</strong>, fundador da Gestalt Terapia, uma das abordagens clínica principais que usamos aqui. Para Perls, os sonhos ocupam um lugar absolutamente central no trabalho psicoterapêutico. Ele chegou a afirmar que <strong>o sonho é a via real para a integração da personalidade</strong> — não como metáfora, mas como experiência viva. Diferente de abordagens que tratam o sonho como algo a ser decifrado intelectualmente, Perls propôs algo radical: <strong>o sonho deve ser vivido</strong>.</p>
<p>Na Gestalt-terapia, o sonho não é visto como uma mensagem cifrada enviada por uma instância distante chamada “inconsciente”, mas como uma <strong>expressão direta do próprio organismo</strong>. Tudo o que aparece no sonho — pessoas, objetos, animais, cenários, sensações, cores, climas — é o próprio sonhador em ação. Não há símbolos a serem traduzidos; há partes da pessoa pedindo reconhecimento.</p>
<p>Perls dizia que <strong>cada elemento do sonho é uma parte alienada do self</strong>. Ou seja, aspectos da personalidade que, por algum motivo, foram rejeitados, ignorados ou não integrados pela consciência. O sonho surge, então, como uma tentativa criativa do organismo de restaurar sua totalidade. Sonhar é um ato de autorregulação (note aqui certa semelhança com a função principal atribuída por Jung, a do equilíbrio).</p>
<p>Por isso, na visão gestáltica, o trabalho com sonhos é profundamente experiencial. Em vez de perguntar “o que isso significa?”, Perls convidava o paciente a perguntar: <strong>“como isso é?”</strong> e <strong>“o que isso faz?”</strong>. Ao dramatizar o sonho, falar como os personagens, tornar-se os objetos, dar voz ao clima e às emoções, o paciente reintegra partes de si que estavam fragmentadas. O sonho deixa de ser um relato distante e se torna um encontro. Uma experiência, como de fato foi, ao sonhador, enquanto estava sonhando.</p>
<p>Outro ponto fundamental é que, para Perls, assim como para todos os grandes psicólogos da nossa época, <strong>nada no sonho é supérfluo</strong>. Não existe detalhe irrelevante. Se algo aparece de forma estranha, exagerada, incompleta ou absurda, isso não é um erro — é exatamente a forma que aquela parte do self encontrou para se manifestar. A ausência também fala. O silêncio também é figura. O sonho é preciso porque é orgânico.</p>
<p>E o que acontece quando os sonhos são ignorados na psicoterapia? Na perspectiva de Perls, perde-se uma das <strong>formas mais diretas de contato com conflitos não resolvidos</strong>. O indivíduo pode até compreender racionalmente sua história, mas continuará repetindo padrões, porque partes importantes de si permanecem desintegradas.</p>
<p>Perls via os sonhos como <strong>existências inacabadas</strong>, <em>gestalts abertas</em> que buscam fechamento. Trabalhar com sonhos é permitir que essas gestalts se completem. Quando isso acontece, há aumento de vitalidade, presença e responsabilidade pessoal.</p>
<p>Na Gestalt-terapia, portanto, o sonho não é algo a ser interpretado pelo terapeuta, mas <strong>experimentado pelo paciente</strong>, que se aproxima de suas partes, e, assim, de si mesmo. É um trabalho que devolve autoria, potência e integração.</p>
<p>//</p>
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		<item>
		<title>A mente meditante na clínica: presença e campo fenomenológico</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/a-mente-meditante-na-clinica-presenca-e-campo-fenomenologico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 01:12:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[Consultório]]></category>
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					<description><![CDATA[O estado meditativo não é uma técnica adicional ao trabalho clínico — é uma qualidade de mente que transforma a própria natureza da escuta terapêutica. Na prática gestáltica, a atenção plena é análoga ao que Perls chamava de awareness desobstruída: a capacidade de estar consciente do que se apresenta, momento a momento, sem manipular o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="287" data-end="775">O estado meditativo não é uma técnica adicional ao trabalho clínico — é uma qualidade de mente que transforma a própria natureza da escuta terapêutica.</p>
<p data-start="287" data-end="775">Na prática gestáltica, a atenção plena é análoga ao que Perls chamava de <em data-start="514" data-end="538">awareness desobstruída</em>: a capacidade de estar consciente do que se apresenta, momento a momento, sem manipular o fluxo da experiência. Quando o terapeuta sustenta essa qualidade de presença, o campo se autorregula e o contato ganha densidade fenomenológica.</p>
<p data-start="287" data-end="775">Embora seja uma capacidade inata do ser humano, ela foi completamente depauperada no transcorrer dos anos de vida e da cultura fragmentadora, individualista, de escuta rasa e fazer obsessivo, portanto, o terapeuta precisa de treino para que essa awareness &#8220;natural&#8221; desobstruída e verdadeira possa aparecer. Ela não é uma &#8220;produção&#8221; do terapeuta, tampouco uma faculdade de foco e concentração &#8211; é uma qualidade emergente da mente treinada original, e a amplitude que o indivíduo compassivo habita pela entrega, compaixão, interesse e confiança.</p>
<p data-start="777" data-end="1300">Então o valor dessa mente meditante não é apenas atencional. Como diz Mark Epstein, psiquiatra e praticante budista, autor de &#8220;Terapia Zen&#8221;, “a mente que observa é a própria mente que cura” — não por compreender, mas por permitir que a experiência se revele sem resistência. Essa atitude aproxima o terapeuta do que David Brazier, no contexto do Zen e da psicoterapia budista, descreve como “presença compassiva”: um estado em que o profissional abandona o papel de intérprete e assume o de testemunha viva do sofrimento e da verdade do outro.</p>
<p data-start="1302" data-end="1609">Nesse sentido, a meditação oferece ao terapeuta uma epistemologia da não-reação. Ela permite ver o cliente não como “alguém a ser tratado”, mas como expressão do mesmo campo de consciência em que ambos estão inseridos. A escuta deixa de ser uma coleta de informações para se tornar um espaço de revelação. Se algo pode ser &#8220;feito&#8221; a partir daí, e só a partir daí que deve ser feito.</p>
<p data-start="1611" data-end="1955">A mente meditante também protege contra a ansiedade de desempenho terapêutico — essa tentativa sutil de “fazer algo acontecer”.  Que flige tanto terapeutas quanto pacientes, aspirantes por resolução rápida, guiança constante e elucidação pra toda fala e movimento. Quando o terapeuta pratica o não-fazer, não cai na passividade, mas no estado que D. S. Rubin chama de <em data-start="1842" data-end="1861">engaged stillness</em>: uma quietude atenta, dinâmica, capaz de conter e permitir o movimento natural do processo.</p>
<p data-start="1611" data-end="1955">Uma mente assim, imersa em espaço, verdade e firmeza, pode ancorar uma infinidade de processos de cura simplesmente por ser assim. E, como já foi dito, deixar que isso habite o campo em que ambos estão experimentando.</p>
<p data-start="1957" data-end="2277">Integrar meditação e clínica, portanto, não é misturar espiritualidade e psicologia, mas recuperar a inteireza da experiência humana dentro da relação terapêutica. A cura não ocorre porque o terapeuta entende mais, mas porque ambos aprendem a permanecer no mesmo silêncio lúcido de onde toda transformação real emerge.</p>
<p data-start="1957" data-end="2277">//</p>
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		<item>
		<title>Pergunte-se isso: sua crise é sua mesmo ou é do mundo?</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/pergunte-se-isso-sua-crise-e-sua-mesmo-ou-e-do-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 19:53:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestalt Terapia]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[Todos nós temos crises. Faz parte da vida humana. Mas há um tipo de crise que é muita rica de ser atravessada, que é a crise em que descobrimos que nosso sofrimento não é realmente genuíno. Porque os problemas pelos quais estamos atravessando, no fundo, não nos tocam de verdade. Eles podem ser, por exemplo, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Todos nós temos crises.<br />
Faz parte da vida humana.</p>
<p>Mas há um tipo de crise que é muita rica de ser atravessada, que é a crise em que descobrimos que nosso sofrimento não é realmente genuíno. Porque os problemas pelos quais estamos atravessando, no fundo, não nos tocam de verdade. Eles podem ser, por exemplo, problemas de nossa tentativa de se adequar ao mundo, tentativa de ganhar um salário maior, de sermos bem falados, de sermos mais bonitos, de ficarmos mais seguros, de sermos considerados X ou Y ou Z. Só que, em realidade, nada disso nos interessa realmente. Não queremos aquele cargo. Não queremos ser constantemente bem falados. Não precisamos ficar tão seguros. Meu rosto está ótimo, realmente não há necessidade de um procedimento assim ou assado.</p>
<p>A sugestão terapêutica então é:</p>
<p>Sempre que apertar o peito, que a crise chegar, que sentir a tensão no corpo,</p>
<p>pergunte-se: <strong>essa crise é realmente minha ou é de outro?</strong> (ou da sociedade)</p>
<p>Então faça uma reflexão profunda, com percepção clara e honestidade íntima.</p>
<p>E talvez essa crise lhe leve a um belo desfecho, mais próximo de si mesmo.</p>
<p>//</p>
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		<title>A atenção necessária à depressão</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/a-atencao-necessaria-a-depressao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2025 02:12:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestalt Terapia]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;A depressão é uma dádiva de Deus&#8220;, disse certa vez Marie Lousie Von-Franz (1915-1998), uma psicoterapeuta analítica e uma das maiores especialistas na obra de Carl Jung, criador da Psicologia Analítica. Não é uma frase dogmática nem religiosa, como pode parecer, tampouco leviana ou simplista, mas é um olhar profundo e respeitoso a um transtorno [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<strong>A depressão é uma dádiva de Deus</strong>&#8220;, disse certa vez <strong>Marie Lousie Von-Franz</strong> (1915-1998), uma psicoterapeuta analítica e uma das maiores especialistas na obra de <strong>Carl Jung</strong>, criador da Psicologia Analítica. Não é uma frase dogmática nem religiosa, como pode parecer, tampouco leviana ou simplista, mas é um olhar profundo e respeitoso a um transtorno mental cada vez mais incidente nos tempos modernos. E o que significa essa afirmação de Von-Franz para o tratamento da depressão e de outros transtornos tão graves quanto ele?</p>
<p>Se for interpretada, como é, apenas como uma <em>falha</em> de um sistema psíquico, a depressão corre o risco de ser totalmente tratada como um defeito de um motor. Porque ela é um sintoma paralisante que afeta o funcionamento do sistema mental e biológico. A perda do ânimo, tristeza, anedonia, perda do apetite, perda da concentração, vícios, etc, são sintomas que afetam todas as áreas da vida de uma pessoa. O tratamento medicamentoso quase sempre é o preferido por essas mesmas pessoas, pela capacidade de reestabelecer, ao menos parcialmente, o possível equilíbrio cerebral e seu funcionamento, de forma mais imediata e imediatista.</p>
<p>O problema é que, embora alivie os sintomas, bloqueia um movimento que pode ser crítico e central que está aparecendo através do sintoma: um movimento salutar de crescimento.</p>
<p>Segundo Von Franz, a depressão pode ser um potencial sintoma de um processo interior profundo onde a estrutura atual do ego deve temporariamente ser quebrada &#8220;para que uma nova identidade mais integrada possa emergir&#8221;.</p>
<p>&#8220;O colapso do ego durante a depressão pode criar espaço para o Self (o centro da psique) se manifestar, levando a um novo sentido de significado e propósito&#8221;.</p>
<p>Veja como, se for tratada cegamente como falha motora, a supressão dos sintomas ou mesmo a tentativa de reestabelecer a &#8220;normalidade&#8221; em termos de bioquímica e funcionamento neurológico pode bloquear esse processo interior profundo. A depressão pode estar iluminando a falência de um sistema que vinha sendo usado até então pelo indivíduo como seu viver.</p>
<p>Von Franz chega a dizer que a depressão, do ponto de vista do indivíduo, &#8220;é a maior benção que alguém pode ter&#8221;. Ela justifica dizendo que &#8220;é a única maneira que esse indivíduo é provocado a olhar para dentro&#8221;.</p>
<p>Pela sua importância e gravidade, a depressão deve ser ouvida e observada profundamente, para que não seja atropelada e suprimida violentamente pelo tratamento medicamentoso. Como em todo processo terapêutica, a escuta ativa e profunda se dá também ao sintoma, e não somente ao indivíduo. Assim não se joga fora aquilo que talvez seja o principal de um tratamento e de uma crise individual.</p>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">
<p>/////</p>
<p>#psicoterapia #depressão #transtornomental #tratamento #psicologia #terapia #terapiaonline #autoconhecimento #marielouisevonfranz #carljung</p>
</div>
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		<item>
		<title>Função do sintoma: o que ele tenta restaurar</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/funcao-do-sintoma-o-que-ele-tenta-restaurar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2025 11:32:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Gestalt Terapia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Freud]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Carl Jung]]></category>
		<category><![CDATA[Gestalt]]></category>
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					<description><![CDATA[Os sintomas estão cada vez mais saindo do campo do a-ser-suprimido para o campo do a-ser-observado (e aceito e compreendido e liberado). Embora, tanto no dia-a-dia, com nossa cultura de auto-medicação e evitação predominantes ainda exista uma imensa supressão, e também em alguns consultórios de tratamento psicológico, especialmente na Psiquiatria e em algumas abordagens psicoterapêuticas, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os sintomas estão cada vez mais saindo do campo do a-ser-suprimido para o campo do a-ser-observado (e aceito e compreendido e liberado). Embora, tanto no dia-a-dia, com nossa cultura de auto-medicação e evitação predominantes ainda exista uma imensa supressão, e também em alguns consultórios de tratamento psicológico, especialmente na Psiquiatria e em algumas abordagens psicoterapêuticas, ainda há muita orientação supressora. Ela não é de todo má, principalmente nos casos mais graves, de sofrimento agudo, mas não pode ser a única, nem a principal, abordagem.</p>
<p>Na clínica gestáltica, o sintoma não é um inimigo a ser eliminado, mas um sinal vital a ser observado, pois geralmente é uma tentativa do organismo de se autorregular diante de algo que perdeu continuidade. Ele é, antes de tudo, um esforço — ainda que desajeitado — de restauração da totalidade. E sobre os sintomas originais ainda pode haver, como geralmente há, uma camada de mecanismos de defesas tentando impedir o contato com o sofrimento &#8211; com a ansiedade, a angústia, a tristeza. Já se tornou conhecido o exemplo do médico Gabor Maté, especialista em traumas, que menciona a TDA como uma defesa contra o contato com a tristeza e o sofrimento &#8211; é uma recurso de &#8220;desligamento&#8221; do contato com o problema.</p>
<p>Anna Freud enfatizou que os sintomas não são arbitrários, mas expressões significativas de conflitos subjacentes, melhor compreendidos dentro do contexto da vida e do desenvolvimento da pessoa.</p>
<p>Quando alguém chega com ansiedade, insônia ou culpa, o sintoma costuma ser a forma possível de contato com um campo interrompido. A ansiedade, por exemplo, pode estar tentando restabelecer uma excitação criativa bloqueada. A insônia, uma necessidade de vigília diante de algo não elaborado. A culpa, um chamado para reintegrar valores dissociados.</p>
<p>Note, deste ponto de vista, então, como imediatamente remediar a ansiedade, a insònia e a culpa pode ser um grave equívoco. Pode ser a supressão de um último recurso o que um sistema está tentando fazer para reequilibrar sua saúde e informar um problema.</p>
<p>Na Gestalt, o terapeuta não “cura” o sintoma, mas o acompanha até que ele revele a função que cumpre. É o que Perls chamava de “awareness no campo da necessidade”. Em vez de combater a dor, o trabalho é de ampliação da consciência sobre o que ela está tentando ajustar.</p>
<p>O sintoma fala em código: traduz tensões entre o que foi reprimido e o que quer emergir. O olhar junguiano soma-se aqui: todo sintoma é uma imagem simbólica do inconsciente pedindo passagem. Escutá-lo é escutar a vida tentando se reorganizar. É clássica a afirmação de Carl Jung de que <span class="T286Pc" data-sfc-cp="" data-complete="true">&#8220;<strong class="Yjhzub" data-complete="true">A doença é o esforço que a natureza faz para curar o homem.</strong>&#8221; (em &#8220;A Prática da Psicoterapia&#8221;)</span></p>
<p>A cura, então, não é suprimir o sintoma, mas compreender o movimento que ele representa. E permitir que ele complete o ciclo que um dia foi interrompido.</p>
<p>/////</p>
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		<title>Como curar as feridas da infância? Claudio Naranjo responde.</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/como-curar-as-feridas-da-infancia-claudio-naranjo-responde/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Sep 2020 10:45:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Consultório]]></category>
		<category><![CDATA[Gestalt Terapia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma pequena aula da gênese dos problemas humanos e dos problemas infantis que geram os problemas que conhecemos como humanos (adultos) atuais. Desde os primórdios de nossa relação com a Terra até a relação contemporânea com os pais, na visão do psiquiatra chileno Claudio Naranjo (1932-2019). Como curar as feridas da infância? (vídeo em espanhol) [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pequena aula da gênese dos problemas humanos e dos problemas infantis que geram os problemas que conhecemos como humanos (adultos) atuais. Desde os primórdios de nossa relação com a Terra até a relação contemporânea com os pais, na visão do psiquiatra chileno Claudio Naranjo (1932-2019). <strong>Como curar as feridas da infância? </strong>(vídeo em espanhol)</p>
<p><iframe class="youtube-player" width="1080" height="608" src="https://www.youtube.com/embed/i3j8NquR-ig?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=en-US&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Quando Jung foi gestaltista: &#8220;onde está o medo, lá está sua tarefa&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Aug 2019 01:40:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Gestalt Terapia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Carl Jung]]></category>
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		<category><![CDATA[Medo]]></category>
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					<description><![CDATA[O grande psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (187501961) nunca foi um gestaltista, e na verdade a Gestalt Terapia só viria a começar propriamente nos últimos 10 anos de sua vida (Anos 50), e apesar de algumas idéias e posições clínicas de Jung terem influenciado decisivamente a Gestalt, como as polaridades e o conceito de sombra, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O grande psiquiatra suíço <strong>Carl Gustav Jung</strong> (187501961) nunca foi um gestaltista, e na verdade a Gestalt Terapia só viria a começar propriamente nos últimos 10 anos de sua vida (Anos 50), e apesar de algumas idéias e posições clínicas de Jung terem influenciado decisivamente a Gestalt, como as polaridades e o conceito de sombra, sua base estava mais próxima da Psicanálise de Freud do que da Gestalt. Mas o trecho da carta abaixo é apenas uma passagem curiosa — e bastante gestaltista em sua essência, poderíamos dizer — de Carl Jung a um conhecido, <strong>Sr Warner S. McCullen</strong>, datada de <strong>4 de junho de 1956</strong>. Nela, Jung expõe uma postura menos envolvida com teorias e investigações do passado e totalmente comprometida com o <strong>momento presente</strong>, e com as dificuldades que o paciente apresenta para poder vivê-lo aqui e agora. O Sr McCullen era um conhecido que tinha dúvidas sobre seu processo terapêutico e escrevia a Jung perguntando sobre a perda precoce da mãe.  A carta completa, em inglês, está reproduzida <a href="https://carljungdepthpsychologysite.blog/2019/08/26/carl-jung-where-the-fear-there-is-your-task/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">neste site</a>, e pode ser encontrada originalmente no livro &#8220;<strong>Carl Jung Letters Volume II</strong>&#8220;.</p>
<blockquote><p>&#8220;Não tem importância saber qual a possível causa original de tal problema. A busca pela causa pode ser enganosa, já que a existência do medo continua, não porque foi originalmente iniciada num passado remoto, mas porque uma tarefa está acionada em você no momento presente, e, enquanto permanecer não finalizada, todo dia ela produz medo e culpas de novo.</p>
<p>A pergunta é, claro, qual você sente ser sua tarefa? Onde o medo estiver, lá está sua tarefa!</p>
<p>Você deve estudar suas fantasias e sonhos para encontrar o que você deve fazer ou onde você pode começar a fazer alguma coisa. Nossas fantasias estão sempre flutuando sobre o ponto de nossa insuficiente onde um defeito deve ser compensado.&#8221;</p>
<p>— Carl G. Jung, &#8220;Letters Vol. II&#8221;</p></blockquote>
<p>//////////</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Para que haja amor, que haja verdade</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/para-que-haja-amor-que-haja-verdade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2019 17:39:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Gestalt Terapia]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
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					<description><![CDATA[Qual o papel da verdade em nossas vidas? E da sinceridade? Da honestidade? Qual a função dessa verdade, sinceridade e honestidade na vida em um relacionamento conjugal? De família? Entre amigos? Vizinhos? Sociedade? E, principalmente, qual a nossa verdade interior? Se formos honestos com nós mesmos, que verdade encontramos? Há muito tempo a maioria de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Qual o papel da verdade em nossas vidas? E da sinceridade? Da honestidade?</p>
<p>Qual a função dessa verdade, sinceridade e honestidade na vida em um relacionamento conjugal? De família? Entre amigos? Vizinhos? Sociedade?</p>
<p>E, principalmente, qual a nossa verdade interior? Se formos honestos com nós mesmos, que verdade encontramos?</p>
<p>Há muito tempo a maioria de nós não vive vidas reais, vidas de verdade. Vivemos vidas condicionadas, limitadas de várias maneiras, desorientadas por desejos como o de querer ser tal ou tal pessoa, ou de querer experimentar um tipo de situação específica &#8211; de prazer, sucesso, segurança, isolamento.</p>
<p>Assim, o Amor não acontece, pois o Amor precisa de verdade, de liberdade, de coragem. Esse belo poema-manifesto pela verdade abaixo, da terapeuta Paula Jácome, é uma dedicação ao Amor.</p>
<p>//////////</p>
<h3><a href="https://padecendo.com.br/verdade-pra-que-haja-amor/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Verdade, pra que haja amor</strong></a></h3>
<p>Por <strong>Paula Jácome</strong></p>
<p>Se você não fala pra proteger algo, aquilo que está protegendo, não é verdade.<br />
Se não conta o que gosta, pra proteger o casamento, se não fala pro amigo, pra proteger a amizade.<br />
Se, não diz que o tio passou a mão na sua bunda, pra manter a família unida Verdade.<br />
O que está tentando manter é a ilusão de um relacionamento.<br />
A ilusão de uma amizade.<br />
A ilusão de uma família.<br />
Que, para ter uma chance de existir de verdade, precisa de verdade.<br />
Pra ter uma chance de amor, precisa da verdade, de verdade.<br />
Vivemos em tantas ilusões, sustentamos tantas mentiras, que nem sabemos mais o que é real.<br />
Temos tanto, mas tanto medo de não sermos aceitos, que aceitamos, escondemos, abusos, violências, que esquecemos o que somos e acreditamos.<br />
E, assim, acabamos cúmplices da própria violência, da mentira.<br />
Homossexuais que não contam às famílias sobre seus amores.<br />
Familiares que vêem suas crianças sofrerem abusos físicos, mentais, sexuais até.<br />
Vizinhos que se assustam com a violência doméstica e não falam nada.<br />
Amigos que escutam calados fofocas sobre amigos e não se posicionam.<br />
Filhos que vêem irmãos não serem convidados pras festas, pois são filhos de outro pai, ou mãe.<br />
Homens traídos, mulheres submetidas, vítimas de relações abusivas.<br />
Todos cúmplices calados.<br />
Pra que haja amor, pra sairmos das ilusões, eu desejo verdade.<br />
Com todas as suas consequências, com toda sua desconstrução.</p>
<p>Pra que haja amor, verdade.</p>
<p>//////////</p>
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		<title>Tangências entre Gestalt Terapia e a Psicologia Budista</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/tangencias-gestalt-terapia-psicologia-budista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jul 2018 21:32:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gestalt Terapia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[As tangências entre as abordagens da Gestalt Terapia e da Psicologia Budista (se é que podemos falar de apenas uma Psicologia Budista, tendo em vista tantos cortes dentro da mesma raiz dos ensinamentos) são bastante claras, às vezes revelando visões extremamente parecidas. Lama Padma Samten, um dos brasileiros mais importantes no Budismo Tibetano Vajrayana, diz [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2018/07/hridayaterapia-budismo-gestalt-terapia-copyrighted.jpeg"><img data-recalc-dims="1" alt="" alt="" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3921" src="https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2018/07/hridayaterapia-budismo-gestalt-terapia-copyrighted.jpeg?resize=1080%2C640" alt="" width="1080" height="640" srcset="https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2018/07/hridayaterapia-budismo-gestalt-terapia-copyrighted.jpeg?w=1097&amp;ssl=1 1097w, https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2018/07/hridayaterapia-budismo-gestalt-terapia-copyrighted.jpeg?resize=300%2C178&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2018/07/hridayaterapia-budismo-gestalt-terapia-copyrighted.jpeg?resize=768%2C455&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2018/07/hridayaterapia-budismo-gestalt-terapia-copyrighted.jpeg?resize=1024%2C607&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2018/07/hridayaterapia-budismo-gestalt-terapia-copyrighted.jpeg?resize=1080%2C640&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></a></p>
<p>As tangências entre as abordagens da <strong>Gestalt Terapia</strong> e da <strong>Psicologia Budista (</strong>se é que podemos falar de apenas uma Psicologia Budista, tendo em vista tantos cortes dentro da mesma raiz dos ensinamentos) são bastante claras, às vezes revelando visões extremamente parecidas.</p>
<p><strong>Lama Padma Samten</strong>, um dos brasileiros mais importantes no Budismo Tibetano Vajrayana, diz que &#8220;<strong>a origem do sofrimento está em colocar a experiência de felicidade na dependência de algo externo</strong>&#8220;.</p>
<p>Isso está permeado em praticamente tudo em que a Psicologia Budista toca, como no ensinamento da impermanência, que vê a impossibilidade de tomar as coisas externas como fixas ou permanentes, e até mesmo na postura da meditação do Buda, que sentado equilibrado com a coluna ereta sobre o tripé do próprio corpo é a própria base e apoio de si mesmo.</p>
<p><strong>Fritz Perls</strong>, o criador da Gestalt Terapia, acreditava que maturidade é &#8220;<strong>a transição do apoio ambiental para o auto-apoio</strong>&#8220;.</p>
<p>E entre as técnicas gestálticas está a de não elocubrar sobre o outro, e voltar-se à própria experiência, de novo e de novo, até que haja a revelação do mecanismo de defesa e o consequente passo para a auto-responsabilidade (outro eixo central dessa abordagem).</p>
<p>Em ambos os enunciados está a visão de que a dependência de algo externo para sua própria autonomia e realização é um sinal de imaturidade e/ou vida em sofrimento. Em ambas os métodos há uma ênfase no processo de <strong><em>awareness</em></strong> para reconhecer o sofrimento, a causa e a transformação da compreensão iludida.</p>
<p>Muitas vezes, a dificuldade de ver e reconhecer a dependência do externo é muito forte, ao ponto de se tornar e contribuir para um processo neurótico, outras vezes há mais dificuldade em se despreender de uma situação de dependência, mesmo já tendo reconhecido o sofrimento que advém dela. Em ambos os casos a abordagem terapêutica gestáltica busca a consciência e o desenvolvimento da atitude que será o caminho da maturidade, do auto-apoio e que, em escala espiritual, da emancipação do sofrimento.</p>
<p>/ / / / / / / / / /</p>
<p>Imagem: Monumentos de Budas, nas ruinas de Ayutthaya, velha capital da Tailândia.<br />
<em>Copyright by Deposit Photos (2018).</em></p>
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