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	<title>Educação | Terapia Individual &amp; Meditação com Luiz Fernando Pereira (Hridaya Terapia)</title>
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		<title>O que a IA vai provocar nas terapias: substituição, anexação ou terceira via?</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/o-que-a-ia-vai-provocar-nas-terapias-substituicao-anexacao-ou-terceira-via/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 14:36:41 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A discussão sobre <strong>benefícios e malefícios da IA</strong> é muito mais difícil do que parece à primeira vista, quando o campo em questão é o do autoconhecimento e da terapia. Pela natureza profundamente humana, sensível e fenomenológica da psicoterapia, há uma imediata resistência de uma grande quantidade de pessoas dessa área a qualquer coisa que venha da tecnologia, pela impossibilidade de penetrar nesse território altamente consciente e profundo. De fato, essa dimensão da natureza da terapia não pode ser superada ou sequer igualada pela tecnologia, e provavelmente jamais será. Mas e se a questão não for simplesmente de substituição? Talvez a melhor postura neste momento tão iniciante seja manter a mente aberta, a observação atenta e o discernimento vivo sem posições precipitadas nem resistência imediata ao nascimento da Inteligência Artificial. E vou usar esse espaço para realizar essas observações e atualizações sobre a progressão desse cenário e de como podemos também participar da criação desse &#8220;futuro&#8221;.</p>
<p>Em primeiro lugar, é necessário concordarmos que estamos no pré-pré-jardim de infância da IA. Estamos apressadamente usando-a para fins pessoais, como conversas terapêuticas e papos íntimos emocionais, por nossa própria conta e risco &#8211; e também, obviamente, pela sede que temos de <strong>algo que resolva o que não está resolvido</strong>. As LLMs foram lançadas claramente com um alto grau de precipitação e se mostram como tecnologia em constante evolução, reparação e aprimoramento &#8211; a cada momento sabemos que foi lançado um ChatGPT 5.4, Opus 4.7, Gemini 3.1, etc, que é a nomenclatura para versões de software e aplicativos em desenvolvimento. Se as IAs ainda estão primitivas em termos de produtividade e indústria, estão ainda mais no campo da terapia e das conversas com função psicológica.</p>
<p>Nesse sentido, há de fato um risco alto e diferenciado quando a IA adentra este tipo de uso: nossos problemas pessoais não são células de Excel, que pode ser facilmente refeitas ou apagadas, os problemas que buscamos resolver com a IA não são melhorias de textos de email. Toda e qualquer troca com função psicológica pessoal com as IAs tem potencial de afetar ampla e profundamente uma pessoa, seja por orientação ou desorientação, por confusão, desequilíbrio, angústia, por ensimesmamento, viés de confirmação ou surtos de ansiedade, tristeza, raiva. O efeito da IA num humano é humano, muito diferente do efeito da IA num email ou numa imagem. Ao usarmos a IA nesse estágio tão precoce para tratar problemas reais sérios, estamos entrando num foguete jamais testado, numa era em que nenhum foguete foi lançado com humanos. Há risco de vida.</p>
<p>Mas também é necessário questionarmos: <strong>por que tantas pessoas recorrem ao ChatGPT ou ao Gemini ou ao Claude pra tentarem entender aspectos de si, para terem algum tipo de companhia ou simplesmente para expressarem ou desabafarem sobre seus problemas cotidianos ou existenciais?</strong> Será que é apenas pela facilidade de usar do chat? Provavelmente não, porque as conversas não são testes de rascunho nem brincadeiras de Paintbrush, são chats reais, com compartilhamento de dados íntimos e a busca de resoluções de questões sérias. A hipótese mais provável é que há tantas pessoas usando porque <strong>há demanda reprimida</strong>. <strong>Há necessidade não atendida</strong>.</p>
<p>As mais óbvias: não há terapeutas pra todo mundo, não há terapeutas na maioria das cidades do mundo, há dificuldade de disponibilidade de agenda e investimento para todos consultarem terapeutas em tratamentos de médio e longo prazo, e há consciência universal sobre os inúmeros benefícios da terapia. Nesse cenário, o aparecimento de uma tecnologia de natureza conversacional, com inédita e ampla base de conhecimento e disponível 24h por dia, por um preço muito baixo, naturalmente se entende o uso das IAs pra esse fim.</p>
<p>O que difere essa cenário de uso de &#8220;usar uma faca como chave de fenda&#8221; é que, como já citei aqui, o uso improvisado de algo precoce contém alto grau de risco, alto potencial de dano (tanto imediato quanto gradual), pode agravar estados mentais e quadros neuróticos, e acentuar ensimesmamento, isolamento social, a perspectiva puramente racionalista e o autodiagnóstico errado como se fosse certo.</p>
<p>As IAs vão melhorar com o tempo e há boas chances dos riscos serem minimizados, mas elas devem passar por uma fase parecida com a das soluções medicamentosas, cujo apelo do imediatismo, do tratamento paliativo dos sintomas e do escapismo das soluções verdadeiras acabam sendo adotadas no lugar de trabalhos terapêuticas reais. Seja através de LLMs adaptadas (GPTs especialistas, por exemplo) ou do uso &#8220;inábil&#8221; das LLMs (= sem supervisão), a praticidade e a aparente potência das IAs ainda vai atrair muitas pessoas por algum tempo, até provavelmente começarem a chegar as ondas de <em>backlash</em> (&#8220;efeito rebote&#8221;), as frustrações, os agravementos e efeitos colaterais diversos, e então soluções mais sensatas, reais e saudáveis passam a ser vistas como o valor que tem.</p>
<p>Enquanto isso, há que se proceder com muito cuidado, de preferência conversando com seu terapeuta sobre suas sessões de uso de IA para esses fins, e analisando com calma e discernimento o que é possível, o que não é possível, o que é desejável, o que não é desejável, o que é necessário, o que é evitável e como cuidar de si mesmo e de sua saúde emocional e mental diante das tecnologias em desenvolvimento.</p>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default theme-pulsa" data-component-name="paragraph">///</p>
<p data-component-name="paragraph"><em>Leia também: <a href="https://hridayaterapia.com/5-alertas-para-as-conversas-terapeuticas-e-pessoais-com-ia-chatgpt-gemini-claude/">5 Alertas para Conversas Terapêuticas e Pessoais com IA</a>.</em></p>
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		<title>5 alertas para as conversas terapêuticas e pessoais com IA (ChatGPT, Gemini, Claude&#8230;)</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/5-alertas-para-as-conversas-terapeuticas-e-pessoais-com-ia-chatgpt-gemini-claude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 13:40:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Se você está usando a Inteligência Artificial, seja qual for das LLMs como ChatGPt, Gemini ou Claude, para criar e manter conversas pessoais (como as que se tem em um processo terapêutico), aqui estão 5 importantes alertas para você considerar antes de se envolver demais nos conteúdos e nas conclusões geradas por essas interações. Essas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se você está usando a Inteligência Artificial, seja qual for das LLMs como ChatGPt, Gemini ou Claude, para criar e manter conversas pessoais (como as que se tem em um processo terapêutico), aqui estão <strong>5 importantes alertas para você considerar</strong> antes de se envolver demais nos conteúdos e nas conclusões geradas por essas interações. Essas são questões que tenho observado não somente através de leituras de artigos e de pesquisas recentes, mas pelo uso e experiência pessoal com todas estas ferramentas.</p>
<p>Em algumas áreas da vida e do trabalho humano talvez a IA não necessite de tantos cuidados nem contenha tantas &#8220;red flags&#8221;, mas no ramo da <strong>terapia</strong> e das <strong>conversas pessoais</strong>, há muito cuidado a se tomar. Há bem mais do que 5 questões sérias envolvendo IA e conversas pessoais neste momento, mas estas são 5 das mais importantes entre as que estamos enfrentando neste momento.</p>
<p><strong>1] Não há ninguém supervisionando o que está sendo conversado ou afirmado, mesmo que pareça.</strong></p>
<p>A IA pode simular uma consciência e uma cronologia de conversa, mas não há ninguém ali. Em teoria, nós sabemos disso, é claro, mas depois de alguns minutos de conversa, vamos perdendo essa noção e tendo a impressão de que há uma &#8220;entidade&#8221; consolidade ali. Mas não há. Não há um nexo, não há uma coerência, não há uma centro nem uma consciência verdadeira funcionando. Ninguém está checando nem criando uma linha inteligente no contato que está sendo realizado entre você e a IA. Isso é muito bem simulado pela linguagem para dar essa impressão, mas não existe nada disso ali. E, como falei, mesmo sabendo disso, conforme os diálogos vão progredindo, nós vamos assumindo, sem perceber, que há.</p>
<p>Qualquer falsidade, alucinação, direção, orientação, resolução, afirmação ou negação que a IA faz é, no fundo, de sua inteira responsabilidade, mesmo que esteja sendo dito pela IA como se fosse uma pessoa. E ela de fato fala assim: &#8220;Me desculpe, <em><strong>eu</strong></em> realmente não chquei as informações direito. Agora você quer que <em><strong>eu</strong></em> alinhe tudo pra você?&#8221; Mas não há um outro &#8220;eu&#8221; nem nenhuma outra &#8220;consciência&#8221; na conversa, nem nenhum centro qualquer que seja responsável e interessado no seu bem-estar e na sua saúde. Há apenas você e uma máquina cheia de programação, informação e capacidade de simular uma conversa.</p>
<p>Muitos de nós já estamos falando coisas do tipo &#8220;eu conversei com o ChatGPT hoje e <em><strong>ele</strong></em> disse&#8230;&#8221;, ou &#8220;Eu botei no Gemini e <em><strong>ele</strong></em> acha que o melhor é&#8230;&#8221;. Nós estamos nos referindo a ele como se houvesse uma unidade e uma lógica, uma integridade. Tudo é simulado, até mesmo a integridade. Tudo é memorização e processos sendo cuspidos sob uma armadura que parece gente. E o problema aqui quando falamos de conversas pessoais, de temas de autoconhecimento íntimo, de questões sérias privadas que buscam resolução, é que esse algúem não está lá. Não tem ninguém lá.</p>
<p><strong>2] Não existe memória adequada e completa em nenhuma IA atual.</strong></p>
<p>Pode parecer que a IA tem toda a memória da sua conversa desde que vocês começaram a conversar, mas ela não tem. Às vezes nem no próprio chat ela mantém toda a memória daquele chat, daquela conversa. Quanto mais longa a conversa, mais chances há da memória ser desconsiderada. Nem você nem a própria IA tem total noção disso enquanto está acontecendo. Você percebe a gravidade disso?</p>
<p>Imagine que você conta uma situação importantíssima no começo de um chat, conversa por meia hora, e a IA não mais &#8220;sabe&#8221; da situação, porque seu capacidade de memória não consegue voltar até o inicio pra saber. Ela vai mantendo um mesmo número de &#8220;caracteres&#8221; em consideração, e conforme você vai estendendo a conversa, a extensão dela vai &#8220;apagando&#8221; a memória. Agora imagine que tipo de interação você está construindo com essa máquina que vai esquecendo tudo, enquanto você acha que ela tem todo o cenário &#8220;em mente&#8221;o tempo todo. Você pede uma análise de um quadro inteiro, mas ela nem sabe que nao tem o quadro inteiro.</p>
<p>As IAs tem limitações sérias de memórias de contexto, e, se você tem dúvidas, <a href="https://www.google.com/search?q=o+problema+da+mem%C3%B3ria+de+contexto+das+IAs"><strong>pesquise por &#8220;memória de contexto&#8221; associadas às IAs</strong></a> e você verá o tamanho do problema. Como falei, se você tiver contado em detalhes sobre seus traumas de infâncias, por exemplo, depois de um tempo X de conversa, a IA perde acesso a essa informação &#8211; mesmo ela estando lá, registrada no chat. Justamente por essa capacidade limitada de acessar tudo que foi conversado.</p>
<p>Nós nem sabemos qual parte da conversa está sendo desconsiderada, nós sempre achamos que tudo está sendo considerado, e isso pode ser desastroso. Pode não, provavelmente será. Nunca conversa pessoal, geralmente trazemos dados e situações vitais, mesmo que pareçam detalhes. Um simples conselho da IA que ignora uma informação essencial dessas pode levar tudo pro lado errado.</p>
<p><strong>3] Praticamente todas as IAs sofrem de desvios sérios de concordância e bajulação (puxa-saquismo).</strong></p>
<p>Em inglês os termos são &#8220;agreeableness&#8221; e &#8220;sycophancy&#8221;. <em>Concordância</em> e <em>bajulação</em>. Você já deve ter ouvido falar. Devido à estrutura e objetivos das IAs, elas não foram programadas para discordar ou analisar de forma neutra e rigorosa de nós, de nada que é dito. Essa programação já é conhecida como um dos mais problemáticos desvios da IA, pois criar concordância exagerada com as pessoas deixa delírios, opiniões sem base factual e outras conclusões perigosas passarem em branco, ou, pior, passam com validação e reconhecimento. Isso já foi melhorado nas versões mais recentes, mas ainda está bem presente, e talvez agora com um grau de perigo novo: se tornou sofisticado e não tão perceptível, mas na mesma direção.</p>
<p>As IAs fazem isso por vários motivos, talvez o principal sendo a maneira como elas são programadas e como medem os feedbacks: há, primeiramente, o viés de RLHF (Aprendizado por Reforço com Feedback Humano), que registra no sistema que as respostas positivas e concordantes são &#8220;melhores&#8221;; há também uma tendência clara de privilegiar &#8220;utilidade&#8221; e &#8220;inofensividade&#8221; sobre &#8220;honestidade&#8221;, embora os três devessem ter o mesmo peso, a dúvida sempre colocar as duas primeiras em prioridade; e por fim também porque exige muito mais cálculo para discordar de uma pessoa do que para concordar com ela &#8211; exige uma reunião de informações ampla, análises, consideração das intenções da pessoa, seu campo de significados, suas emoções de momento e mais uma infinidade de coisas. Enquanto apenas dizer um &#8220;aham, é isso mesmo&#8221; economiza muita energia e gasto de processamento. É como os próprios seres humanos fazem em circulos sociais, em que apenas concordam pra economizar energia. Mas se você está tentando travar uma conversa real e receber uma análise profunda e ampla sobre uma questão, ficar concordando não vai funcionar.</p>
<p>Mas é pior que isso: ao concordar excessivamente, rasgando elogios e reconhecendo tudo e todos, essas IAs turbinam narrativas enviesadas, paranóicas e totalmente desassociadas da realidade. Já temos diversos casos em que as dificuldades mentais de uma pessoa, dificuldades sociais, íntimas, pessoais, foram agravadas pela IA.</p>
<p>Dentro do cenário atual, com redes sociais fomentando conteúdo superficial, com polarização grave, com bolhas de fake news e radicalismo disfarçado de sensatez, esse tipo de viés de confirmação pode ser tornar facilmente um agravamento da situação.</p>
<p>Se tudo que uma pessoa diz está certo, mesmo que essa pessoa sejamos nós, há algo de muito errado na conversa. Dentro de um contexto íntimo pessoal, ou terapêutico, esse é um erro fatal.</p>
<p><strong>4] As IAs alucinam, e isso não é exagero.</strong></p>
<p>Elas mesmas admitem que inventam informações, histórias, dados, conclusões. E usam exatamente essa palavra: alucinação. E, se confrontadas corretamente, chegam a pedir desculpas (veja a imagem deste artigo, é real, de uma das minhas interações com a IA). Isso é tão mais frequente do que imaginamos, que existe uma IA, chamada Perplexity, que se gaba de ser <em>a que menos alucina</em> entre todas, pra você ver o estado (grave) desse problema.</p>
<p>Alucinar aqui, no sentido das IAs, é inventar informações, fazer emendas que não existem, dizer que sabe o que não sabe, criar teorias, números e nomes que jamais fizeram parte da realidade.</p>
<p>Aparentemente ninguém sabe como isso é criado dentro de uma IA, mas o fato é que é uma questão presente e, dentro do contexto de conversas íntimas pessoas, psicológicas ou terapêuticas, é um desastre.</p>
<p><strong>5) As IAS nunca lhe interrompem.</strong></p>
<p>Talvez, no futuro, alguma IA conseguirá participar de uma conversa em que interromperá o usuário (que é seu cliente). Ao menos no contexto mais pessoal elas devem tentar emular uma capacidade de de interrupção do diálogo. Mas hoje ainda estamos bem longe disso, pois as IAs são submissas (e devem ser) ao ser humano, e, tecnicamente, precisam esperar que enviemos o prompt para elas responderem. A interrupção, como se faz com técnicas supressivas em Gestalt Terapia e em outras abordagens psicoterapêuticas, ou mesmo num diálogo comum entre amigos, onde uma interrupção é normal e adequada, é um movimento natural e desejável &#8211; mesmo em conversa entre amigos. Sua ausência num contexto de diálogo profundo pessoal, psicológico e/ou terapêutico, pode estender monólogos, pressupostos e conclusões de forma grave, e gerar estados emocionais e mentais críticos. Junte isso à concordância e bajulação, e você tem um caminho para um quadro de desequilíbrio mental, em vez de equilíbrio.</p>
<p>Vislumbro possibildades muito positivas com a IA, mesmo no âmbito das conversas e terapias, e embora hoje já exista muita coisa bem surpreendente nesse campo, estamos ainda muito longe de um campo seguro e realmente inteligente, tamanha a quantidade de problemas graves que podem incider em qualquer chat aparentemente inofensivo. Há que se proceder com muita consciência e habilidade, construindo essa tecnologia sem o alvoroço e a pressa que está acontecendo em diversas outras áreas em que a IA está atuando.</p>
<p>|.|.|.|.|</p>
<p>Os 5 pontos acima são apenas alguns dos problemas mais sérios e graves que estamos experimentando na atual fase das IAS para terapia ou conversas pessoais ou chats íntimos individuais.</p>
<p><em>Use com bastante moderação, consciência, inteligência e descernimento. E jamais faça isso sozinho por muito tempo.</em></p>
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		<title>9 perguntas que você deveria fazer ao terapeuta antes de começar uma terapia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2020 00:19:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar da enorme quantidade e variedade de profissionais disponíveis hoje para atendimento psicoterapêutico nas principais cidades do Brasil e do mundo, encontrar um terapeuta que faça sentido e se conecte com nossas buscas e expectativas continua sendo uma tarefa delicada e criteriosa. E assim deve ser. Há importantes necessidades em jogo, como questões tão objetivas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2020/03/Canva-Person-Holding-Compass.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4036" src="https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2020/03/Canva-Person-Holding-Compass.jpg?resize=1000%2C563" alt="" width="1000" height="563" srcset="http://hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2020/03/Canva-Person-Holding-Compass.jpg 1000w, http://hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2020/03/Canva-Person-Holding-Compass-980x552.jpg 980w, http://hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2020/03/Canva-Person-Holding-Compass-480x270.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1000px, 100vw" /></a></p>
<p>Apesar da enorme quantidade e variedade de profissionais disponíveis hoje para atendimento psicoterapêutico nas principais cidades do Brasil e do mundo, encontrar um terapeuta que faça sentido e se conecte com nossas buscas e expectativas continua sendo uma tarefa delicada e criteriosa. E assim deve ser. Há importantes necessidades em jogo, como questões tão objetivas como a <strong>abordagem terapêutica</strong>, até fatores mais subjetivos como a <strong>conexão</strong> e a <strong>atitude</strong> do terapeuta — para não mencionar questões práticas como localidade, valor e disponibilidade de agenda. O site espanhol <strong>El País</strong> recentemente publicou uma matéria intitulada &#8220;<a href="https://brasil.elpais.com/buenavida/2020-02-27/nove-perguntas-que-voce-deveria-fazer-ao-psicologo-antes-de-comecar-uma-terapia.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Nove perguntas que você deveria fazer ao psicólogo antes de começar uma terapia</a>&#8220;, da jornalista Manuela Sanoja, que embora não seja um guia definitivo para essa busca, é de interessante ajuda na tarefa de encontrar um terapeuta ou de como saber se um terapeuta já encontrado é adequado para o que você busca,</p>
<p>Por isso trago aqui as nove perguntas e as deixo com minhas respostas para que você possa saber como é o trabalho de terapia que é feito aqui.</p>
<p><strong>Qual é sua especialidade?</strong><br />
Minha especialidade é a Psicologia Transpessoal, e dentro dela a Gestalt Terapia em conjunto com a Meditação. Por formação, tenho Pós-Graduação em Psicologia Transpessoal e Formação Profissional em Gestalt Terapia. Também tenho a Formação em Terapia Ayurvédica, com um estágio avançado na Índia, mas não trato como especialidade nos meus atendimentos atuais — embora, como a Meditação, o Trabalho sobre Sonhos, a Psicologia dos Eneatipos, a ArteTerapia, o Psicodrama e outras ferramentas, também faça parte corrente dos atendimentos.</p>
<p><strong>Que tipo de terapia faremos?</strong><br />
Partimos sempre da Gestalt Terapia, que é baseada no desenvolvimento da capacidade de viver o presente. Assim  como a busca da autenticidade, da maturidade e do auto-apoio. A Gestalt tem vários pressupostos importantes que são ao mesmo tempo fundamento e proposta de trabalho, como a auto-organização organísmica (a capacidade de um organismo de curar e se auto-organizar), a psicologia sistêmica, a teoria dos campos, a fenomenologia, o &#8220;dar-se conta&#8221; e a auto-responsabilidade. Diferentemente de outras abordagens que possuem técnicas bastante pré-definidas, a Gestalt possui poucas instruções pré-determinadas e abre grandes possibilidades para o contato presente, a criatividade e o que se apresenta em cada sessão. Isso corrobora os próprios fundamentos, como falei, como a fenomenologia, a teoria dos campos, a auto-organização organísmica e o contato integral com o aqui e agora. Além disso, a Gestalt é essencialmente uma abordagem que convida o paciente a participar ativamente do seu processo de insight e resolução, e onde o terapeuta não ocupa um lugar de conhecedor e diagnosticador distante, mas de participante da busca por soluções e cura. Isso faz da Gestalt uma abordagem praticamente sem roteiro, embora, por outro lado, seja um processo extremamente vivo, objetivo, profundo e completo. Sendo uma abordagem da própria Psicologia Transpessoal, a Gestalt também se abre às possibilidades transpessoais de uso de diversas técnicas, como a psicologia analítica de Carl Jung, e também a Meditação, que contribui imensamente para a tomada de consciência, além de desenvolver o processo de resgate do contato de cada pessoa com sua existência plena no momento presente. É vital conhecer um pouco da abordagem de cada terapeuta, e encorajo não só as pessoas a perguntarem, mas também a pesquisarem, selecionado bem as fontes (mesmo que seja através do Google), e sentindo se aquela abordagem lhe comunica caminhos para sua vida ou não.</p>
<p><strong>Como sei se dará certo?</strong><br />
Muito difícil saber de antemão. É muito importante que o próprio profissional possa identificar isso nos primeiros contatos, ou no primeiro, preferencialmente. E possa reorientar a pessoa caso não seja um caso apropriado para seu perfil ou especialidade. Mas o próprio paciente pode também fazer sua parte, sentindo a química (que a própria matéria do El País classifica como &#8220;fundamental&#8221;), processando as informações a respeito da abordagem e também usando seu discernimento a respeito do que vê e sente a respeito do profissional.</p>
<p><strong>Quanto vai custar?</strong><br />
Essa informação será disponibilizada apenas para quem tiver real interesse em fazer terapia.</p>
<p><strong>Quanto tempo durará o tratamento?</strong><br />
Como a própria matéria diz, &#8220;responder esta pergunta é difícil até para o profissional mais preparado&#8221;, pois &#8220;há muitas variáveis&#8221;. É importante saber que nenhum processo terapêutico acontece em um mês, embora, para tratamento de sintomas mais graves, seja desejável algum resultado positivo o mais rápido possível. Mas, em geral, os processos requerem desde alguns meses até um ou mais anos. Algumas abordagens, como a Psicanálise, são conhecidas por acolherem processos terapêuticos que podem levar anos, até décadas (na verdade, Freud chegou a classificar o processo psicanalítico como &#8220;interminável&#8221;), enquanto outros, como a Cognitivo-Comportamental, buscam ser mais breves e trabalhar em cima de objetivos pontuais. A Gestalt é, por natureza, uma terapia com potencial de curto a médio a prazo, e pela experiência que tenho até hoje, vejo que um processo relevante varia em torno de 6 meses a 2 anos. Claro que as pessoas que ultrapassam esse período se beneficiam cada vez mais, mas hoje isso está mais dependente de disponibilidade de tempo, disponibilidade financeira e desejo de se aprofundar.</p>
<p><strong>E se eu precisar de medicação?</strong><br />
Pela minha própria formação e perfil, não receito remédios, a não ser naturais, fitoterápicos ou ayurvédicos. A maioria das pessoas que recebo que tem alguma relação com medicação é justamente para o processo contrário: para retirar a medicação existente. A abordagem gestaltista e transpessoal é a que considero mais eficaz e sólida para acompanhar e preparar o processo de retirada de medicação, pois trata as questões de maneira profunda e plenamente consciente, permitindo à pessoa compreender sua situação e desenvolver os passos de recuperação necessários, além da segurança e confiança para poder sair da medicação. É fundamental salientar, no entanto, que a retirada da medicação em si é feita somente pelo próprio médico que a receitou e administrou, e jamais por mim ou qualquer outro profissional. Caso a medicação esteja sendo tomada por conta própria, será recomendada expressamente a consulta a um médico psiquiatra para a correta avaliação e acompanhamento de cada caso. A situação da medicação tem sido muito delicada e necessita de amplo cuidado. Possuo colegas que são médicos psiquiatras respeitados que podem fornecer apoio caso seja necessário, e sempre trabalho com os médicos já consultados pelos pacientes que trabalham comigo.</p>
<p><strong>Como saberei se o tratamento está funcionando?</strong><br />
Na imensa maioria dos casos, nós sentimos isso muito claramente. Em minha abordagem, isso é sempre muito percebido e tratado abertamente. A única variável que pode distorcer essa percepção é algum mecanismo de negação do próprio ego, que também, pelo menos nesta abordagem, trata diretamente, se apoiando na confiança básica de cada pessoa conhecer e decidir sobre seu processo e rumo.</p>
<p><strong>O que devo fazer se não notar uma melhora?</strong><br />
Conversar com seu terapeuta e analisar sua própria atitude e participação nas sessões. Em primeiro lugar, é possível que o processo esteja estagnado ou não esteja funcionando. Se houver uma concordância entre você e o terapeuta, a reavaliação ou reencaminhamento será a melhor solução. Há vários casos, no entanto, em que a estagnação ou a &#8220;demora&#8221; fazem parte do processo (o próprio conceito de demora pode ser parte do problema). Em ambos os casos, a conversa aberta e a busca de soluções convergentes é a melhor solução.</p>
<p><strong>E se recair ao terminar a terapia?</strong><br />
Na minha experiência, acontece raramente. E as recaídas graves só acontecem quando o paciente sai por vontade própria antes de um acordo de que está findo o processo. O que obviamente aponta para a evitação da solução mais definitiva (por isso a saída). As recaídas que acontecem após o processo ter findado são quase sempre de menor grau, e em 100% das situações o paciente tem a consciência e as ferramentas suficientes para trabalhar sobre elas. Segundo algumas abordagens, como da Psicanálise de Lacan, as recaídas são naturais pois o que é desejável é uma nova relação do paciente com seus sintomas (nunca o fim definitivo deles), e de certa forma há uma concordância com esta abordagem, pois assim como é impossível de garantir que não haja recaídas, pois todos somos humanos, também é inevitável que o paciente estará em outro patamar de consciência e atitude perante sua manifestação. Caberia assim a cada abordagem desenvolver sua forma de desenvolver a consciência sobre os sintomas e os problemas, assim como sobre as ferramentas e atitudes em sua experiência.</p>
<p>Uma última adição, tão importante quanto as respostas acima, é sugestão de incluir sua intuição nessa busca. Nosso inconsciente, ou super-consciente, se comunica conosco pela intuição a todo momento, nos informando e orientando sobre a realidade que nosso consciente não vê. Para abrir-se a ele, é necessário primeiramente relaxar a mente e abandonar momentaneamente preconceitos, critérios e quaisquer outras limitações que podem afetar a bússola da intuição, que não conhece limites. Às vezes um abordagem terapêutica que desconheço me chama alto. Outras vezes acabo gostando mais de uma terapeuta mulher, mesmo que eu comece mais determinado a fazer com um terapeuta homem. Em alguns casos, buscamos um psiquiatra, pois imaginamos que com remédios será melhor, mas acabamos gostando mais de uma terapia alternativa. Enfim, você captou a idéia. É simplesmente se abrir para além do conhecido, e continuar usando seu discernimento, mas agora incluindo sua intuição, suas sensações subjetivas, e o mistério. Geralmente esses encontros não são aleatórios, como se costuma crer.</p>
<p>Em termos básicos, essas são respostas de minha parte e de minha abordagem. Se houver dúvida, por favor, pode comentar que respondo, e isso inclusive pode servir a outros que lerem e tiverem a mesma dúvida. Ou, alternativamente, estou à disposição pelo contato deste site ou telefone. Fique à vontade para escrever ou telefonar.</p>
<p>//////////</p>
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		<title>Terapia em crise de transformação: Irvin D. Yalom e os novos pacientes e terapeutas</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/terapie-em-crise-de-transformacao-irvin-d-yalom-e-os-novos-pacientes-e-terapeutas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Jul 2017 16:54:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[A terapia está em transformação, numa crise de mudança e renovação. Um dos terapeutas contemporâneos mais conhecidos do mundo, o autor Irvin D. Yalom, de &#8220;Quando Nietzsche Chorou&#8221; e &#8220;A Cura de Schopenhauer&#8221;, escreveu um texto que mostra sua preocupação sobre essa transformação — que, segundo ele, está promovendo superficialidade e pressa à psicoterapia, duas características incompatíveis com a natureza desse importante [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A terapia está em <strong>transformação</strong>, numa crise de <strong>mudança e renovação.</strong> Um dos terapeutas contemporâneos mais conhecidos do mundo, o autor <strong>Irvin D. Yalom</strong>, de &#8220;Quando Nietzsche Chorou&#8221; e &#8220;A Cura de Schopenhauer&#8221;, escreveu um texto que mostra sua preocupação sobre essa transformação — que, segundo ele, está promovendo <strong>superficialidade</strong> e <strong>pressa</strong> à psicoterapia, duas características incompatíveis com a natureza desse importante trabalho sobre si mesmo. Se por um lado há um aumento significativo da busca por terapia nos últimos anos, o que indica a expansão e valorização dos processos de aprofundamento para todos as pessoas, por outro ela está sendo pressionada pelos <em>movimentos do mercado</em> (<strong>planos de saúde</strong>, por exemplo) e pela <strong>ansiedade</strong> por tratamentos rápidos e baratos. Assim, proliferam as consultas de 15 ou 30 minutos, os métodos &#8220;mágicos&#8221; de fim-de-semana e os remédios químicos sintéticos, todos em busca do prazo curto e da solução que não atrapalhe a agenda dos nossos tempos.</p>
<p>Isso é facilmente constatado pelas perguntas que muitos pacientes trazem aos primeiros contatos com a terapia: &#8220;<strong>quanto tempo dura</strong>?&#8221;, &#8220;<strong>quanto custa</strong>?&#8221;, &#8220;<strong>aceita plano de saúde</strong>?&#8221;, &#8220;<strong>quando estarei melhor?</strong>&#8221; e &#8220;<strong>podemos fazer quinzenal</strong>?&#8221;. Perguntas sensatas, obviamente, e nem todos buscam processos rápidos ou baratos. Mas o que está implícito é a angústia de ver-se curado e a incapacidade de entender que o processo não é um fármaco, que não atua em 15 dias, e tampouco é um projeto corporativo com data de início e fim.</p>
<p><strong>JUNG</strong> falava que &#8220;o tempo é um fator insubstituível no processo de cura&#8221; (<em>A Prática da Psicoterapia</em>, pg 36). Parece que nosso modo de viver acelerado não é apenas um gerador de desequilíbrios e neuroses, mas de ansiedade e impaciência em relação aos próprios processos terapêuticos. A capacidade e empenho de estar em terapia já seria, assim, feliz ou infelizmente, uma parte da cura. Não estou tentando aqui advogar pelo processo longo, e sim pelo processo como ele é, seja curto, médio ou longo.</p>
<p>O que <strong>JUNG</strong> diz sobre o tempo do processo: &#8220;<strong>O procedimento é necessariamente muito trabalhoso e demorado</strong>. É certo que se fazem muitas tentativas no sentido de abreviar ao máximo a duração do tratamento, mas não se pode afirmar que os resultados tenham sido animadores. Porque quase sempre as neuroses são produtos de uma evolução defeituosa, que demorou anos e anos para se formar, e não existe processo curto e intensivo que a corrija”.</p>
<p>Veja o texto de Irvin D Yalom:</p>
<blockquote><p>&#8220;Oferecer orientação e inspiração para a nova geração de psicoterapeutas é extremamente problemático hoje, porque nosso campo (de psicoterapia) está em crise. Um sistema de saúde orientado à economia exige uma mudança radical no tratamento psicológico, e a psicoterapia é agora obrigada a ser racionalizada — isto é, sobretudo, a ser barata e, forçosamente, breve, superficial e insubstancial.</p>
<p>(&#8230;) Psiquiatras jovens são forçados a se especializarem em psicofarmacologia porque os terceiros pagadores agora reembolsam a psicoterapia somente se for entregue por praticantes baratos (em outras palavras, treinados minimamente). (&#8230;) O que dizer dos treinamentos de Psicologia Clínica &#8211; a escolha óbvia para preencher esse espaço? Infelizmente, os psicólogos clínicos estão enfrentando as mesmas pressões de mercado, e a maioria das escolas de doutorado estão respondendo por ensinar uma terapia que é orientada-ao-sintoma, breve, e, assim, reembolsável.</p>
<p>Por isso me preocupo sobre a psicoterapia — sobre como ela pode ser deformada pelas pressões econômicas e empobrecida por treinamentos radicalmente breves. Mesmo assim, estou confiante que, no futuro, uma nova classe de terapeutas vinda de uma variedade de disciplinas educacionais (psicologia, aconselhamento, serviço social, aconselhamento pastoral, filosofia clínica) continuará a perseguir treinamentos de pós-graduação rigorosos e, mesmo na crise dos serviços de planos de saúde, encontrará pacientes desejando um crescimento extensivo e mudança ao se comprometer com uma terapia aberta.&#8221;</p></blockquote>
<p>Isso foi escrito em <strong>2002</strong>. Essa previsão está em consolidação neste momento, e parece haver uma boa e uma má notícia. A má é que a Psiquiatria não está dando conta de tantos pacientes entrando em tratamento e usando fármacos, pois há uma explosão de diagnósticos de ansiedade, depressão, transtornos, distúrbios e outras condições. A boa notícia é que o aumento da busca por terapia não necessariamente encurtou tanto os tratamentos nem barateou exageradamente os serviços, pois há pessoas suficientemente interessadas e que compreendem a característica dinâmica e imprevisível do processo — se por um lado ninguém quer ficar mais 10 anos em terapia, como acontecia nos Anos 80, também há um entendimento que 3 meses de terapia não são suficientes para nenhum movimento de substância e profundidade.</p>
<p>Mas o alerta de Yalom continua valendo, e é necessário que tanto terapeutas quanto pacientes continuam buscando o caminho do meio, se adaptando à realidade sem distorcer ou mutilar processos tão importantes quanto o trabalho interior que acontece em terapia.</p>
<p>//////////</p>
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		<title>Com quem você mais gostaria de jantar? &#8211; o vídeo</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/com-quem-voces-mais-gostaria-de-jantar-o-video/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Mar 2016 00:46:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre as várias visões que esse vídeo traz, uma que servem ao trabalho sobre si mesmo é a reflexão sobre <strong>o que acontece com o adulto que parece perder a capacidade de reconhecer valores e relacionamentos fundamentais da (própria) vida</strong>. Ao responderem a uma simples pergunta, ignoram espontaneamente uma das respostas mais fundamentais &#8211; de fato, a resposta fundamental para alguns deles, como eles mesmo vem a reconhecer depois. Ao longo do tempo, algo parece se perder no trajeto do crescimento até a idade adulta. E não importa muito se as respostas são em tom de brincadeira ou se mostram algo mais sério, como motivações pessoais misturadas a introjeções da cultura e da sociedade: elas se mostram afastadas de algo mais fundamental. Os próprios adultos reconhecem isso, de imediato, ao ouvirem as respostas das crianças.</p>
<p>Perguntados &#8220;<strong>com quem mais gostariam de jantar?</strong>&#8220;, alguns adultos pais de família dão respostas variadas. Depois vem as crianças, suas filhas, e respondem à mesma pergunta.</p>
<p>Legendas em português estão disponíveis nas configurações do vídeo (<em>auto-translate</em>), na parte inferior :</p>
<p><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="1080" height="608" src="https://www.youtube.com/embed/2wfbY3i4FY0?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=en-US&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></p>
<p>//////////</p>
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		<title>Folha de S.Paulo: &#8220;Com ioga e meditação na escola, alunos tiram até notas mais altas&#8221;</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/ioga-meditacao-escola-alunos-folha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Dec 2014 22:44:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Meditação]]></category>
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					<description><![CDATA[A escola do Centro de Apoio O Visconde, em São Paulo, é mais uma escola brasileira que adota a meditação como instrumento do desenvolvimento pessoal e educativo, melhorando a vida e os estudos de seus alunos e ganhando destaque no jornal Folha de S.Paulo, na edição da &#8220;Folhinha&#8221; de 29/11/2014. A matéria cita a orientadora do Centro localizado [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2014/12/460915-970x600-1.jpeg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-509" style="padding-right=15; padding-bottom: 10;" src="https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2014/12/460915-970x600-1-300x185.jpeg?resize=300%2C185" alt="460915-970x600-1" width="300" height="185" srcset="https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2014/12/460915-970x600-1.jpeg?resize=300%2C185&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/hridayaterapia.com/notas/wp-content/uploads/2014/12/460915-970x600-1.jpeg?w=970&amp;ssl=1 970w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>A escola do Centro de Apoio O Visconde, em São Paulo, é mais uma escola brasileira que adota a <strong>meditação</strong> como instrumento do desenvolvimento pessoal e educativo, melhorando a vida e os estudos de seus alunos e ganhando destaque no jornal <strong>Folha de S.Paulo</strong>, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2014/11/1554778-com-ioga-e-meditacao-na-escola-alunos-tiram-ate-notas-mais-altas.shtml" target="_blank">na edição da &#8220;Folhinha&#8221; de 29/11/2014</a>.</p>
<p>A matéria cita a orientadora do Centro localizado no Real Parque, na zona oeste de São Paulo-SP, Glenir Monte, de 31 anos, que diz que a mudança de comportamento é visível. &#8220;<strong>Antes eles tinham muito problema de relacionamento, hoje convivem melhor</strong>&#8220;.</p>
<p>A meditação sem fundo religioso e como instrumento de auto-conhecimento e apaziguamento de corpo e mente tem efeitos em praticamente todas as dimensões humanas — física, emocional, mental, espiritual, profissional, social — e em todas as idades. A meditação em sala de aula não ajuda apenas as crianças a serem melhores alunas, mas a serem melhores pessoas, consigo mesmas e com os outros. E como efeito colateral, podem acabar levando para casa uma paz e uma felicidade que muitos lares hoje tem carência, seja pelo trabalho dos pais ou pelo excesso de distrações de entretenimento e tecnologia que toma conta de muitos lares. A meditação coloca a criança em contato com uma paz interior e uma presença de vida que equilibra e cura a sensação de constante escassez que a cultura ocidental desenvolve, através de sua agressiva propaganda consumista e disputa, mantendo assim o espírito de alegria espontânea e crescimento natural das crianças. Isso, sem dúvida, ajuda a construir um mundo melhor, mais cooperativo, saudável e pacífico.</p>
<p>&nbsp;</p>
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