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	<title>Consultório | Terapia Individual &amp; Meditação com Luiz Fernando Pereira (Hridaya Terapia)</title>
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	<description>ONLINE &#38; Presencial, em SP.</description>
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		<title>&#8220;Não sinto sentido na minha vida&#8221;</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/nao-sinto-sentido-na-minha-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 00:53:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Meditação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[A crise de falta de sentido não tem uma explicação única, e não é uma ciência exata, mas há vários aspectos já muito conhecidos sobre esse processo de perda de sentido e gostaria de tratar aqui nesse artigo de uma das que considero principais, talvez a mais predominante em nossa sociedade. Podemos talvez defini-la como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A crise de falta de sentido não tem uma explicação única, e não é uma ciência exata, mas há vários aspectos já muito conhecidos sobre esse processo de perda de sentido e gostaria de tratar aqui nesse artigo de uma das que considero principais, talvez a mais predominante em nossa sociedade. Podemos talvez defini-la como o <strong>excessivo condicionamento de um indivíduo pelo mundo</strong>, <strong>pela sociedade</strong>, como disse o psiquiatra e autor chileno <strong>Claudio Naranjo</strong> (1932-2019). Para ele, quanto mais uma pessoa tenta se adequar e seguir moldes dados à ela pelo exterior &#8211; família, amigos, parentes, escola, cultura em geral — pior vai ficando sua situação para si mesmo. Seus próprios significados, seus próprios sentidos, sempre muito particulares de cada um, vão sofrendo erosão até um ponto de insustentabilidade.</p>
<p>Nesse contexto conseguimos entender perfeitamente o famoso aforismo do psiquiatra suíço Carl G. Jung, quando ele disse &#8220;<strong>só o que somos tem o poder de nos curar</strong>&#8220;. O que é esse &#8220;o que somos&#8221; aí? É esse espírito interno do nosso próprio sistema verdadeiro: aquilo que gostamos, que queremos, que sentimos, que pensamos, que desfrutamos, que vivemos como genuinamente nosso.</p>
<p>Para percorrer o caminho e chegar a um relevante descondicionamento, e ao seu sentido, o Ocidente tem desenvolvido a <strong>Psicologia</strong> e a <strong>Psicoterapia</strong>, que são trabalhos ativos de expressão, descoberta, auto-análise, conscientização, transformação, cura. Junto disso, é importante considerar a forma mais contemplativa e profunda que é a <strong>Meditação</strong> &#8211; um processo mais silencioso de conhecimento da própria mente, dos próprios processos (incluindo os condicionamentos que tiram o ser de si mesmo e do seu sentido de viver) e de realizar isso por conta própria, através da presença com a própria mente.</p>
<p>Sem esses dois recursos, mesmo que a causa principal da falta de sentido não seja esse condicionamento social e cultural, dificilmente a verdadeira conexão com o sentido será resgatada.</p>
<p>/////</p>
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		<title>Meditação ajuda, atrapalha ou é neutra na terapia?</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/meditacao-ajuda-atrapalha-ou-e-neutra-na-terapia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 13:25:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Consultório]]></category>
		<category><![CDATA[Carl Jung]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[A meditação é provavelmente a melhor prática a ser feita para quem está buscando conhecer mais de si mesmo e da vida. E como isso está implícito no processo terapêutico, a resposta curta é naturalmente SIM, a meditação ajuda na terapia. Quando corretamente feita, ela jamais é neutra. E há apenas algumas poucas situações em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A meditação é provavelmente a melhor prática a ser feita para quem está buscando conhecer mais de si mesmo e da vida. E como isso está implícito no processo terapêutico, a resposta curta é naturalmente <strong>SIM</strong>, a meditação <strong>ajuda</strong> na terapia. Quando corretamente feita, ela jamais é neutra. E há apenas algumas poucas situações em que ela pode atrapalhar &#8211; trato disso brevemente neste artigo.</p>
<p>Para a cultura ocidental, <strong>meditação e psicoterapia talvez sejam as duas coisas mais importantes a serem adotadas e realizadas com dedicação verdadeira e tempo</strong>. Juntas, conseguem libertar uma pessoa de seus fardos e bloqueios mais pesados, conseguem abrir caminhos para a realização verdadeira de outras coisas muito importantes na vida &#8211; como trabalho, saúde, presença e relacionamentos felizes &#8211; e fornecem recursos suficientes para um indivíduo se conhecer e conseguir caminhar pela vida com lucidez e autonomia. E acho que a essa altura, mais de 120 anos depois do surgimento de Freud e todo o movimento que resultou no que conhecemos hoje como Psicologia Ocidental, está claro que sem uma <strong>ampliação da consciência</strong> e sem <strong>autoconhecimento</strong> o ser humano não vai muito longe, não passa de um animal questionavelmente evoluído &#8211; e, como disse certa vez Jung, é &#8220;o maior perigo para si mesmo&#8221;.</p>
<p>Há muitas razões para entendermos essa combinação (meditação + terapia) desta forma, desde algo bem simples e imediato, que é a observação da própria mente no dia-a-dia, até o grande potencial espiritual que há na união dos métodos de autoconhecimento ocidentais e orientais, e a adoção de fenômenos fundamentais como <em>satori</em> e <em>iluminação</em>.</p>
<p>Dentro desses muito aspectos (há mais artigos aqui sobre isso), gostaria de falar aqui de um mais práticos e basais: <strong>a observação de si</strong> e <strong>a familiaridade com a própria mente</strong>. Quando estamos em terapia, estamos buscando conhecer <em>como viemos a entrar em crise</em> ou <em>como viemos a experimentar sintomas ruins</em> <em>e a sofrer</em> ou <em>como não conseguimos viver bem</em> e diversos outros &#8220;comos&#8221;, e todos esses processos têm ligação direta com nossa mente e com como a conhecemos ou não de nós. Quanto mais ignorantes somos sobre os processos de nossa mente, menos chances de compreendermos nossa realidade temos. E consequentemente, menos soluções, respostas e amadurecimentos somos capaz de encontrar na vida.</p>
<p>Peguemos o aspecto simples de uma irritação ou acusação crônica cotidiana que uma pessoa faz contra seu cônjuge. Conforme a terapia progride, ela começa a perceber que está sob efeito de uma projeção, que é um mecanismo de defesa que faz com que suas frustrações pessoais sejam vistas em outras pessoas. Assim, com a terapia, ela tem a oportunidade de descobrir, olhar e trabalhar essas frustrações, e assim desiste de acusar e se irritar com o cônjuge e com os outros. Uma pessoa que não passa por esse processo, continua <em>ad infinitum</em> a repetir a atitude da projeção e da acusação, causando danos para si e para os outros, para a sociedade. É famoso o aforismo atribuido a Carl Jung em que ele diz que &#8220;<strong>o melhor trabalho político, social e espiritual que podemos fazer é parar de projetar nossas sombras nos outros</strong>&#8220;.</p>
<p>A terapia vai fazer um trabalho, e a meditação fará outro, mais íntimo, profundo e ainda mais libertador do que a terapia. Mas, sem a ajuda da terapia, dentro da cultura ocidental, dificilmente conseguirá ir fundo.</p>
<p>E quando uma pessoa em terapia começa a meditar, ou resgata sua prática, a saúde da mente se beneficia muito. Capacidades como <strong>lucidez, inteligência, honestidade, calma</strong> e <strong>memória</strong> são muito privilegiadas, desenvolvidas e ampliadas pela prática da meditação. Assim como o contrário também é verdadeiro: quanto menos cuidados de saúde temos conosco e com nossas mentes durante o processo de terapia, mais isso tudo é prejudicado, mais a mente tem dificuldade de tratar de certos temas, mais impaciente e desequilibrada ela fica, mais o processo todo se estende e demora, mais frustração pode causar.</p>
<p>Como uma forma mais individual e solitária de cuidar da própria mente e de se descobrir, a meditação investe no mesmo movimento de interiorização, auto-observação, auto-descoberta e insight, mas como um outro método, mais particular e autônomo.</p>
<p>Por que não fazer apenas um deles então? A resposta a essa pergunta necessita de muito contexto, desenvolvimento de detalhes e compreensão do contexto ocidental, mas basicamente a cultura ocidental tem uma realidade que perturba a mente humana de maneiras específicas e diferentes da cultura oriental, onde a prática da meditação foi originalmente criada. Nós temos males profundos associados ao individualismo, ao imediatismo, ao consumismo, à violência e à ausência de cooperação e profundidade. Isso ainda não foi amplamente estudado nem sistematizado, mas é uma percepção clara que nutro há bastante tempo sobre as diferentes realidades que temos.</p>
<p>Por causa dessas diferenças, aqui, nos países ocidentais, a já popular prática da meditação não recebe a regularidade, a força e a profundidade que necessita, como veio recebendo historicamente na cultura oriental. Talvez um dia receba, talvez estejamos em processo de amadurecimento, mas, nos tempos atuais, para que consigamos chegar a um campo mais crítico da mente, onde estão as neuroses, psicoses, hábitos, projeções, pontos-cegos, traumas e inúmeras outras situações em que a mente se encontra comprometida, faz-se necessária a terapia. Basicamente a terapia age nos processos de liberação da mente e também se beneficia da observação de uma outra pessoa, preparada e presente, que colabora na cura.</p>
<p>/////</p>
<p>As únicas situações em que a meditação atrapalha a terapia são nos casos de psicoses, surtos e outros desequilíbrios mais graves, onde a meditação pode, sem querer, acabar desequilibrando mais a mente. Quando determinadas pessoas em determinadas circunstâncias precisam de acolhimento, apaziguamento de uma outra pessoa, quando precisam de contenção, aterramento e um retorno ao básico, o espaço e abertura da meditação podem ser contraindicados. Claro que tudo é caso-a-caso, mas, de maneira geral, a prática individual fora dos grupos espirituais e sem mestre são desaconselhadas. Nestes casos, a terapia deve permanecer sendo realizada &#8220;sozinha&#8221; por um tempo até certas condições serem reestabelecidas e/ou desenvolvidas.</p>
<p>/////</p>
<p>Obs.: Este artiga não trata da meditação DENTRO DA terapia, no sentido de ser parte das sessões de terapia. Este é um outro tema que já foi tratado em outros artigos e possivelmente será tratado em artigos futuros.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Psicologia Budista e Gestalt Terapia: o que as meditações de Fritz Perls num mosteiro zen trouxeram pra terapia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 21:24:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Em meados dos anos sessenta, Fritz Perls, criador da Gestalt Terapia, já instalado em Esalen (EUA) e então um dos nomes mais influentes da psicoterapia americana, viajou ao Japão e permaneceu por algum tempo num mosteiro Zen. Não era um gesto dissociado de sua trajetória: Perls havia lido Shunryu Suzuki, convivido em Esalen com Alan [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Em meados dos anos sessenta, <strong>Fritz Perls</strong>, criador da Gestalt Terapia, já instalado em Esalen (EUA) e então um dos nomes mais influentes da psicoterapia americana, viajou ao Japão e permaneceu por algum tempo num <strong>mosteiro Zen</strong>. Não era um gesto dissociado de sua trajetória: Perls havia lido <strong>Shunryu Suzuki</strong>, convivido em Esalen com <strong>Alan Watts</strong>, e vinha há anos tentando formular clinicamente algo que percebia faltar tanto na psicanálise quanto nas psicologias comportamentais de sua época.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">No mosteiro, ele sentou em meditação. Um ato tão simples mas poderoso, realizado no berço do Zen, transformou a experiência e a visão de Perls sobre a terapia.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Persl sentou em zazen e, ao retornar, passou a incorporar em sua obra dois termos tomados diretamente do vocabulário zen: <strong><em>satori</em></strong> — o despertar súbito — e <strong><em>mini-satori</em></strong>, sua formulação para esses clareamentos pontuais da consciência que podem ocorrer no curso de uma sessão de terapia, quando o paciente, atravessando um impasse, subitamente <em>vê</em>. A noção de <em>awareness</em>, hoje pedra angular da Gestalt e termo corrente em todo o vocabulário terapêutico contemporâneo, não pode ser compreendida fora dessa filiação. Ela chega à clínica ocidental pela porta do zendô.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">O destino posterior da palavra é outra história. <em>Awareness</em> tornou-se moeda comum — em manuais clínicos, em literatura de divulgação, em aplicativos de mindfulness de oito semanas, em formações rápidas de coaching. Em larga medida, foi traduzida como uma operação mental discreta: notar o que se sente, reconhecer o que se pensa, nomear o que se passa. Uma versão funcional e administrável, compatível com o tempo curto do consultório e com a cultura da performance. O que se perde nessa tradução é precisamente o que Perls havia ido buscar em Kyoto. <em>Awareness</em>, na raiz da Psicologia Budista da qual foi extraída, não é uma operação mental nem um ato de atenção deliberada. É um modo de presença no qual o observador e o observado deixam de figurar como instâncias separadas — um estado, e não uma técnica.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Essa ordem de fenômeno psíquico, com todas as suas gradações e consequências clínicas, encontra descrição sistemática, método e linhagem apenas na psicologia oriental: no Abhidharma budista, nos tratados do Yoga, nos mapas contemplativos do Vedanta e do Vajrayana. A psicologia ocidental, quando a toca, o faz de fora — com o vocabulário emprestado e, frequentemente, sem a experiência imersiva longa e sistemática que sustenta a realização e o vocabulário.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Convém ser um pouco mais preciso sobre o que Perls efetivamente importou. Dois conceitos centrais de sua obra tardia — o <em>impasse</em> e o <em>vazio fértil</em> — são impensáveis fora da referência Zen.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">O impasse, em sua definição, é aquele ponto em que o suporte ambiental já não chega e o suporte interno ainda não se constituiu; a pessoa se vê desamparada, confusa, à beira de uma dissolução que ela teme como morte. O que Perls propõe, e que é absolutamente contraintuitivo para a psicologia que lhe era contemporânea, é que não se saia do impasse — <strong>atravessa-se</strong>. E atravessá-lo exige que o terapeuta saiba, <strong>por experiência própria</strong>, o que é permanecer em um estado de confusão sem buscar resolução prematura.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">O <em>vazio fértil</em> é o nome que ele dá ao território que se abre quando esse atravessamento ocorre. É um correlato clínico quase literal do que as tradições contemplativas chamam, com vocabulários distintos, de <em>śūnyatā</em>, de vazio luminoso, de fundo vazio da consciência. Dentro de um contexto mais limitado do tratamento terapêutico, mas com a mesma natureza. Perls não tinha formação em filosofia budista suficiente para desenvolver essas correspondências, mas reconhecia a proximidade e a nomeava. O que estava em jogo, para ele, era um tipo de cura que passa por uma dissolução controlada de uma identidade funcional neurótica — algo que a prática zen também busca liberar há séculos, usando seus próprios termos.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">A dificuldade, do ponto de vista da clínica contemporânea, não está no que Perls formulou, mas no que foi feito com sua formulação. A Gestalt, como ocorreu com a Psicanálise antes dela e com o Mindfulness depois, foi gradualmente decantada em protocolos e técnicas transmissíveis em cursos de formação. O terapeuta que conclui essa formação sai com um vocabulário e com um repertório de intervenções. Pode conduzir uma sessão com competência formal. O que ele quase nunca tem, no entanto, é a base experiencial da qual o vocabulário foi extraído — a familiaridade prolongada com os estados internos que <em>awareness</em>, impasse e vazio fértil nomeiam. Sem essa base, a intervenção torna-se procedimento: pede-se ao paciente que &#8220;esteja presente&#8221;, que &#8220;sinta no corpo&#8221;, que &#8220;permaneça com o que emerge&#8221;, mas o próprio terapeuta, nos bastidores de sua prática interior, nunca habitou esses territórios por tempo suficiente para reconhecê-los quando aparecem. É isso que <strong>Perls</strong> sublinhava, é isso que <strong>Claudio Naranjo</strong> treinava nos seus terapeutas, antes e mais fortemente do que qualquer outra coisa. Há uma diferença tangível entre ser conduzido por alguém que decorou o mapa e ser acompanhado por alguém que caminhou o terreno.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Isso não é uma objeção moralista à formação clínica ocidental, que é séria, valiosa e indispensável. É apenas o reconhecimento de que certos fenômenos da mente não se transmitem por descrição. A tradição budista, que desenvolveu ao longo de dois milênios os mapas mais refinados dos estados meditativos, é também a tradição que afirma, sem rodeios, que nada disso se conhece pela leitura. Conhece-se ao sentar, por tempo suficiente, com instrução e profundidade. Uma clínica que incorpore de fato a dimensão contemplativa, e não apenas seu vocabulário, precisa ser conduzida por alguém que tenha sentado.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">É dessa experiência e travessia que nasce a Hridaya Terapia. Meu trabalho clínico aqui se faz dentro da tradição da Gestalt Viva de Claudio Naranjo, da psicologia analítica de Jung, das contribuições da neuropsicologia contemporânea — e, como espinha dorsal silenciosa, da prática meditativa continuada nas tradições do Budismo Zen, do Yoga, do Ayurveda e do Budismo Vajrayana que fazem parte da minha história, prática e caminho pessoal. Não há separação entre o método e a sua origem, nem entre a formação acadêmica e a prática interior que a sustenta. Para quem busca uma psicoterapia que reconheça a dimensão contemplativa como parte legítima e estrutural do trabalho, este é o espaço oferecido.</p>
<p>/////</p>
<p>Por Nando Pereira.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Como saber se devo usar remédios para curar meus problemas?</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/como-saber-se-devo-usar-remedios-para-curar-meus-problemas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2026 02:05:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Consultório]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
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					<description><![CDATA[Esse é um tema delicado, cada dia mais urgente — e essa pergunta é corajosa. Numa época em que familiares e amigos minimizam as consequências do uso de medicamentos como algo &#8220;normal&#8221; — inclusive os de tarja vermelha e preta —, fazer essa pergunta já é um ato de consciência. Os efeitos negativos são geralmente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esse é um tema delicado, cada dia mais urgente — e essa pergunta é corajosa. Numa época em que familiares e amigos minimizam as consequências do uso de medicamentos como algo &#8220;normal&#8221; — inclusive os de tarja vermelha e preta —, fazer essa pergunta já é um ato de consciência.</p>
<p>Os efeitos negativos são geralmente subestimados ou negligenciados. Os efeitos positivos, superestimados. Os custos, desconsiderados. A Psiquiatria é uma dádiva da medicina e da ciência, mas ela não é a panacéia para nossos problemas. Precisa ser considerada dentro do seu espectro real não milagroso — assim não se degenera em negócio farmacêutico ou aliado questionável da produtividade e do consumismo.</p>
<p>A resposta a essa pergunta não é simples. A<em> questão central hoje, no fundo, já não é mais o remédio em si, e sim <strong>a forma como chegamos a tomá-lo</strong>: as motivações, a decisão, o processo.</em></p>
<div class="divider-ornament">· · ·</div>
<p>Para responder bem a essa pergunta, é preciso olhar primeiro para outro desequilíbrio sério — não a que está te levando a considerar a solução medicamentosa (depressão, ansiedade, TDAH, burnout, transtorno bipolar&#8230;), mas uma doença anterior, invisível e possivelmente mais grave do que a nomeada. Ela se manifesta em três formas:</p>
<div class="concept-block">
<div class="concept-title"><strong>Imediatismo</strong></div>
<div class="concept-body">A patologia que cria na mente humana a obsessão por tratamentos com <span style="text-decoration: underline;">o prazo mais curto possível</span>. Vivemos num mundo que oferece aceleradores aos montes — entrega em dez minutos, respostas em segundos, controles para acelerar áudios e comprimir o tempo em tudo. A solução medicamentosa é, nesse contexto, a mais imediatista entre todos os campos de tratamento: ao tratar apenas os sintomas e abafá-los em horas ou dias, ela esconde o problema e leva ao esquecimento das causas. Em muitos casos, esse imediatismo é alimentado pela <span style="text-decoration: underline;">necessidade de produtividade</span> — ir ao trabalho no dia seguinte, manter-se num emprego insalubre, não perder o ritmo. A conquista de agilidade é uma conquista humana legítima. Mas quando ela invade a saúde, produz repressão dos sintomas, acúmulo silencioso dos problemas e narcotização da sociedade.</div>
<div></div>
</div>
<div class="concept-block">
<div class="concept-title"><strong>Hedonismo</strong></div>
<div class="concept-body">A busca do <span style="text-decoration: underline;">prazer a todo custo</span> — sem interrupções, sem tolerância para o que não seja agradável ou confortável — é um problema que vai muito além do simples &#8220;ninguém quer sofrer&#8221;. O hedonismo como filosofia de vida abusa de analgésicos, sedativos, estimulantes e toda espécie de substâncias. Leva à ignorância do sintoma, do sistema em que ele esta envolvido, dos aspectos que adoecem, da cura. Deixa o ser humano numa <span style="text-decoration: underline;">felicidade artificial produzida por substâncias</span> — num consumo que beira ao desespero. E, o que é mais grave: o afasta da cura real. O prazer é uma parte bonita da experiência humana, mas quando se torna obsessão, nem mais prazer é. Passa a ser doença, e leva aos remédios. <span style="text-decoration: underline;">Aceitar que parte da vida não é prazer</span>, não é conforto, não é feito só de um lado da moeda, paradoxalmente, ajuda a evitar doenças e crises.</div>
<div></div>
</div>
<div class="concept-block">
<div class="concept-title"><strong>Materialismo</strong></div>
<div class="concept-body">A doença do século. Compreensível como consequência do cientificismo e do pensamento superficial, mas devastadora em suas consequências: leva à ignorância do holismo, do papel da mente e da consciência na vida humana, e leva à redução de tudo ao que é visível e mensurável. O materialismo leva ao reducionismo — tratar as doenças nos órgãos como problemas exclusivos dos órgãos. Para a ansiedade, dá-se um ansiolítico. Para o TDAH, um estimulante. Assim deve se resolver. É a incapacidade de ver além do imediato. Mesmo quando há causas fora do órgão, a obsessão com o ponto de manifestação impede qualquer esclarecimento das origens e do seu processo. Sem considerar emoções, pensamentos e as dimensões da consciência — e se agarrando apenas à neurologia cerebral como explicação última —, não há como criar um caminho real de cuidado, cura e felicidade. Se o problema é todo dopaminérgico e os remédios atuam, o problema deveria estar resolvido, mas não está. Não precisamos adotar nenhum espiritualismo ou medicina da nova era para curar a cegueira do materialismo, precisamos apenas ampliar o olhar e a consciência, ver o perímetro que engloba o sistema, seguir o caminho da gênese dos sintomas, encontra a física sutil, a mente e a consciência.</div>
</div>
<div class="divider-ornament">· · ·</div>
<p>É nesse terreno que se formam os <strong>dois extremos</strong> que conhecemos tão bem. De um lado, a <strong>medicalização irrefletida</strong>: o sofrimento visto apenas como desequilíbrio químico a ser corrigido, o remédio como solução mais rápida, o desconforto como inimigo a eliminar. Do outro, a <strong>resistência ideológica</strong>: a medicação como fraqueza, como fuga, como química que embota a experiência.</p>
<p>Nenhuma dessas posições faz bem a quem está sofrendo.</p>
<div class="highlight-quote">&#8220;A pergunta não é &#8216;devo ou não devo tomar remédio&#8217;. É uma pergunta mais delicada: <strong>o que meu sofrimento está me pedindo?</strong>&#8220;</div>
<p>Medicamentos podem ser fundamentais quando o sofrimento tem uma base biológica significativa e praticamente intransponível: quando a depressão é tão intensa que paralisa, quando a ansiedade impede qualquer funcionamento, quando o sono não existe há semanas, quando o burnout chegou a um ponto de colapso real. Nesses casos, o medicamento não é fuga — é ponte. Seja um antidepressivo como o <em>escitalopram</em>, um estimulante como o <em>Venvanse</em> ou a <em>Ritalina</em> para o TDAH, um ansiolítico como o <em>clonazepam</em> — em contextos adequados, eles criam condições mínimas para que o trabalho mais profundo possa acontecer.</p>
<p>Mas o remédio, por si só, <strong>não transforma padrões</strong>. <strong>Não elabora traumas. Não responde às perguntas de sentido. Não ensina novas formas de se relacionar consigo mesmo e com o mundo</strong>. Isso é muito sério. Pode silenciar a dor — o que às vezes é necessário — mas dificilmente a resolve.</p>
<p>Às vezes, o sofrimento pede alívio urgente — e a medicação pode oferecer isso. Às vezes, ele pede espaço para ser escutado, compreendido, atravessado — e aí é o trabalho terapêutico que sustenta a jornada. <em>Se a resposta sobre o que fazer precisa ser muito rápida, ela já revela algo sobre o desequilíbrio em que se está vivendo.</em></p>
<div class="divider-ornament">· · ·</div>
<p>Vale lembrar: a decisão sobre medicação é médica — do psiquiatra, não do psicólogo nem do psicoterapeuta. O que o processo terapêutico oferece é outra coisa: o <strong>espaço para entender o que está vivendo</strong>, <strong>como esse sofrimento surgiu, o que você precisa</strong> — e <strong>o que quer para sua vida</strong>.</p>
<p>Remédio e terapia não se excluem. Mas nem sempre os dois são necessários. E a única forma de saber é <strong>aprofundar a escuta</strong>, não apressar a resposta.</p>
<p class="cta-line">Se você está nessa dúvida, uma conversa pode ajudar a clarear. Às vezes, o primeiro passo é simplesmente ser escutado.</p>
<p>/////</p>
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		<title>A mente meditante na clínica: presença e campo fenomenológico</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/a-mente-meditante-na-clinica-presenca-e-campo-fenomenologico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 01:12:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[Consultório]]></category>
		<category><![CDATA[Gestalt Terapia]]></category>
		<category><![CDATA[Ioga]]></category>
		<category><![CDATA[Meditação]]></category>
		<category><![CDATA[awareness]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[presença]]></category>
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					<description><![CDATA[O estado meditativo não é uma técnica adicional ao trabalho clínico — é uma qualidade de mente que transforma a própria natureza da escuta terapêutica. Na prática gestáltica, a atenção plena é análoga ao que Perls chamava de awareness desobstruída: a capacidade de estar consciente do que se apresenta, momento a momento, sem manipular o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="287" data-end="775">O estado meditativo não é uma técnica adicional ao trabalho clínico — é uma qualidade de mente que transforma a própria natureza da escuta terapêutica.</p>
<p data-start="287" data-end="775">Na prática gestáltica, a atenção plena é análoga ao que Perls chamava de <em data-start="514" data-end="538">awareness desobstruída</em>: a capacidade de estar consciente do que se apresenta, momento a momento, sem manipular o fluxo da experiência. Quando o terapeuta sustenta essa qualidade de presença, o campo se autorregula e o contato ganha densidade fenomenológica.</p>
<p data-start="287" data-end="775">Embora seja uma capacidade inata do ser humano, ela foi completamente depauperada no transcorrer dos anos de vida e da cultura fragmentadora, individualista, de escuta rasa e fazer obsessivo, portanto, o terapeuta precisa de treino para que essa awareness &#8220;natural&#8221; desobstruída e verdadeira possa aparecer. Ela não é uma &#8220;produção&#8221; do terapeuta, tampouco uma faculdade de foco e concentração &#8211; é uma qualidade emergente da mente treinada original, e a amplitude que o indivíduo compassivo habita pela entrega, compaixão, interesse e confiança.</p>
<p data-start="777" data-end="1300">Então o valor dessa mente meditante não é apenas atencional. Como diz Mark Epstein, psiquiatra e praticante budista, autor de &#8220;Terapia Zen&#8221;, “a mente que observa é a própria mente que cura” — não por compreender, mas por permitir que a experiência se revele sem resistência. Essa atitude aproxima o terapeuta do que David Brazier, no contexto do Zen e da psicoterapia budista, descreve como “presença compassiva”: um estado em que o profissional abandona o papel de intérprete e assume o de testemunha viva do sofrimento e da verdade do outro.</p>
<p data-start="1302" data-end="1609">Nesse sentido, a meditação oferece ao terapeuta uma epistemologia da não-reação. Ela permite ver o cliente não como “alguém a ser tratado”, mas como expressão do mesmo campo de consciência em que ambos estão inseridos. A escuta deixa de ser uma coleta de informações para se tornar um espaço de revelação. Se algo pode ser &#8220;feito&#8221; a partir daí, e só a partir daí que deve ser feito.</p>
<p data-start="1611" data-end="1955">A mente meditante também protege contra a ansiedade de desempenho terapêutico — essa tentativa sutil de “fazer algo acontecer”.  Que flige tanto terapeutas quanto pacientes, aspirantes por resolução rápida, guiança constante e elucidação pra toda fala e movimento. Quando o terapeuta pratica o não-fazer, não cai na passividade, mas no estado que D. S. Rubin chama de <em data-start="1842" data-end="1861">engaged stillness</em>: uma quietude atenta, dinâmica, capaz de conter e permitir o movimento natural do processo.</p>
<p data-start="1611" data-end="1955">Uma mente assim, imersa em espaço, verdade e firmeza, pode ancorar uma infinidade de processos de cura simplesmente por ser assim. E, como já foi dito, deixar que isso habite o campo em que ambos estão experimentando.</p>
<p data-start="1957" data-end="2277">Integrar meditação e clínica, portanto, não é misturar espiritualidade e psicologia, mas recuperar a inteireza da experiência humana dentro da relação terapêutica. A cura não ocorre porque o terapeuta entende mais, mas porque ambos aprendem a permanecer no mesmo silêncio lúcido de onde toda transformação real emerge.</p>
<p data-start="1957" data-end="2277">//</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Sessões únicas de longa duração (até 3h) agora disponíveis</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/sessoes-individuais-unicas-longa-duracao-disponiveis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Feb 2021 15:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Consultório]]></category>
		<category><![CDATA[atendimento de crises]]></category>
		<category><![CDATA[atendimento emergencial]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia curta duração]]></category>
		<category><![CDATA[terapia online]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Luiz Fernando Pereira Terapeuta, Hridaya Terapia Gostaria de informar aqui que desde o início deste ano de 2021 estou realizando também sessões individuais longas, de 1h30 a 3h de duração, de caráter único, sem a necessidade de prosseguir num processo terapêutico de mais longo prazo (geralmente com sessões semanais ou quinzenais de 40min a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Luiz Fernando Pereira</strong><br />
<em>Terapeuta, Hridaya Terapia</em></p>
<p>Gostaria de informar aqui que desde o início deste ano de 2021 estou realizando também <strong>sessões individuais longas, de 1h30 a 3h de duração</strong>, de caráter <strong>único</strong>, sem a necessidade de prosseguir num processo terapêutico de mais longo prazo (geralmente com sessões semanais ou quinzenais de 40min a 1h, que é o modelo principal).</p>
<p>Para requisitá-las, apenas <strong>expresse seu interesse nessa atendimento de sessão individual longa</strong> e informe também a <strong>justificativa para tal</strong> no seu contato. Na resposta, enviaremos disponibilidades e o valor da sessão.</p>
<p>As sessões individuais longas se mostraram eficientes no atendimento de situações mais críticas ou de necessidades de apoio imediato ou de busca de resoluções a curto prazo, como vem acontecendo desde o início da pandemia.</p>
<p>As sessões de longa duração também são apropriadas a quem não está atravessando crise ou situação de necessidade mais pontual, mas que gostaria de explorar alguma questão de maneira mais extensa. Entre os benefícios da sessão individual mais longa, mesmo que paciente e terapeuta não se conheçam, é a possibilidade de estender a <em>anamnese</em>, de conhecer mais amplamente a questão em vigor e permitir o uso de mais recursos durante a sessão, como as meditações, que nem sempre são possíveis nas sessões padrão de 40 minutos a 1 hora.</p>
<p>As sessões individuais longas não necessitam de prosseguimento semanal ou quinzenal do trabalho. Quando for, será observado ao paciente durante o atendimento.</p>
<p>//////////</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Terapia online PARTE 2: 5 considerações sobre um modelo que veio pra ficar</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/terapia-online-parte-2-5-consideracoes-sobre-um-modelo-que-veio-pra-ficar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2021 14:27:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Consultório]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[atendimento online]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[terapia online]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Luiz Fernando Pereira Terapeuta, Hridaya Terapia Esta é a segunda parte do post &#8220;Terapia Online: 5 observações sobre um modelo que veio pra ficar&#8221; (a parte 1 está aqui). Trata dos novos passos nos formatos de atendimento de terapia online que estamos presenciando no momento atual, devido às implicações e consequências da pandemia de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Luiz Fernando Pereira</strong><br />
<em>Terapeuta, Hridaya Terapia</em></p>
<p>Esta é a segunda parte do post &#8220;<strong>Terapia Online: 5 observações sobre um modelo que veio pra ficar</strong>&#8221; (<a href="https://hridayaterapia.com/terapia-online-5-consideracoes-sobre-um-modelo-que-veio-pra-ficar/"><strong>a parte 1 está aqui</strong></a>). Trata dos novos passos nos formatos de atendimento de terapia online que estamos presenciando no momento atual, devido às implicações e consequências da pandemia de coronavirus, que tomou o mundo em 2020.</p>
<p>Prosseguindo, então, sobre essa consolidação da terapia online como novo modelo possível universal, gostaria de manifestar abaixo <strong>5 observações </strong>importantes:</p>
<ol>
<li>JÁ HÁ ADAPTAÇÃO 100%. Praticamente todos os pacientes estão <strong>100% adaptados ao atendimento online e vêm aprimorando vários dos aspectos técnicos das sessões online</strong>, espontaneamente, como comprando melhores fones de ouvido e microfones, cuidado da iluminação no ambiente, isolando-se dos ruídos sempre que possível e tendo conexões alternativas de Internet para sustentar o atendimento.</li>
<li>PACIENTE ESTÁ EM CASA. Existe uma dimensão nova e na maioria das vezes rica do atendimento online que é o fato do <strong>paciente estar em casa, o que o deixa mais à vontade</strong>. Isso pode significar mais tranquilidade e abertura por parte dele, pelo fato dele estar mais à vontade e menos &#8220;formal&#8221;, como era na sua visita ao setting do consultório.</li>
<li>NECESSIDADE DE LIMITES PARA A DISTRAÇÃO. Existe também uma dimensão nova e algumas vezes contraproducente da terapia online que é a possibilidade do <strong>paciente ficar conectado aos aplicativos de email, mensagens e notificações diversas do celular</strong>. Algumas vezes é necessário impor alguns limites mais sérios, como requisitar que essas coisas fiquem desligadas.</li>
<li>TEMPO DE SESSÃO. É possível que haja uma <strong>revisão do tempo da sessão</strong>, para menos. O padrão do atendimento eram 50 minutos (a 1h), devido ao limite de atenção focada que é possível manter em média numa sessão ininterrupta, mas o atendimento online deve andar na direção de reduzir um pouco esse número. É possível que as sessões online fiquem 5 ou 10 minutos mais curtas, podendo ser encerradas a partir de <strong>40 minutos</strong>.Além do fator atenção, há também a ausência de espera e do ritual da chegada, como tirar sapatos, usar o banheiro, tomar água, etc. Essas coisas geralmente são feitas pelo paciente no seu próprio (casa, trabalho, etc) antes da contato online ser estabelecido. Mas isso tudo ainda é uma especulação que está sendo estudada e verificada empiricamente.</li>
<li>EXPANSÃO GEOGRÁFICA ILIMIATADA. A possibilidade de uma pessoa que mora numa cidade do interior, ou mesmo numa cidade grande, não ter que se deslocar e poder fazer seu processo terapêutico com uma abordagem ou com um(a) terapeuta de sua preferência é praticamente insuperável. Existem muitas cidades no Brasil e no exterior que não possuem sequer terapeutas ou psicólogos em quantidade suficiente, ou de linhas satisfatórias o suficiente, para atender as pessoas. As mesmas pessoas que hoje não estão restritas à cultura e às limitações dessas localidades, pois já ganharam o mundo recebendo também educação e culturas diversas pela própria Internet.</li>
</ol>
<p>//////////</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Terapia online: 5 considerações sobre um modelo que veio pra ficar</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/terapia-online-5-consideracoes-sobre-um-modelo-que-veio-pra-ficar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Jan 2021 14:09:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Consultório]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[atendimento online]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[terapia online]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Luiz Fernando Pereira Terapeuta, Hridaya Terapia Os atendimentos de terapia online já acontecem há bastante tempo, talvez mais de uma década, devido à evolução da tecnologia (vídeo, banda larga, apps, etc) e da redução das objeções culturais, mas aqui eu realizava apenas em duas condições especiais: (1) para brasileiros no exterior, que buscavam comunicação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Luiz Fernando Pereira</strong><br />
<em>Terapeuta, Hridaya Terapia</em></p>
<p>Os <strong>atendimentos de terapia online </strong>já acontecem há bastante tempo, talvez mais de uma década, devido à evolução da tecnologia (vídeo, banda larga, apps, etc) e da redução das objeções culturais, mas aqui eu realizava apenas em duas condições especiais: <strong>(1)</strong> para <strong>brasileiros no exterior, </strong>que buscavam comunicação em sua língua nativa, ou, mesmo que pudessem fazer em língua estrangeira, que preferiam o contato com um terapeuta do seu país e cultura, ou <strong>(2) pessoas que já faziam terapia presencial</strong> comigo e <strong>que estavam em viagem ou morada provisória fora do alcance do consultório</strong> em São Paulo. Aos poucos, por vários motivos (como a divulgação do trabalho na Internet e a necessidade de pessoas fora dos grandes centros de fazer terapias com abordagens ou terapeutas específicos), o modo remoto de atendimento foi ganhando espaço e efetividade. Terapeutas e pacientes foram se familiarizando com as vantagens e limitações do contato por computador, e a própria Internet foi evoluindo em infra-estrutura, velocidade para conexões de vídeo ao vivo, e ferramentas para realizar isso.</p>
<p>Hoje, com a pandemia, essa expansão ganhou um novo patamar: o de um modelo que veio pra ficar. Temos a infra-estrutura avançado para um nível satisfatório, inclusive com <strong>wifi de alta velocidade</strong> se expandindo rapidamente em áreas rurais remotas, <strong>4G</strong> e <strong>5G</strong> idem, além de múltiplas possibilidades de plataformas, como <strong>Zoom, Meet, Skype, Teams e WhatsApp Video</strong>. Mais do que isso, devido à realidade de que praticamente todos tiveram que trabalhar remotamente em algum nível durante a pandemia, a cultura do contato remoto para trabalho e resolução de questões sérias, a própria terapia se estabeleceu de maneira consolidada. As objeções caíram a praticamente zero, e isso possibilita, inclusive, o aumento dos benefícios, pois sem resistência há mais abertura e sintonia mútua.</p>
<p>Não só a terapia está acontecendo neste novo modelo, mas várias outras funções também se consolidaram no modo online, como personal trainers, professores de diversas categorias (idiomas, ciências, gradução, pós-graduação, etc) e os hospitais e clínicas, com a teleconsulta. O preconceito com esse modelo está nos seus últimos dias, e mesmo as mais críticas limitações do atendimento remoto podem estar sendo superadas pelas vantagens e necessidades do processo online.</p>
<p>Também vejo, no ambiente de prática espiritual mais direta, como nas sadhanas em Templos Budistas e Satsangs de Yoga, por exemplo, há um grande movimento de adaptação online, inclusive com inúmeros ensinamentos, práticas e até retiros online. Mestres e professores que inicialmente pareciam resistentes ou em espera, se abriram ao ambiente online e estão ensinando e praticando. O próprio Dalai Lama, Tenzin Gyatso, pela primeira vez (que eu tenho notícia), concedeu uma iniciação de Budismo Vajrayana online, um evento originalmente mais reservado a templos e grupos fechados.</p>
<p>Sobre essa consolidação da terapia online como novo modelo possível universal, gostaria de manifestar <strong>5 observações </strong>importantes que venho verificando desde que a pandemia chegou. <a href="https://hridayaterapia.com/terapia-online-parte-2-5-consideracoes-sobre-um-modelo-que-veio-pra-ficar/">Farei isso na segunda parte deste post, aqui</a>.</p>
<p>//////////</p>
<p><strong><a href="https://hridayaterapia.com/terapia-online-parte-2-5-consideracoes-sobre-um-modelo-que-veio-pra-ficar/">LINK PARA PARTE 2.</a></strong></p>
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		<title>Como curar as feridas da infância? Claudio Naranjo responde.</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/como-curar-as-feridas-da-infancia-claudio-naranjo-responde/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Sep 2020 10:45:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Consultório]]></category>
		<category><![CDATA[Gestalt Terapia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma pequena aula da gênese dos problemas humanos e dos problemas infantis que geram os problemas que conhecemos como humanos (adultos) atuais. Desde os primórdios de nossa relação com a Terra até a relação contemporânea com os pais, na visão do psiquiatra chileno Claudio Naranjo (1932-2019). Como curar as feridas da infância? (vídeo em espanhol) [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pequena aula da gênese dos problemas humanos e dos problemas infantis que geram os problemas que conhecemos como humanos (adultos) atuais. Desde os primórdios de nossa relação com a Terra até a relação contemporânea com os pais, na visão do psiquiatra chileno Claudio Naranjo (1932-2019). <strong>Como curar as feridas da infância? </strong>(vídeo em espanhol)</p>
<p><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="1080" height="608" src="https://www.youtube.com/embed/i3j8NquR-ig?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=en-US&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Atendimento de terapia online para brasileiros no exterior</title>
		<link>https://hridayaterapia.com/atendimento-de-terapia-online-para-brasileiros-no-exterior/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz F Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Apr 2020 12:56:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Consultório]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[terapia online]]></category>
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					<description><![CDATA[No último post mencionei o crescimento e a consolidação dos atendimentos de terapia online, e gostaria de adicionar neste post algumas informações específicas que podem ser úteis para os brasileiros que estão no exterior — Portugal, Espanha, Inglaterra, França, Alemanha, Austrália, Estados Unidos, e outros países — e que podem estar interessados em terapia pela [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://hridayaterapia.com/a-viabilidade-e-consolidacao-da-terapia-online/"><strong>No último post</strong></a> mencionei o crescimento e a consolidação dos atendimentos de <strong>terapia online</strong>, e gostaria de adicionar neste post algumas informações específicas que podem ser úteis para <strong>os brasileiros que estão no exterior</strong> — <strong>Portugal, Espanha, Inglaterra, França, Alemanha, Austrália, Estados Unidos</strong>, e outros países — e que podem estar interessados em terapia pela Internet com um terapeuta ou psicólogo brasileiro. Já realizei processos terapêuticos com brasileiros em muitos lugares do mundo, em diversas situações, como recém-chegados com problemas de adaptação até brasileiros residindo ha mais de uma década no país e buscando resolução de situações gerais de vida pessoal e profissional. É importante salientar que a terapia online para os brasileiros no exterior é idêntica à de qualquer pessoa no Brasil, presencial ou não, apenas com uma tendência natural de temática.</p>
<p>Para citar alguns temas mais comuns aos brasileiros no exterior, por exemplo, há: (1) <strong>a distância da família</strong>, e as angústias da separação, da emancipação e do auto-apoio, (2) <strong>a formação de uma família nova no exterior</strong>, seja um relacionamento conjugal ou uma família com filho(s), muitas vezes com um cônjuge estrangeiro, e todo o ambiente de apoio estrangeiro, (3) <strong>os desafios profissionais</strong>, seja de uma profissão de passagem ou de um projeto definitivo, de sonho vocacional, (4) <strong>o enfrentamento e significação do &#8220;fracasso&#8221;</strong>, ou da impressão do fracasso, gerado por demissão, abandono, dívida, (5) <strong>a solidão</strong>, que afeta muitos, até mesmo aqueles que tem um relacionamento conjugal ou uma família, (6) <strong>as incertezas e medos</strong> do futuro, gerado por crises, confrontos, desavenças e outros problemas, (7) <strong>os distúrbios mais comuns</strong> que podem vir de qualquer desequilíbrio emocional ou mental, como ansiedade, pânico, depressão, angústia, raiva, irritabilidade constante, letargia, violência doméstica, entre outros.</p>
<p>A terapia pela Internet abarca esses temas mas outros casos também. Apenas, como mencionei, alguns são mais comuns aos brasileiros no exterior, simplesmente por sua condição de estar em outro país. O serviço de <strong>terapia online</strong> é idêntico ao presencial em seu espectro de atendimento, e se houver qualquer dúvida sobre a adequação a alguma questão específica, como a necessidade de um atendimento psicológico ou de medicação psiquiátrica específica, isso será endereçado apropriadamente (geralmente, neste caso, uma &#8220;teleconsulta&#8221; com um profissional brasileiro, no Brasil, por exemplo, ou com um médico da rede local, se houver possibilidade).</p>
<p>Se você é um brasileiro ou brasileiro no exterior interessado em terapia online, mais sobre <a href="http://hridayaterapia.com/terapia-holistica-transpessoal-gestalt-meditacao/"><strong>como é a terapia</strong></a> aqui, <a href="http://hridayaterapia.com/o-terapeuta/"><strong>conheça o terapeuta</strong></a> e <a href="http://hridayaterapia.com/contato/"><strong>faça contato</strong></a>.</p>
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